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2 de jan de 2017

Itália anuncia a volta do MEGA ALMANACCO

A Panini Italia anunciou para este mês a volta do clássico gibi Disney MEGA ALMANACCO. E os leitores de lá já festejam a possibilidade de voltarem a ler HQs típicas brasileiras, de personagens como Zé Carioca (claro), Urtigão & Firmina, os alter egos de Peninha e a Turma da Pata Lee, entre outros. Explica-se: o título, que começou em 1957 como ALMANACCO TOPOLINO (por acaso trazendo Zé Carioca, Donald e Panchito na capa), em jan/1985 mudou de título para tal o MEGA, sem reiniciar sua numeração, passando a privilegiar
HQs não-italianas, como as produzidas pelos Estúdios Abril com os personagens citados. 







A primeira edição dessa nova fase, a de #337, foi logo aberta por A História de Patópolis, uma das mais queridas sagas brasileiras — escrita por Ivan Saidenberg e desenhada pelos vários talentos da Abril na época. 

Sem alterar seu estilo editorial, o gibi mudou de nome para MEGA 2000 (a partir do #424), MEGA 3000 (a partir do #521) e apenas MEGA (do #596 ao derradeiro 613, jan/2008). 

As produções brasileiras rarearam na mesma proporção em que foram sendo reduzidas pela Abril. As últimas edições de MEGA traziam praticamente apenas HQs dinamarquesas.

Em dez/2010, a publicação foi revivida sob o título DISNEY COMIX, que durou 38 números, até jan/2014, e novamente apresentou muitas histórias brasileiras, como a série Patrulha EstelarOs Doze Trabalhos do Morcego Vermelho, novamente A História de Patópolis, a Turma da Pata Lee, TV Patópolis, Urtigão e outros.

Tudo leva a crer que a linha editorial clássica será retomada.

Leia aqui o que escrevemos sobre o lançamento de DISNEY COMIX, que anunciava para breve A História de Patópolis.

Leia aqui o que publicamos quando o gibi trouxe a Graphic Disney brasileira A Patrulha do Universo (de Gérson Teixeira, Eli Leon e Watson Portela). 

Aqui, quando publicaram O Mistério dos Androides (série de Saidenberg, Euclides Miyaura e Roberto Fukue).

E aqui, quando DISNEY COMIX trouxe Os Doze Trabalhos — a belíssima ilustração da capa italiana depois foi usada pela Abril em DISNEY BIG #22 (ago/2013), onde a HQ de origem do Morcego Vermelho foi republicada pela primeira vez no Brasil.




Lançamento dia 8/jan, € 3,90.


► Por Edenilson Rodrigues & Rivaldo Ribeiro.
► Fontes: divulgação, Acervo Planeta Gibi, Banco de Dados Planeta Gibi.
► Foto: divulgação/Panini Italia.
► Publicado originalmente em 2/jan/2017.
► Atualizado pela última vez em 3/jan/2017.




8 comentários:

  1. O Zé Carioca (e seus primos!) merece uma continuação, bem como o Morcego Vermelho e os outros ater egos do Peninha merecem ter suas edições com capa dura! Tomara que esta retomada na Itália incentive a Abril a lançar aqui! Abs

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  2. Até tomei um susto, pensei que fosse a volta da Mega Disney...

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  3. Coitados dos italianos, ninguém merece ler história da Firmina.

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  4. Mas que gracinha essa diretora da Topolino, hein? Mas falando dos quadrinhos, lá na Itália eles publicaram uma história com o Morcego Vermelho e o Superpato, chamada Il Team Up, que tem bastante humor e lembra muito o estilo das histórias brasileiras dos anos 80 desses mesmos personagens, sobretudo o alter ego do Peninha.

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  5. Boa tarde a todos!
    Agora, o que é preciso ressaltar é a qualidade das encadernações que a Panini italiana faz com as revistas Disney. Aqui nas bancas de São Paulo é comum encontrarmos algumas edições do Disney Big italiano, com mais de 500 páginas, com um papel de uma gramatura excelente, uma impressão de cores fabulosa e, o mais importante, uma encadernação que faz com o conteúdo de páginas deslize suavemente, ao contrário dos famosos "clac clac" das encadernações das revistas Disney da editora Abril (todos os antigos, tais como Jumbo, Temático e Mega, assim como os almanaques, o Disney Big e o Disney Especial). A qualidade de encadernação por aqui é sofrível, ainda mais para quem coleciona, pois, quando vai ler ou reler alguma revista de anos anteriores, a surpresa é que quase não dá para abrir a revista direito, senão a encadernação estoura ou fica muito enrugada. Tenho edições de Disney Especial das antigas, da época de criança e adolescente, que até hoje conserva uma encadernação perfeita, sem a cola descolar e sem a lombada arrebentar. Bons tempos eram aqueles na questão da qualidade (reli nesse final de ano a edição original de Os Policiais - primeiro Disney Especial que comprei quando criança - e Os Fantasmas, dois dos exemplares que mais gosto). Em suma, quem puder verificar as edições da Panini italiana e comparar com as edições da Abril vai entender o que estou falando. Vale mais a pena, para quem puder, investir em edições de luxo da Abril, pois só assim não haverá decepções futuras.
    Por favor, Paulo Máfia, atente para essa questão das encadernações das revistas Disney que não são as de luxo. É muito frustrante ter uma coleção de Mega Disney, por exemplo, e não conseguir ver os quadrinhos mais próximos da linha da encadernação sem danificar as revistas.
    um grande abraço a todos.
    Odair Moreira.

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  6. Goste-se ou não, o fato é que a Itália foi o único país estrangeiro que deu cartaz à produção brasileira com surpreendente frequência. Não acho que Turma da Pata Lee, Urtigão & Firmina e os alter egos do Peninha tenham sido criações nacionais esquecíveis de forma alguma e, sendo assim, mereceram ser divulgadas no Mega Almanacco. Mesmo se boa parte das hqs com esses personagens forem consideradas apenas razoáveis, é um razoável que agradou muita gente graças à competência dos artistas nacionais.

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  7. As HQs Disney dos anos 80 não tinham encadernação ruim. Não dá pra entender. Estamos piores que antes.

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  8. Não esperem muito material novo sobre HQ brazuca Disney, a não ser de quem a gente já sabe que vem se empenhando em produzir, que são poucos artistas. A editora não sinaliza vacas gordas para investir em produção maior de HQs Disney aqui, menos ainda encomendar esse material por meio de um estúdio de profissionais da área. Então, é melhor não ficarem muito esperançosos com material novo brasileiro de HQs Disney. Será praticamente o vamos vendo na revista do Ze Carioca. Se acontecer mesmo de haver mais publicações inéditas.

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