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22 de fev de 2019

PATO DONALD #2482 (Culturama #0) — Março de 2019

Confira abaixo imagens de todas as HQs da edição de retomada do gibi PATO DONALD pela Editora Culturama. O lançamento oficial acontece em março.

Leia também um pouquinho sobre o personagem (e sua família e amigos) e um breve histórico do gibi (inclusive o motivo de sua numeração sequencial não ser igual ao da quantidade de edições de fato lançadas).






PATO DONALD #2482 (CULTURAMA #0)
Publicação mensal, formato 13,4 x 19,5 cm, 64+4 páginas, lombada canoa, capa couché, miolo offset cor, R$ 6,00. Edição #1846.

• Tradução das HQs: Rivaldo Ribeiro e Edenilson Rodrigues (Planeta Gibi).

• A arte extraordinária de Arild Midthun recepciona o leitor, que fará um passeio por notáveis atrações turísticas escandinavas. 

• O traço não menos agradável de Wanda Gattino vem a seguir, em HQ com o Peninha. 

• O célebre O Incrível Homem que Encolheu é a referência para a aventura seguinte, com o Prof. Pardal. 

• Não poderia faltar mais um dos empregos que não duram de Donald, atrapalhado pelos Irmãos Metralha, no traço clássico de Marco Rota. 

• O muito sortudo Gastão exibe seu carrão para o primo na HQ seguinte.

• Tio Patinhas sai numa nova corrida do ouro — em Marte! 

• A edição termina com as maluquices de Peninha em uma comédia italiana e em duas gags de uma página. 



 

 

 


 



◼ PATO DONALD, O PERSONAGEM

O Pato Donald surgiu oficialmente em junho de 1934 no curta animado A Galinha Sábia. Antes disso, contudo, Walt Disney já tinha decidido colocar o personagem de pavio curto nos desenhos do Mickey em produção, tão certo estava de seu apelo junto à plateia.

O sucesso se repetiu nos quadrinhos, em tiras de jornais desenhadas por Al Taliaferro, que dotou Donald de características, elementos e personagens de apoio que em seguida seriam levados para os gibis — incluindo os então encapetados sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho, filhos de sua irmã Della "Dumbela" Pato.

Sua namorada é a Margarida, tia de Huguinho, Zezinho e Luisinho por parte de pai. Não raro, ela é cortejada descaradamente pelo sortudo ganso Gastão, primo de Donald também por parte de pai. 

Donald tem um carro de placa 313 e vive às turras com seu vizinho, o Silva. Seu cachorro é o Bolívar, um são-bernardo, e seu gato é o Ronrom — que costuma sofrer nas mãos do primo abilolado Peninha.

Peninha, por sinal, tem o mais endiabrado sobrinho dentre as crianças disneyanas, o Biquinho, e é muito próximo de Donald. Juntos, costumam ir até o Brejo das Urtigas visitar o Urtigão, acabando com a paz do quase eremita e de seu cachorro, o... Cão! Isso, quando Peninha não está bancando o herói fantasiando-se de Morcego Vermelho.

Donald é filho de Patoso (filho da Vovó Donalda, cujo sítio costuma reunir toda a família, incluindo o folgado primo Gansolino, que mora e, digamos, trabalha lá) com Hortênsia, irmã do quaquilionário Patinhas McPato, que sempre "convida" o sobrinho para suas aventuras e buscas de tesouros pelo mundo e, eventualmente, o emprega como repórter em seu jornal, A Patada

Mas, nem só de agruras e azares vive o querido e esquentado personagem: não raro ele se mascara de Superpato e vira o paladino de Patópolis, inclusive fazendo uso de apetrechos especialmente criados pelo genial cientista Prof. Pardal, grande amigo da Família Pato.

◼ PATO DONALD, O GIBI

PATO DONALD é o gibi com maior tempo de circulação no Brasil. Foi lançado pela Editora Abril entre jul/1950 e jul/2018 em 1845 edições (até o #2481) e, desde mar/2019, pela Culturama — com numeração dupla (a partir do zero na capa e com numeração continuada no expediente). 

A Abril o considera oficialmente sua primeira publicação (antes, em mai/1950, o editor Victor Civita lançara RAIO VERMELHO, mas como Editora Primavera).

O PATO DONALD estreou em formatão, tipo magazine. Em 1952, a partir do #22, adotou o formato de aproximadamente 13,5 x 21 cm, que acabou instituindo o jargão "formato Pato".

Em jan/1961, seu título na capa passou a se alternar semanalmente entre O PATO DONALD e O PATO DONALD APRESENTA ZÉ CARIOCA (ainda naquela década simplificado para ZÉ CARIOCA, que ficava com a numeração ímpar).

Em jan/1980, no #1470, ocorre uma revolução editorial: PATO DONALD ganha capa em papel couché (até então era impressa toda no miolo de papel didático) e tem o formato reduzido em 2 cm, inaugurando o popular "formatinho", logo adotado por outras publicações de quadrinhos, inclusive das demais editoras, como a RGE.

Na edição #1751, em 1985, PATO DONALD torna-se totalmente independente de ZÉ CARIOCA e tem sua primeira edição com número ímpar na capa desde 1960.

