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4 de ago de 2015

Curiosidades ligeiras: aqui nasceu O PATO

Vapt-vupt: há 65 anos foi numa sala do prédio abaixo que nasceu O PATO DONALD — a revista em quadrinhos há mais tempo em circulação ininterrupta no Brasil

Logo em seguida, a incipiente Editora Abril se mudaria para o outro lado do Vale do Anhangabaú. Curiosamente, hoje ambos os endereços se localizam a apenas alguns metros de cada uma das pontas (e acessos) do Metrô Anhangabaú.

(clique nas fotos para ampliar)

A Rua Líbero Badaró fica bem no meio do caminho dos centros Velho e Novo de São Paulo, ligando o Largo São Francisco (onde se situa a Faculdade de Direito da USP) ao Largo São Bento (onde o Papa Bento XVI se hospedou no famoso mosteiro). Entre as duas pontas, de um lado há o mítico Viaduto do Chá (com o Teatro Municipal ao fundo) e, do outro...


...a Praça do Patriarca, hoje paramentada com essa marquise de gosto para lá de duvidoso, e onde termina a rua que já foi a mais famosa de São Paulo, a Direita (cuja outra ponta fica na Praça da Sé, marco zero da cidade)


Pois a alguns passos desse cruzamento fica o altíssimo prédio onde o sr. Victor Civita primeiro estabeleceu a redação da Editora Abril. Exatamente este da foto. Tal endereço consta apenas da primeira edição de O PATO DONALD, de jul/1950 — a revista que oficialmente inaugurou a Abril


Atravessando a movimentada Líbero Badaró essa é a visão que se tem: a descida da Rua Dr. Falcão, com a ponta do Viaduto Eusebio Stevaux sobre o final do Vale do Anhangabaú. Avista-se daqui o totem da estação do metrô e o Edifício Joelma (de janelas amarelas, sob a bandeira do Brasil). Em 1974, um incêndio monumental matou ali quase duas centenas de pessoas e feriu outras 300 (a televisão transmitiu a tragédia ao vivo, inclusive exibindo as vítimas que se jogavam das janelas para a morte a fim de encerrar a agonia provocada pela fornalha). No meio da foto, essa grande construção branca impossibilita a visão do prédio para o qual a Abril se mudaria ainda em 1950 


Atravessando o Vale, chega-se à Ladeira da Memória. Vizinha ao edifício de lateral amarela, a outra saída da Estação Anhangabaú. Acima, a Rua Xavier de Toledo abrigou por décadas o Mappin, que foi provavelmente a maior loja de departamentos do país, bem em frente ao Teatro Municipal. Poderíamos discorrer aqui sobre a, digamos, gestão que faliu não só o Mappin como sua outrora maior concorrente, a Mesbla (mas, além de fugir do assunto, ainda poderíamos ser processados!) Exatamente em frente a essa escadaria começa a curtíssima...


...Rua João Adolfo. Olha o Joelma ali, em close. E precisamente neste outro prédio em primeiro plano, à direita...


...Victor Civita mudou-se em meados dos anos 1950 com sua pequena redação e seu maior orgulho, O PATO DONALD. Por muitos anos ali permaneceu. Depois, a Abril ocuparia espaços na Avenida Brigadeiro Faria Lima (Pinheiros), na Rua do Curtume (Água Branca), na Rua Bela Cintra (Cerqueira César), entre outros endereços da capital, além, é claro, da Marginal Tietê, onde seu parque gráfico está instalado até hoje

E o que a Abril fez dos quadrinhos nesses últimos 65 anos? Confira aqui uma cronologia ilustrada pelos anúncios publicados desde então em PATO DONALD e ZÉ CARIOCA

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Por E. Rodrigues
Fotos: E. Rodrigues/Planeta Gibi

6 comentários:

  1. Ótima matéria... eu não sabia que a Abril já tivera localizada em outros prédios! Sou da época do prédio da Marginal Tietê e do mais novo prédio da Marginal Pinheiros, por onde eu passava todos os dias na ida para o trabalho, no Morumbi! Uma "cena de filme" q vivi há uns 100 metros da Abril, foi o testemunho de um tiroteio em frente à Abril (Pinheiros), há uns 3,5 anos... Já era de noite, quando mais de 20 viaturas passaram pelo táxi que eu me encontrava (fora as moto policiais), bloquearam a marginal e começou um curto tiroteio de metralhadoras em frente à Abril... uns 10 minutos depois liberaram o caminho e passamos sem entender o que realmente acontecera (de dentro do carro, não deu pra ver)! Sou paulista de 76, mas foi o único tiroteio q já presenciei!

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  2. Valeu, Jefferson!

    Lembrando que no endereço da Rua do Curtume ficou a MSP.

    Abs.

    E. Rodrigues

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    Respostas
    1. Não sei se já passei exatamente pela rua do curtume, mas eu passava muito de trem, ao lado... Por um tempo, passei bastante em frente ao prédio da editora globo, também na lapa... Agora estou longe da minha terra, no interior do PR, rs... Mas a recessão já chegou aqui, quem sabe logo eu tenha de voltar?

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. E logo logo vai pra outro prédio se continuar com a Veja do jeito que está atualmente.

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  4. Que a Abril mantenha-se na rota da prosperidade, com todos esses grandes lançamentos de quadrinhos Disney com que nos tem agraciado.
    E viva a Veja.

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