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6 de jan de 2013

DISNEY COMIX #1 e 2 — Portugal

DISNEY COMIX, o título que a Goody lançou em dezembro em Portugal, após anos de ausência dos quadrinhos Disney naquele mercado, é basicamente semelhante a TOPOLINO: semanal, quantidade similar de páginas de quadrinhos e conteúdo 100% italiano e recente. Ao menos em suas primeiras edições não há HQs seriadas, como DonaldDuplo. O formato é ligeiramente mais alto que o da italiana, o miolo tem papel que, apesar de fino, é alvo e liso o bastante para permitir uma impressão digna de nota, com cores vivas e contraste excelente, como raramente se vê em gibi brasileiro...
   
...vendido regularmente em banca (os da Turma da Mônica são os que mais de aproximam dessa qualidade — sem, no entanto, superá-la).

O couché fino da capa da edição de estreia não sustenta o miolo, deixando a revista com aparência frágil ao ser manuseada e resultando nas indesejadas e pronunciadas rugas ao redor da lombada — problema que foi corrigido na edição seguinte, com papel de maior gramatura.

Mas o ponto negativo mesmo da revista é sua encadernação. Similar às das piores italianas (como I CLASSICI DISNEY), impede que se abram as páginas totalmente sem que fique a certeza de que tudo irá se partir. 




DISNEY COMIX #1
Goody (Portugal), Walt Disney — 5/dez/12
semanal, 128+4 páginas cor, formato 13,6 x 19 cm, lombada quadrada,1 (promocional)

Apresenta oito HQs italianas recentes, produzidas de 2010 para cá (todas, por acaso, inéditas no Brasil), algumas gags de uma página e cinco páginas de passatempos e curiosidades. Dentre os artistas, Tito Faraci (de A Lenda do Pianista do Mar) e Fausto Vitaliano (de DonaldDuplo). A capa é de Andrea Freccero, assim como a da edição seguinte. No frontispício colorido, um índice valoriza a edição. 

Sem entrar no mérito do conteúdo em si, a apresentação dessa revista (eliminado o problema da encadernação, claro) é tudo aquilo que um colecionador brasileiro costuma pedir para um TIO PATINHAS — e apostamos que o aumento de preço que isso causaria seria pago de bom grado pelo leitor.




DISNEY COMIX #2
Goody (Portugal), Walt Disney — 12/dez/12
semanal, 128+4 páginas cor, formato 13,5 x 19 cm, lombada quadrada, € 1,90

Em 110 páginas, mais oito HQs italianas (três delas já editadas por aqui). Desta vez, volta-se um pouco mais do tempo: há produções desde 2001. Gags e passatempos preenchem o espaço restante.


EM TEMPO: o site português não percas informou que a gramatura do papel foi sensivelmente reduzida e postou fotos comparando uma edição inicial com a #5, de 2013. Ressaltou, contudo, que a qualidade de impressão foi mantida. E contemporizou que, pelo baixo preço de capa, não se poderia mesmo esperar muito mais. Veja aqui.


Por E. Rodrigues

58 comentários:

  1. Só pra bater na mesma tecla de sempre mais um pouquinho, vale lembrar que Portugal é do tamanho de um ovo se comparado ao tamanho do Brasil, que é o quinto maior país do mundo. Então, lá seria mais fácil de se ver uma publicação de gibi semanal do que por aqui (não que não existam publicações semanais, como Veja, por exemplo, mas são áreas diferentes).

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  2. Legal, mas quando esses gibis portugueses estarão disponiveis para venda, na loja do Planeta Gibi ?

    Banzé

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  3. Claro que como leitor Disney adoraria uma revista semanal, com 132 pgs, blablablá, mas... o mercado suportaria???

    Infelizmente, no Brasil, as coisas acabam sendo mais caras... embora tenhamos a chance de faturar mais por causa da economia de escala que podemos ter, quando 1 milhão procuram determinado produto, e não apenas 30.000 (claro q n tô falando dos gibis) como em outros países, por "n" motivos não conseguimos ter preços competitivos... Comparamos países "em crise" com o nosso e TUDO praticamente é mais barato lá... Importamos as coisas, pagamos imposto de importação + 7,5% de IOF no cartão, o dólar sobe artificialmente pq o governo quer q suba, e mesmo assim normalmente pagamos mais barato por melhor qualidade.