A partir do #2325, em sua última fase pela Abril, a revista ganha regularidade mensal e apresenta apenas HQs inéditas — inclusive as últimas histórias de Don Rosa ainda inéditas no Brasil. No fim de junho de 2018, a Abril antecipa o lançamento da edição do mês seguinte, #2481, em face à não renovação do contrato com a Disney após 68 anos de circulação ininterrupta.

Em mar/2019, a editora gaúcha Culturama, que já detinha uma licença de publicações de atividades Disney há algum tempo, retoma o título, agora com 68 páginas e miolo em papel de qualidade superior, e passa a usar numeração dupla: a partir do zero na capa e, no expediente, a sequência numérica clássica.

◼ POR QUE A QUANTIDADE DE EDIÇÕES DE PATO DONALD NÃO CORRESPONDE A SUA NUMERAÇÃO SEQUENCIAL?

Em janeiro de 1961, a então revista semanal O PATO DONALD, a partir do #479, começou a ceder sua numeração ímpar para ZÉ CARIOCA (o primeiríssimo ZC, portanto, trouxe um #479 impresso na capa). E continuou assim até o número 1750, em meados de 1985. Durante aqueles mais de 24 anos, esses gibis revezaram-se nas bancas semanalmente.

Mas, em junho de 1985, PATO DONALD mudou de formato, estrutura e linha editorial e passou a ser mensal. Então, a intercalação de numeração deixou de fazer sentido e os títulos, consequentemente, passaram a ter numerações independentes, com PATO DONALD #1751 sendo a primeira edição da revista a ostentar um número ímpar na capa desde 1960.

Assim, descontados os gibis com numeração nunca publicada de PATO DONALD, chega-se à quantidade real de edições lançadas pela Editora Abril, 1845 — ainda que a última revista distribuída pela editora paulistana, em junho/julho de 2018, ostentasse um número 2481 em sua capa.

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★ Fontes: divulgação, Banco de Dados Planeta Gibi.
 Nota: O Planeta Gibi colabora com as publicações Disney da Culturama traduzindo, escrevendo artigos e prestando assessoria com base em nosso acervo e banco de dados.
 Dúvidas e sugestões: escreva para o editor do Planeta Gibi Blog.
 Publicado originalmente em 21/fev/2019.
★ Atualizado pela última vez em 22/fev/2019.




18 comentários:

  1. Show!!! Aguardando meus gibis da assinatura ansiosamente!

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  2. Foi só eu ou parece que as letras não tem muito boas dentro dos balões? Achei que ficou destoante do resto da arte.

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    1. Na verdade a qualidade do texto, em algumas das imagens, está bem superior à arte, que está toda pixelizada, em baixa resolução e borrada.
      Imagino que sejam só imagens usadas para a tradução, e não um real exemplo do produto final.

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    2. SEMPRE as imagens mostradas nos post são em BAIXA (senão, ficaria muito difícil o acesso por boa parte dos leitores do blog). A impressão, garanto, é perfeita. A qualidade gráfica é ímpar. A gramatura da capa é EXCEPCIONAL (maior do que a usada em qualquer outro gibi brasileiro com capa em couché que eu me lembre). Vocês verão.

      Abs.

      Edenilson

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  3. O "número de edições lançadas no Brasil" só virá escrito a partir do número 1?

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    1. Está do expediente desde o número zero (incluí imagens deles em todos os posts).

      Abs.

      Edenilson

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  4. Olá Edenilson, tudo na Paz?

    Seria esse ao fundo o Museu do Amanhã no Porto Maravilha? Bacana!

    Abs,
    VAM!

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  5. Legal. Parece que as capas vão ser bem “clean”, sem o excesso de informações dos gibis da Mônica, por exemplo. Visual bem diferente do da Abril. Gostei da menção do número original apenas no expediente. Para mim é uma coleção nova, nada tem a ver com a coleção classica original (nem sei porque a dupla numeração).

    Qual a data de lançamento afinal?

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    1. Exatamente isso. Determinação do diretor da Culturama, o Fábio. Nada de chamadas, indicação de quantidade de páginas, nada (nem precisa: a gramatura do papel é tão alta que o gibi fica BEM rombudo). E o mais legal: o código de barras fica lá na quarta capa (em cima do anúncio obrigatório da Disney, por sinal).

      Uma curiosidade nerdística: o gibi NÃO TEM PREÇO DE CAPA. E isso tem a ver com a multiplicidade de estabelecimentos onde serão comercializados. O preço é referencial. Acredito que irá shrinkado para bancas, com adesivo de R$ 6,00. Depois podemos confirmar com a editora.

      Abs.

      Edenilson

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    2. O lançamento, segundo dito na apresentação à imprensa, ontem, é início de março.

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  6. Pois é muito bom. So daria 10 se tivesse a revista do Zé Carioca com histórias inéditas.

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  7. Eu que não compro os gibis Disney, estou bem tentado a comprar essas edições 0. As capas estão dignas pra edição de lançamento. Sem chamada de capa, sem código de barras, uma imagem bonita na capa, totalmente contrário da turma concorrente. Parabéns e sucesso a culturama. Conseguiram melhorar a qualidade dos gibis Disney.

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  8. Amigos do blog, essa coleção marca uma nova era da qual todos aqui estavam com saudades: ir a uma banca comprar revistas. É um hábito que retomarei a partir deste número zero. Abraço a todos.

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