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23 de mai de 2019

PATO DONALD #2484 (Culturama #2) — Maio de 2019

Veja abaixo imagens e detalhes de todas as HQs da edição #2 de PATO DONALD da Culturama. A revista pode ser comprada em nossa loja com a caixa de colecionador com os demais quatro títulos mensais.

Uma grande aventura envolvendo segredos de um vale gelado abre a edição, que tem ainda uma HQ com Mickey e Donald em um barco a vapor (claro, em menção aos 90 anos do camundongo), a estreia de Sonny nos quadrinhos da Culturama e muita ação quando Maga Patalójika ameaça toda Patópolis — no traço sempre impressionante de Arild Midthun.







PATO DONALD #2484 (CULTURAMA #2)
Publicação mensal, formato 13,4 x 19,5 cm, 64+4 páginas, lombada canoa, capa couché, miolo offset cor, R$ 6,00. Edição #1848.

Importante: as imagens abaixo estão em definição incomparavelmente inferior à das edições impressas (onde um ou outro ajuste final de texto também pode ter sido feito).



 

• Destaque para a aventura O Segredo do Vale (Hedman & Fecchi) em que o passeio às montanhas traz emoções inesperadas para Donald, Margarida e os sobrinhos. Tradução de Planeta Gibi.




• Já Os Perigos do Barco a Vapor (Carol e Pat McGreal & Ferioli) recupera a icônica cena de Mickey no leme exibida no cartoon O Barco a Vapor do Mickey. Em um dado momento, uma rechonchuda "senhora" dará as caras... Tradução de Planeta Gibi




• O Ganso Voador marca a estreia de Sonny nos gibis da Culturama. Desenhos excepcionais de Daniel Branca (roteiro de Charlie Martin).




• Em A Feitiçaria Espaço-Temporal a arte impactante de Arild Midhtun mostra Maga Patalójika, Prof. Pardal, Escoteiros Mirins, Tio Patinhas, Donald e toda Patópolis sob um tremendo risco!

◼ PATO DONALD, O PERSONAGEM

O Pato Donald surgiu oficialmente em junho de 1934 no curta animado A Galinha Sábia. Antes disso, contudo, Walt Disney já tinha decidido colocar o personagem de pavio curto nos desenhos do Mickey em produção, tão certo estava de seu apelo junto à plateia.

O sucesso se repetiu nos quadrinhos, em tiras de jornais desenhadas por Al Taliaferro, que dotou Donald de características, elementos e personagens de apoio que em seguida seriam levados para os gibis — incluindo os então encapetados sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho, filhos de sua irmã Della "Dumbela" Pato.

Sua namorada é a Margarida, tia de Huguinho, Zezinho e Luisinho por parte de pai. Não raro, ela é cortejada descaradamente pelo sortudo ganso Gastão, primo de Donald também por parte de pai. 

Donald tem um carro de placa 313 e vive às turras com seu vizinho, o Silva. Seu cachorro é o Bolívar, um são-bernardo, e seu gato é o Ronrom — que costuma sofrer nas mãos do primo abilolado Peninha.

Peninha, por sinal, tem o mais endiabrado sobrinho dentre as crianças disneyanas, o Biquinho, e é muito próximo de Donald. Juntos, costumam ir até o Brejo das Urtigas visitar o Urtigão, acabando com a paz do quase eremita e de seu cachorro, o... Cão! Isso, quando Peninha não está bancando o herói fantasiando-se de Morcego Vermelho.

Donald é filho de Patoso (filho da Vovó Donalda, cujo sítio costuma reunir toda a família, incluindo o folgado primo Gansolino, que mora e, digamos, trabalha lá) com Hortênsia, irmã do quaquilionário Patinhas McPato, que sempre "convida" o sobrinho para suas aventuras e buscas de tesouros pelo mundo e, eventualmente, o emprega como repórter em seu jornal, A Patada

Mas, nem só de agruras e azares vive o querido e esquentado personagem: não raro ele se mascara de Superpato e vira o paladino de Patópolis, inclusive fazendo uso de apetrechos especialmente criados pelo genial cientista Prof. Pardal, grande amigo da Família Pato.

◼ PATO DONALD, O GIBI

PATO DONALD é o gibi com maior tempo de circulação no Brasil. Foi lançado pela Editora Abril entre jul/1950 e jul/2018 em 1845 edições (até o #2481) e, desde mar/2019, pela Culturama — com numeração dupla (a partir do zero na capa e com numeração continuada no expediente). 

A Abril o considera oficialmente sua primeira publicação (antes, em mai/1950, o editor Victor Civita lançara RAIO VERMELHO, mas como Editora Primavera).