    Aí vemos uma revista de qualidade de cores e papel bem superior, com 132 pgs, ter praticamente o mesmo preço de uma nossa de 80 pgs, que sequer tem lombada quadrada. Para um leigo, os custos lá deveriam ser maiores, pois são mais HQs e o mesmo "nível de tradução". E eles n tem a economia de escala q teríamos aqui.

    Não estou falando que a abril é culpada, porque não vemos mais gibis baratos hoje em dia, no país, por nenhuma editora. Algo está errado, e faz com que os quadrinhos "infantis" não sejam mais itens que possam ser comprados com as moedinhas que sobraram do pão... como o jornal ainda é. Aí fica complicado pra uma criança ir na banca com a mãe e pedir um produto de 10 reais... ou 16.

    Enfim, hoje comprar gibis é caro... Um TP custa 5 reais, e é uma das melhores opções, outros custam 10. Um almanaque temático custa quase 8. Um "mangá" da TM jovem tb.

    Infelizmente, é um ciclo. O Disney Especial de outrora vendia barato pq mais gente comprava ou mais gente comprava pq vendia barato? Claro que os tempos são outros, mas quem é a causa e quem é o efeito. É fácil vender gibis para crianças hj? Mais ou menos que antigamente?

    Sério, vamos por os pontos nos "is". Uma mensal vende, em banca, 6000 exemplares por mês, custando barato (3 reais). Qtos exemplares venderiam uma semanal de 132 pgs que custaria seus 10 reais??? Pouquíssimo né?

    Enfim, n acho que, no Brasil, o modelo de quadrinho semanal funcione. Não com os preços praticados. É uma opinião.

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  4. Eu tenho as três primeiras edições do Disney Comix na coleção e já estou fazendo post no meu blog sobre elas e também consegui o Hiper Disney número #1, Gostei do trabalho mas nas primeiras edições senti que os portugueses estavam meio que perdidos. Até o nome do Batista o fiel escudeiro do Tio Patinhas tinha um nome na primeira edição chamava-se Joaquim (típico em tratando-se de Portugal hahahaha) e já no segundo número do Disney Comix já é tratado como Batista. Mas percebi que a editora Goody aos poucos vai encontrando um caminho. Só pelo fato de retornarem com os quadrinhos Disney em Portugal já é louvável!!!

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  5. Banzé, o Planeta Gibi não vai comercializar essas revistas. Não houve interesse da editora portuguesa para isso.

    Abs.

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  6. Eu concordo e discordo do Sergio em alguns contrapontos.

    Concordo que do jeito que as coisas estão hoje, uma publicação semanal dificilmente vingaria. Mas discordo e aí, viemente, de que o Brasil não é mercado pra um modelo de revista de quadrinhos semanal.

    Clássicos da Literatura Disney provou que uma coleção semanal dá certo. A Agostini tem coleções carísssimas em bancas que tem periodicidade semanal.

    Pra mim o mercado é volátil e pode ser moldado para qualquer tipo de publicação, basta saber trabalhar em favor do modelo. É preciso marketing, logística e esforços de uma editora.

    Se for pensar na linha Disney, dá pra raciocinar que quase toda semana tem algo novo nas bancas. Publicações como Pato Donald e Mickey já foram semanais no passado (num modelo bem pobre diga-se de passagem).

    Não acho que o problema seja preço, mas o modelo aplicado hoje em dia.

    É preciso organização, estrutura pra uma publicação semanal. É preciso ir pra bancas, pra supermercado e para tudo onde puder ir. É preciso um sistema de assinatura funcional e eficiente. É preciso de uma loja online que englobe todo o Brasil, com frete barato, que ao final de cada mês, feche edições em pacotes (como já vi o próprio Planeta Gibi fazendo) com descontos (se cada revista, se lucra hipoteticamente 1 real, com 4 revistas igual 4 reais, num pacote, vende-se 4, mas lucra-se 3).

