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23 de jun de 2015

65 Anos Bem Contados: 1991-2000 (Parte 2 de 3)

Nesta fase, predomina a publicação de almanaques diversos... URTIGÃO é cancelado (e AVENTURAS EM PATÓPOLIS ocupa seu lugar)... GARFIELD ganha uma coleção em 4 edições... SENNINHA estreia e dura quase uma centena de números... FAMÍLIA DINOSSAUROS vai para os quadrinhos... As comemorações dos 60 anos do Pato Donald apresenta ao Brasil, pela primeiríssima vez, a árvore de Don Rosa... E mais.


Depois desta Urtigão na Amazônia (anunciada em ZÉ CARIOCA #1968, mar/1993), os leitores ainda tiveram As Incríveis Aventuras do Cão, a última minissérie do gibi, que seria cancelado na edição #169 — as anteriores haviam sido Casamento do Urtigão (#25-27, mai-jun/1988), Urtigão in Rio (#121-129, jan-abr/1992) e Casório no Brejo (#134-135, jul/1992)


Enquanto o ALMANAQUE ABRIL JOVEM (listado no capítulo anterior desta série) circulou, durante todo o ano de 1992, a editora só lançou almanaques de personagens Disney e de heróis. Todas aquelas séries anteriores, com as turmas infantojuvenis, foram canceladas 

Com o fim do ALMANAQUE ABRIL JOVEM, em dez/1992, foram retomados os almanaques variados. E com exceção de AVENTURAS DOS TRAPALHÕES, todos com numeração reiniciada. Assim ocorreu com o ALMANAQUE DA PANTERA COR-DE-ROSA (de fato) #6, anunciado em PATO DONALD #2008 (mai/1993), que acabou ganhando um número 1 na capa


Frontispício de ZC #1976 (jun/1993). Registre-se que Zé já havia estado com Urtigão em outra sequência de histórias do papagaio em Patópolis, publicada tanto em seu gibi como em MICKEY. Na edição #1780 (jul/1986), lá estava Zé na roça, levado por Donald e Peninha. Pobre Urtigão!


Quatro criações de Hanna-Barbera tiveram vez na nova onda dos almanaques, entre 1993 e 1994: MANDA-CHUVA, ZÉ COLMEIA (anunciado em ZC #1988, jan/1994 ), SCUBIDU e OS FLINTSTONES. Todos em edição única. Os Flintstones já tinham ganhado um almanaque em 1986, antes dos personagens HB passarem pelas editoras Tribuna de Santos e Cedibra


E por falar em Cedibra, foi de lá que GARFIELD saiu para estrelar a coleção deste anúncio (ZC #1989, jan/1994)


Quando AS MELHORES HISTÓRIAS DE LULUZINHA foi lançado, em jan/1994, o outro título de sua turma, LULU E BOLINHA, já tinha sido interrompido (no #4, ago/1993). E quando AS MELHORES HISTÓRIAS... acabou (no #8, ago/1994), LULU E BOLINHA demorou um pouquinho, mas voltou para 2 derradeiras edições — a última, em jul/1995. Desde então, os personagens ficaram longe das bancas até mar/2011, quando retornaram pela Pixel, até o início de 2015 (anúncio em ZC #1990)
 

Este ALMANAQUE DO ZÉ CARIOCA (#17, anunciado em ZC #1992, fev/1994), iniciou uma nova fase no título, com a volta da lombada quadrada, 84 páginas e uma periodicidade fixa. O mesmo ocorreu com os outros almanaques Disney remanescentes, que ficaram assim distribuídos:

ALMANAQUE DO PROF. PARDAL: janeiro e julho
ALMANAQUE DO ZÉ CARIOCA: fevereiro e junho
ALMANAQUE DO TIO PATINHAS: março e setembro
ALMANAQUE DO PATO DONALD: abril e novembro
ALMANAQUE DO MICKEY: maio e outubro
ALMANAQUE DO URTIGÃO: junho e novembro