O PATO DONALD estreou em formatão, tipo magazine. Em 1952, a partir do #22, adotou o formato de aproximadamente 13,5 x 21 cm, que acabou instituindo o jargão "formato Pato".

Em jan/1961, seu título na capa passou a se alternar semanalmente entre O PATO DONALD e O PATO DONALD APRESENTA ZÉ CARIOCA (ainda naquela década simplificado para ZÉ CARIOCA, que ficava com a numeração ímpar).

Em jan/1980, no #1470, ocorre uma revolução editorial: PATO DONALD ganha capa em papel couché (até então era impressa toda no miolo de papel didático) e tem o formato reduzido em 2 cm, inaugurando o popular "formatinho", logo adotado por outras publicações de quadrinhos, inclusive das demais editoras, como a RGE.

Na edição #1751, em 1985, PATO DONALD torna-se totalmente independente de ZÉ CARIOCA e tem sua primeira edição com número ímpar na capa desde 1960.

A partir do #2325, em sua última fase pela Abril, a revista ganha regularidade mensal e apresenta apenas HQs inéditas — inclusive as últimas histórias de Don Rosa ainda inéditas no Brasil. No fim de junho de 2018, a Abril antecipa o lançamento da edição do mês seguinte, #2481, em face à não renovação do contrato com a Disney após 68 anos de circulação ininterrupta.

Em mar/2019, a editora gaúcha Culturama, que já detinha uma licença de publicações de atividades Disney há algum tempo, retoma o título, agora com 68 páginas e miolo em papel de qualidade superior, e passa a usar numeração dupla: a partir do zero na capa e, no expediente, a sequência numérica clássica.

◼ POR QUE A QUANTIDADE DE EDIÇÕES DE PATO DONALD NÃO CORRESPONDE A SUA NUMERAÇÃO SEQUENCIAL?

Em janeiro de 1961, a então revista semanal O PATO DONALD, a partir do #479, começou a ceder sua numeração ímpar para ZÉ CARIOCA (o primeiríssimo ZC, portanto, trouxe um #479 impresso na capa). E continuou assim até o número 1750, em meados de 1985. Durante aqueles mais de 24 anos, esses gibis revezaram-se nas bancas semanalmente.

Mas, em junho de 1985, PATO DONALD mudou de formato, estrutura e linha editorial e passou a ser mensal. Então, a intercalação de numeração deixou de fazer sentido e os títulos, consequentemente, passaram a ter numerações independentes, com PATO DONALD #1751 sendo a primeira edição da revista a ostentar um número ímpar na capa desde 1960.

Assim, descontados os gibis com numeração nunca publicada de PATO DONALD, chega-se à quantidade real de edições lançadas pela Editora Abril, 1845 — ainda que a última revista distribuída pela editora paulistana, em junho/julho de 2018, ostentasse um número 2481 em sua capa.


★ Fontes: divulgação, Banco de Dados Planeta Gibi.
 Nota: O Planeta Gibi colabora com as publicações Disney da Culturama traduzindo, escrevendo artigos e prestando assessoria com base em nosso acervo e banco de dados.
★ O Planeta Gibi só se responsabiliza por compras efetuadas em sua loja. Problemas relacionados a aquisições com terceiros, incluindo assinaturas feitas com editoras, são de inteira responsabilidade desses terceiros, assim como toda e qualquer informação aqui divulgada acerca dessas comercializações.
 Titulação, serialização, numeração sequencial exibidos entre colchetes: são dados atribuídos pelo Planeta Gibi somente para fins de colecionismo.
 Dúvidas e sugestões: escreva para o editor do Planeta Gibi Blog.
 Publicado originalmente em 23/mai/2019.
★ Atualizado pela última vez em 23/mai/2019.




3 comentários:

  1. O Arild Midthun merece uma edição especial em capa-dura!!!
    Desenhista espetacular!!!

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  2. Há um erro conceitual (não sei se fruto da tradução) no Pato Donald 2. Na pg. 60, terceiro quadrinho, um dos sobrinhos de Donald afirma "Assim como o tempo passa mais rápido nos satélites do que aqui embaixo na Terra"."Se não fosse compensado, todos os sinais de GPS estariam errados"
    Na verdade, pela teoria da relatividade (resumidamente), quanto maior a velocidade em que se viaja (como é o caso dos satélites que emitem sinais GPS e que orbitam a Terra a cerca de 11.000 km/h), e e relação a um objeto inercial (no caso, a citação dos sobrinhos "aqui embaixo da Terra") mais devagar o tempo passa.
    Por esse motivo, o tempo passa mais devagar nos satélites GPS, e não mais rápido.

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  3. Isto não seria válido para corpos que atingem a velocidade da luz? Para velocidades inferiores a diferença temporal é imperceptível!

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