    Há vários fatores que podem favorecer uma publicação semanal. Mas é preciso estratégia, esforço editorial e pequenos detalhes pra fazer a diferença.

    Não é impossível. Não é inviável. O maior problema no mercado de quadrinhos nacional é que estamos presos num sistema arcaico de distribuição e venda, que não se atualizou com o mundo moderno, e não estou me referindo apenas a Abril, mas no geral.

    Comics Shops, vendas online em grandes redes virtuais, distribuição digital, livrarias. Hoje em dia os quadrinhos podem ir muito além da pobre e mofada banca de jornal. Só não vai por culpa das editoras e da falta de infraestrutura e politicagens dentro do modelo de negócio.

    Só sei que o dia que a Topolino disponibilizar seu App em linguas como inglês e portugues (nem que seja Portugal), eu vou pensar muito se vale a pena continuar consumindo as pobres revistas nacionais... vai chegar uma hora que o Brasil se apertar. Ou se adapta, ou morre de vez o mercado. E isso também vale pra Panini com Marvel e DC...

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  7. Cruz credo, o cara que matar os gibis de papel para o digital, lamentavel, aí que acaba os quadrinhos Disney no Brasil, eu detesto, digo, detesto, ler quadrinhos na tela, e acredito que o leitor Disney brasileiro é da mesma opinião.

    Banzé

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  8. Ninguém disse que o digital tem que acabar com o papel. Isso é da cabeça fechado do brasileiro que tem medo de qualquer coisa nova.

    Mercado digital e impresso podem coexistir sem qualquer problema.

    Eu apenas disse que no meu caso, eu toparia na mesma hora parar de colecionar impresso pra colecionar digital. Pra mim o formato digital é muito melhor por várias razões. Mas no meu caso.

    Ninguém aqui defendeu que um modelo deve extinguir o outro.

    O que o mercado precisa é de opções e não de limitações como é atualmente.

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  9. De novo, isso... Alguém aqui me explique por que a Marvel abriria mão da grana líquida e certa que recebe de licenciamento da Panini para se aventurar na distribuição digital (que, ademais, implica em distribuição gratuita, via pirataria).
    E. Rodrigues

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  10. Legal os portugueses terem acesso aos quadrinhos Disney mas peraí pessoal, vão ficar criticando nossos quadrinhos e enaltecer os portugueses, que estavam a 30 anos fora do mercado?
    Nós nunca ficamos um único mês sequer sem quadrinhos a mais de 60 anos.

    Devagar com o andor, nós temos nossos problemas, estamos melhorando aos poucos mas nunca faltou material por aqui.

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  11. Até porque se for considerar números de páginas mensais estamos bem... e vou além... em inéditas estamos bem tb: umas 560/580 pgs somando apenas o "especial do mês" com MK, TP, PD, PTT e MIN, para uma semana de 4 dias. Na itália só temos a topolino de inéditas né? Com umas 130 pgs de HQs semanais... 130 x 4 = 520...

    Opa, SURPRESA, estamos na frente deles!!!

    Claro que pagamos 34 reais por isso, e eles uns 26 reais, com qualidade melhor. Mas isso é outro papo.

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Só sei que o dia que a Topolino disponibilizar seu App em linguas como inglês e portugues (nem que seja Portugal), eu vou pensar muito se vale a pena continuar consumindo as pobres revistas nacionais... vai chegar uma hora que o Brasil se apertar. Ou se adapta, ou morre de vez o mercado."

    Deus nos livre de uma tragédia dessas.

    Eu gasto uma pequena fortuna por mês comprando gibis, simplesmente por prazer, só leio Disney, alguns da T. Mônica que aliás, não servem de modelo pra ninguém.
    Se um dia os gibis forem pra telas de vidro eu paro de comprar, pra mim gibi não é só leitura, pra mim nada se compara ao prazer de plastificar, guardar, etc...


    Se a Abril tivesse hoje a mesma qualidade da TM os PHq-em-como-fazer-e-distribuir-quadrinhos-de-plantão cairiam matando com criticas aos atrasos.
    Tina era só de inédita e ia às bancas com três, três, três meses de atraso e teve o fim que merecia.