AVENTURAS EM PATÓPOLIS veio para ocupar o lugar de URTIGÃO nas bancas. O gibi do velho Urtiga, que só trouxera republicações em seus últimos números — e que nem sequer obedecia mais à periodicidade quinzenal informada na capa — acabou em jan/1994, no #169

AVENTURAS EM PATÓPOLIS estreou com edições quinzenais e histórias inéditas (inclusive algumas brasileiras). Durou 48 edições, com 36 páginas cada uma. Curiosidade: numa pisada na bola fenomenal da editora, as edições #13 e 14 saíram com as capas trocadas! A capa com o #13 impresso envolveu o conteúdo da edição #14 e vice-versa. O anúncio acima saiu em ZC #1994 (mar/1994)


A história do título SENNINHA começou com a publicação de um número zero pela Editora Abril, em fev/1994, e prosseguiu até o #97 (abr/1999). Em out/1994, a revista Quatro Rodas distribuiu uma EDIÇÃO ESPECIAL #10-A. Em mar/1995, houve SENNINHA E SUA TURMA REVISTA-PÔSTER ESPECIAL — uma republicação da edição número zero (inclusive de sua capa). O #27 foi uma edição especial de aniversário, em formato americano, 68 páginas em couché: SENNINHA E SUA TURMA 2 ANOS (mar/1996). Depois, em jul/1999, a Brainstore Editora assumiu a revista e continuou sua numeração, até o #103 (jan/2000). Desde abr/2008, as histórias do personagem foram publicadas pela HQM Editora em algumas poucas edições esparsas. (Anúncio acima em ZC #1996, abr/1994)


Antes deste único almanaque (anunciado em ago/1994 em PD #2039), FAMÍLIA DINOSSAUROS teve 21 edições de um gibi em formatinho (e mais uma espécie de fotonovela em formato americano), que incluiu HQs nacionais


ZC #2010 (nov/1994) mostrou a composição do kit de 60 anos do Pato Donald (o personagem). No pôster, pela primeira vez no Brasil, a Árvore Patológica de Don Rosa


Conforme visto nas páginas de ZC #2047 (abr/1996), MARGARIDA passava de quinzenal para mensal, tendo sua quantidade de páginas devidamente duplicada. A mudança ocorrera no #244 (jan/1996). E o gibi morreria em fevereiro do ano seguinte, no #257


Entre as edições #351 e 373 (out/1994 a ago/1996), TIO PATINHAS teve 84 páginas, lombada com grampos e papel brilhante. A revista retomou sua tradicional lombada quadrada (e 100 páginas de papel jornal) em set/1996 — como visto acima, em ZC #2062 (nov/1996)


A página acima saiu em ZC #2075, mai/1997


DISNEY ESPECIALÍSSIMO vendido em kits, por telefone: anúncio em ZC #2075 (mai/1997). Aí estão os #13, 16, 17 e 18 — e a lacuna na numeração leva a crer que a promoção utilizou exemplares não vendidos (nos checkouts de supermercados, muito provavelmente — onde também se comercializou o GRANDE ALMANAQUE DE FÉRIAS e o SUPERALMANAQUE)


Quando DISNEY ESPECIAL atingiu o #100, dez anos antes de sua reedição, o gibi tinha, muito provavelmente, a maior vendagem dentre as publicações de quadrinhos no país: de seus 450 mil exemplares impressos, 405 mil eram vendidos. Naquela época, o gibizão tinha 228 páginas. 

Quando este DISNEY ESPECIAL REEDIÇÃO #100 foi anunciado em PD #2122 (out/1997), a realidade infelizmente era outra: além de vendas mais modestas, o título tinha menos páginas que seu original. Assim, o capítulo brasileiro e exclusivo que havia sido preparado para a primeira comemoração foi cortado.