    As revistas em inglês e espanhol já estavam com quase três, três, três meses de atraso, tiveram que lançar quase duas edições simultâneas em set/12, mesmo assim as revistas ainda estão com um mês de atraso.
    SÓ HOJE 07/01/13 chegarm as bancas a Monica Gang e Pandilla, DETALHE, consta dezembro 2012 no expediente.

    Aí eu pergunto aos defensores da TM Panini.
    O que vcs diriam se um Tio Patinhas 569 de dezembro só chegasse as bancas hoje, um mês depois?
    Eu quero que o Thiago responda, já que ele defende tanto a Panini e vive desqualificando Disney/Abril.
    Sem falar dos trocentos títulos que REREREREREREREREpublicações.

    Eu coleciono Marvel porque curto ler, mas as Hqs passam lonje de ser como as da década de 80.
    O papel parece que foi reciclado de papel higiênico usado, QUALIDADE PÉSSIMA, também sem falar do atrasos cancelamentos re-iniciações, etc...

    PORTUGAL

    Durante toda década de 80 e até meados da de 90 eles tiveram Hqs Disney produzidas lá e deve ter sido cancelado porque não vendia.

    Como alguém disse, portugal é um ovo comparado ao brasil.
    Espero que dê certo lá.

    Eles estão re-começando, mas como diz o ditado:
    a grama do vizinho é sempre mais verde.

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  14. E antes que alguém pegue o bonde andando e venha me criticar.
    Acho ridículo quando escrevo algo alguém vem dizer asneiras.

    Ora! Tenho todo direito de expressar minha opinião como qualquer um aqui, eu sou leitor, eu leio, eu vejo, não sou só uma cara que fica na internet comparando capinhas, papel e preço.
    Eu não sou obrigado a concordar com opiniões que acho absurdas!

    Eu sempre falo de coisa física, de coisa que está nas minhas mãos e digo mais...
    A Panini é péssima (minha opinião) a TM só tem qualidade (de impressão e papel, nada mais) porque tem o dedo da equipe do mauricio,senão seria pior do que a época Globo.

    A ABRIL
    A Abril precisa bastante melhor MESMO em seu atendimento e feedback, a resposta ao leitor é um porcaria.

    Precisa fazer um grande pesquisa para saber a opinião da grande maioria dom leitores.
    Também tentei comprar na loja virtual da Abril, o frete era assombroso, não depende de região não, o frete é caro mesmo.
    Vc reclama e a resposta não é satisfatória.
    Mas, se o frete tá lá é porque tem quem pague.

    A gente escreve pro atendimento ao leitor e nunca ninguém responde.

    Outra coisa que não entendo é não colocar data no expediente por causa da setorização.
    Ora! todo mundo no norte-nordeste sabe que aquelas revistas que estão nas bancas são número atrasados.
    Por acaso a ausência das datas seria uma espécie de 'me-engana-que-eu-gosto?'

    Foi-se o tempo...
    Hoje o cara que mora no cantinho no acre sabe qual Tio Patinhas está nas bancas do sudeste, ninguém precisa 'enganá-lo' ocultando a data da revista.

    Outra coisa.

    aposto que se a Abril lançasse um semanal de 132 páginas que nessa qualidade seria uns 6,00 (25,00 mês) as pessoas que estão: AH! EU QUERO!!!!
    Iriam cair matando em críticas, dizendo que a Abril estaria querendo tirar o couro delas, que colecionador brasileiro não teria bolso pra isso, caçar níqueis, enfim.

    R$24,00 mensais só num título pra quem reclama de centavos seria um prato cheio.

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  15. Respondendo ao Vinicius.

    ANTES uma Mônica de Dez/12 ser colocado a venda na primeira semana de Janeiro para TODO o Brasil ao INVES de uma Tio Patinhas de Dez/12 CHEGA no mesmo mês para um seleto grupo de Estados e MAIS da metade do Brasil que só vai receber esse MESMA revista lá pra Março/Abril.