Em dez/1998, DISNEY ESPECIAL REEDIÇÃO teve sua última edição independente, o #107. Em fevereiro seguinte, foi fundido ao DISNEY ESPECIAL, assumindo todos os números pares desta revista, que passou a circular mensalmente


ZC #2086 (out/1997) brindou os 45 anos do gibi do MICKEY (sim, naquela época até isso era celebrado!). A história de abertura foi adaptada da HQ comemorativa de TOPOLINO #2000 (mar/1994)


O penúltimo TIO PATINHAS ESPECIAL — edição extra anual do gibi do velho muquirana — reproduziu a capa de UNCLE SCROOGE #1 e trouxe 4 HQs de Carl Barks. Comemorou-se ali os 50 anos do personagem (anúncio em ZC #2093, jan/1998)


Na sequência, o fim de NATAL DE OURO, TIO PATINHAS ESPECIALDISNEY ESPECIAL, e a suspensão e volta do ALMANAQUE DISNEY. Entre outras coisas.


Por E. Rodrigues & Rivaldo Ribeiro
Publicado originalmente em 27/fev/2011




12 comentários:

  1. Saudades da Família Dinossauros!

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  2. Depois da entrada da matéria hoje a tarde, com um monte de "non non nonon..." no lugar de texto, animei-me e tome F5 até sair. Mais uma ótima coletânea desses anúncios que nos fazem viajar no tempo...

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  3. Mais uma ótima coletânea desses anúncios que nos fazem viajar no tempo...[2]

    Tb concordo muito legal!;)

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  4. Eu vi também o nonononon, e mantive o texto como não-lido no Google Reader para não perder. Especialmente porque esta é a primeira série que praticamente não conheço, pois eu parei de comprar Disney com regularidade por volta de 1993, voltando apenas uns 12 ou 13 anos depois.

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  5. Ao contrário de ti Alexandre, as primeiras lembranças que tenho de vida são do início da década de 90. Tenho vários gibis de antes, mas os primeiros que "li ao vivo" são dos anos 90.

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  6. Como eu queria ter conseguido comprar essa edição dos 60 anos do Donald... lembro de ter visto ela uma única vez e sem um puto tostão no bolso... chuif...

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  7. lembro de ter visto ela uma única vez e sem um puto tostão no bolso... chuif...[2]

    também...na época fiquei diodo para comprar,hehehe,hoje em dia só tenho o gibi do Donald dos 60 anos!:p

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  8. Amigos

    Comigo aconteceu diferente.
    Eu comprei o kit na época, era de encher os olhos, até a cartela gigante e a alça eram colecionáveis.
    Mas eu acabei jogando tudo fora e só fiquei com os gibis.
    Como me arrependo!

    Rivaldo

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  9. (Disney Especialíssimo vendido em kits, por telefone: anúncio em Zé Carioca #2075 (mai/97). Aí estão os #13, 16, 17 e 18 )— Puxa eu comprei o meu assim e tenho até hoje muito legal poder recordar isso

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  10. Lembro que na época me encantei com a árvore patológica de Don Rosa, e até hoje vibro quando aparecem histórias com os personagens que só conhecia através da árvore patológica, principalmente na segunda edição da saga do Tio Patinhas que mostrou a família da Vovó Donalda.

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  11. Nessa época em q saiu o Aventuras em Patopolis, eu já havia parado com os quadrinhos Disney... Mas colecionava as aventuras dos trapalhões, coleção completa q mantenho guardada até hoje... Foi mais ou menos nessa época q comecei a comprar super.heróis (apenas edições especiais e minisséries) mas q já parei há muito tempo... Desde o final de 2010 q voltei a comprar Disney, mas infelizmente, Hanna Barbera e pantera já não são mais publicados... Se eu soubesse, teria comprado mais desses quadrinhos infantis não.Disney nos anos 80 e 90, mas infelizmente, eu lia quase que exclusivamente Disney (até parar)...

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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