    Prefiro o sistema da Panini, que atrasa um mês ou outro e de vez em quando, mas pelo menos todo mundo recebe junto e lê junto e comenta junto... do que na Abril onde metade recebe na data e outra metade recebe depois de 3/4 meses com grandes chances de NEM RECEBER.

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    Eu sou assinante de One Piece na Panini e posso dizer que até mesmo o sistema de assinatura da Panini atualmente é muito melhor que o da Abril, ainda que as edições atrasem as vezes (mas assinantes e bancas recebem juntos).

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    O Vinicius errou aí quando diz que a Marvel na Panini tem papel ruim. O papel é levemente melhor que o da Abril/Disney, porém o grande diferencial é que a IMPRESSÃO das HQs Marvel na Panini são infinitamente superiores que a impressão da Disney na Abril.

    Pode ser até o mesmo papel, mas a qualidade final do produto é melhor porque o esmero gráfico é notavelmente melhor.

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    Em tempos. Eu pagaria por uma revista semanal Disney. Eu pagaria por uma assinatura semanal Disney - físico ou digital (e ambos).


    O que eu vejo é que muitos leitores não entendem que ao lançar novas opções para se ler quadrinhos, muitas vezes essas opções não são feitas pra quem já lê, mas sim para um novo público.

    Uma revista semanal não deveria ser voltado ao mesmo publico que consome as mensais. Não deveria ser pensado só na crianças.

    Idem ao formato digital. O digital é óbvio que não é para o publico infato-juvenil.

    Da mesma forma das pessoas que compram e pagam caro por encadernados Disney internacionais. Não teve gente aqui (eu incluso) que pagou 70 a 100 reais por um ou duas revistas Disney na Amazon Espanha?

    Pois é esse público, que gasta com os altos preços dos encadernados da Panini, que importa, que pagaria de boa por quadrinhos digitais, assim como semanais com esmero e capricho.

    É outro público alvo, é outra faixa de consumidores.


    O que não significa que o pessoal de hoje, que consome o que já existe e o que tem, ficariam orfãos. Um mercado não mataria tecnicamente o outro. (haveria concessões e adaptações, mas poderiam continuar existindo).


    As pessoas podem chorar a vontade, mas os próximos anos vai marcar como a ascenção do formato digital, seja para livros e hqs aqui no país. Os investimentos na área já começaram. Ainda há muito pelo que batalha, mas é bom ver pessoas ligadas com o futuro, querendo mais alternativas e menos restrições a cultura da leitura.




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  16. No aeroporto de Salvador, onde eu batia cartão, só um ou outro gibi da Mônica era do mês. Tinha desde gibi com 2 ou mais meses de atraso até pura e simplesmente venda de encalhe. A expressão história pra boi dormir não tem melhor serventia do que essa da tal "distribuição nacional". Distribuição nacional para uma ou duas bancas em capitais? E olhe lá?
    E. Rodrigues

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  17. Bem eu não coloco minha mão no fogo pela chamada distribuição nacional da Panini, mas vc pode afirmar com todas as letras que ela não funciona ou que funciona pior que o sistema setorizado da Abril? Sei não...

    Vale lembrar que a Panini não é só Turma da Mônica, mas DC, Marvel, Vertigo, Mangás... é tanta coisa que é até compreensivo que atrase alguma coisa ou outra. Ou que dependendo do título ele seja distribuido em menor ou maior quantidade. A própria Abril fez isso... aqui em Jacareí é um saco achar Mega e Jumbo... não veio pra toda e qualquer banca. Foi uma quantidade bem menor que o habitual.

    Pelo menos na galera que segue o Portallos e compra os mangás da Panini, raramente você encontra choro porque determinado mangá não chegou nas bancas da cidade de quem lê. E mesmo que não se ache, é fácil recorrer a outros meios, como a Comix pra não ficar sem (e com preços camaradas). É um feedback bem diferente da comunidade disney.

    O que acontece é distribuição setorizada em mangás da JBC e aí eu concordo que o sistema é infinitamente mais inteligente do que o da Abril, pois a setorização da JBC não é por região. Há praças que só recebem depois, indepente de onde são. Não há uma discriminação regional, mas sim estratégia de mercado.

    Sendo assim, Jacareí-SP (minha cidade) que é uma pocilga, recebe mangás da JBC com 3 meses de atraso, enquanto São José dos Campos-SP que é a cidade vizinha aqui, recebe pontualmente os mangás.

    Essa setorização é muito mais inteligente. Vende aonde há demanda.

    E não adianta. Eu duvido que Jacareí-SP venda mais Disney do que Salvador-BA. Ponto final!

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  18. A questão é: um propagandeia distribuição nacional e eu nunca vi essa tal distribuição nacional (quem for de Nordeste, Norte e Centro Oeste, por favor, manifeste-se). Outro assume logo que é setorizado e pronto. (Distribuição nacional para uma coisa ou outra não vale: Princesas etc., da Abril, também tem "distribuição nacional").
    E. Rodrigues

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  19. Não deixa de ser o cúmulo do ridículo por sinal que uma revista como Princesas seja distribuido nacionalmente, e as próprias revistas de quadrinhos Disney sofram de setorização.

    Dá a entender que Princesas vende mais do que HQs Disney a ponto delas merecerem distribuição nacional.

    E se chegamos a isso, significa que tem algo muito errado dentro da editora que consegue vender mais um título como Princesas do que os próprios quadrinhos Disney.

    Aí a culpa é de quem? Da meninada que compra princesa? Da editora que não sabe cativar fielmente ou expandir o publico da linha HQs Disney? Dos consumidores de hqs disney que mais choram do que compram?

    Só sei que é um cenário desanimador tal fato.

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  20. Hoje por aqui(Estado da Bahia e se chegou na bahia falo logo pro pessoal setorizado também se o gibi for) chegou o especial Disney Velho-Oeste,Gaspazinho,Riquinho e Brasinha(enfim não foi setorizado esses) e Luluzinha Teen #44,Grande Almanaque TM #13 e TMJ #53(semana passada - Classicos do Cinema TM Star-Treco,Luluzinha19 e Bolinha17(PQ raios esses ainda são?), Al do PD,MK,TP e ZC #9 a segunda reinpressão do Especial do Astronauta Magnetar)...o que da pratirar de impreenção sobre atrasos de gibis nisso TUDO? rs!:p

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  21. O assunto foi desviado, pra variar. Deixa pra lá.
    E.Rodrigues

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  22. Tecer meus comentários por parte:

    - Sistema de Assinaturas Disney X TM: Acho o da disney mais prático, "resolve-se" mais coisa pelo site, mas quando dá um problema é um Deus nos acuda. Eu que o diga, que recebo gibis rasgados e/ou errados.

    ABRIL:Tive problemas com o recebimento no início da assinatura, mas hj recebo no comecinho do mês, porém janeiro n chegou ainda, está previsto acho q pra amanhã. Há os problemas que já falei acima, porém.

    PANINI: Assino 3 pacotes, e quase nunca atrasam, recebi apenas 1 vez com uma revista colada na outra, prejudicando a capa de uma e a contra-capa de outra. Fiz pedido de reenvio e prontamente reenviaram. A minha edição de dezembro dos almanaques n chegou (previsão para dia 24/12), aparentemente (o porteiro me deu tanta encomenda ontem q pode ter sobrado alguma de qdo estava viajando). As datas de envio, porém, mudam muito de acordo com o mês. Ponto fraco do sistema: TODO MÊS um atendente me liga mentindo e dizendo que a assinatura está no fim, para que eu assine outros produtos, e quando eu digo que ainda restam 1,2 anos, ele diz "é mesmo, mas o senhor não quer assinar tal produto". É uma atitude baixa da empresa, que eu já reclamei mas insistem em manter.

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  23. Xandro, meu comentário acima foi para o Thiago. Quanto aos títulos da Panini que chegaram aí, são referentes ao mês de dezembro (exceto o Grande Almanaque #13, que é de outubro e acabou saindo, pelo menos em São Paulo, junto com o de Férias e o em inglês #1).
    E. Rodrigues

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  24. - Sobre setorização nacional/regional

    Na abril, qdo tinhamos setorização nacional, nem em todas as bancas chegavam as revistas Disney. Há quase 1 ano eu comento aqui e em outros locais que algo de errado está acontecendo com a distribuição de TM em Brasília. Nem todas as bancas recebem, tem exemplares que nunca vi. Porém, no geral, recebe-se sim a maior parte dos títulos, e, antes disso, qdo eu frequentava mais as bancas, inclusive, tinhamos tudo/praticamente tudo de TM por aqui.

    Qdo morava em alagoas, sempre vi TM nas bancas, q quase nada de Disney (até 2009 e no primeiro semestre de 2010)

    Qdo morei em Salvador (primeiro semestre de 2010), idem, eu ia ao Salvador Shopping quase diariamente, pq almoçava lá, e NUNCa achei Disney. Achei aqueles saquinhos de 2 pelo preço de 1 apenas na rodoviária.

    Morando em Brasília (2010-) o cenário é o que disse: Em 2010 e 2011, tudo de TM nas bancas e muito de Disney. Em 2012, pouco de Disney e "metade do que devia" de TM. Algumas bancas, como a parte de quadrinhos do aeroporto, praticamente acabaram...

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  25. Eu posso dizer que se tivesse um COMIX semanal por aqui no Brasil...EU pagaria porque POSSO...independente se a tal editora consegui ou não no Brasil ou por que o pessoal aguentaria pagar não sei...só sei que realmente se tem publicos diferentes($$$$)...que pode e acho que não influenciará pois tem gibis pra todos os bolsos!! :o

    Se a revista PRINCESAS e nacional falta mais envestimento SIM pra os Quadrinhos Disney(que tá mal divulgado - apesar de ter melhorado bastante ultimamente com mais gibis e tal) se também a sendo semana igual para com a revista Recreio!! :/

    Não sou nem um expert...mas é meu ponto de vista!! rs :D

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  26. Apenas para tentar esclarecer o questionamento do Thiago:

    Thiago, as coisas não mudaram desde que eu estava lá e acompanhei o nascimento desse projeto das Princesas. As mulheres consomem mais (Claudia vende muito mais que Quatro Rodas, por ex.). E esse comportamento se repete nas revistas infantis. Não é impressão, a revista Princesas vende muuuuito mais do que os quadrinhos - tudo com o "selo" Princesas vende muito: cadernos, álbuns de figurinhas, agendas, mochilas, literalmente tudo. E isso não ocorre apenas no Brasil, é um fenômeno mundial (daí a existência da "família" Tinker Bell em separado)e daí tb a Disney ter investido cada vez mais nesse filão, com as novas princesas (Merida, Rapunzel, etc).

    Mas as meninas não curtem uma revista apenas de quadrinhos, elas preferem uma revista mista, que tenha "um pouco de tudo". Elas têm uma mente mais "abrangente", se posso dizer assim, do que os meninos e preferem mais variedade de assuntos.

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  27. O fato de vender mais explica porque essa revista tem distribuição "nacional" e os quadrinhos não.

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  28. Mais uma discussao polarizada onde ha necessidade de diminuir uma ou outra editora a fim de valorizar e ratificar argumentos,alguns muito pertinentes,mas que perdem sua validade por serem tratados com paixao, distanciando-se da razao.
    Na decada de 70 e 80 haviam muito mais revistas editadas,a conjuntura era outra em diversos aspectos.A propria Editora Abril publicava suas revistas em Portugal e se parou de faze-lo,naturalmente foi por razoes comerciais.
    Concordo que se nao e possivel uma distribuiçao homogenea em territorio nacional,ela deveria existir de maneira eficiente e justa na internet,aproveitando a divulgaçao em novas linguagens.
    Uma coisa e a critica e o exercicio de luta pelo direito do consumidor,outra e a campanha sistematica contra determinada coisa,seja ela qual for.
    Alguns se postam como verdadeiros paladinos dos leitores Disney,acreditam piamente que as mudanças que estao ocorrendo para melhor so existem porque promoveram uma "gritaria"nos seus espaços virtuais.
    Isto beira o ridiculo,estas pessoas sabem tudo sobre ediçao,impressao,distribuiçao,marketing e etc.Sao verdadeiros doutores "Honoris Causa" deste segmento.
    Este triste exercito de Brancaleone vive a reclamar publicaçoes ineditas,ouviram cantar o galo e nao sabem onde,se postam como grandes colecionadores e profundos conhecedores de algo que na maioria das vezes so tiveram contato virtual,exatamente como aquelas pessoas que fazem parte de clubes da Ferrari e nao tem uma carro,quando muito tem um emblema da marca.
    Esta xenofilia chega ao ponto de achar que um mercado como o Portugues,que foi reativado depois de anos suspenso,e melhor que o nosso.
    Torna-se muito chato ter que ler estas resenhas interminaveis toda vez que entro neste site.
    Os "porta-vozes" dos leitores e seus seguidores nao aceitam opinioes contrarias e querem monopolizar o espaço.
    Isso e de uma soberba inominavel,saiam da internet e vao procurar algo de produtivo para fazer,alem de transformar quadrinhos em assunto de suprema importancia;estas pessoas sao as mesmas que relatam demorar meses para ler algumas REVISTAS EM QUADRINHOS,se forem ler algo serio,deverao demorar anos.Torna-se compreensivel visto o tempo que estao online fazendo tratados sobre o assunto fundamental de suas vidas.
    Este fenomeno e tipico da internet,nao se precisa mais viver ,basta a ilusao de faze-lo

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  29. Acho que toda revista que vem com brinde grudado na capa tem distribuição "nacional", não?

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  30. 'Se a revista PRINCESAS e nacional'= Ops eu queria dizer: 'Se a revista PRINCESAS tem distribuição nacional' ;)

    "- Sobre setorização nacional/regional
    Na abril, qdo tinhamos setorização nacional"

    ^Lembro que por aqui quando tinha na fase dos gibis Disney do PD,ZC e MK...só chegam com uma semaninha de atraso de cada MAIS chegavam,ex; Mk em uma e PD e ZC em outra! :)

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  31. Nem sempre a revista que traz brinde na capa tem "distribuição nacional". O primeiro ponto é que, se ela traz brinde, sua tiragem é grande o suficiente para justificar esse gancho - caso ele seja patrocinado ou permutado. Aí, a distribuição de fato é "nacional".

    Outro ponto é se ele está sendo pago pela editora como "parte da revista", como um brinde eventual. Aí, a verba é que determina a tiragem e a distribuição.

    O mais raro é a revista sair com brinde numa região e sem brinde em outra, por decisão da editora. Não me lembro de casos assim - quando ocorreu de a revista estar sem brinde na capa, é pq foi furtado na banca.

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  32. Voltando ao tema do post, Disney de volta em Portugal, é uma nova retomada, desta vez com um grupo editorial que publica outras coisas totalmente diferentes - e espero que vingue.

    Fui eu que, junto com a área editorial, lancei as revistas Disney em Portugal pela Abril, nos anos 1980. Uma década depois, fiz o mesmo na Espanha e em toda a América Latina. Acompanhei todas as mudanças em Portugal, e todas as tentativas de modernização e os acordos com a Mondadori, depois Disney Italy - como agora - até saírem do mercado mais uma vez.

    A população do país inteiro é do mesmo tamanho da cidade de São Paulo. A capital, Lisboa, é menor do que Santos. É o país de menor poder aquisitivo da CCE, menor até do que Chipre e Grécia. Não são consumistas por natureza, valorizam mais a cultura (livros, por ex) e acham quadrinhos, tipo Topolino, subliteratura. O que se vendeu sempre por lá são álbuns tipo Tintim, Asterix ou os da Dargaud.

    Mas a crise, que já vinha pesado, pegou os portugueses de jeito: mesmo adorando livros, o consumo caiu 3% de um ano para o outro (não é à toa que grandes grupos portugueses estão se fixando aqui, como a Leya). Ainda assim, a queda foi menor do que eletrônicos (queda de 13%) ou entretenimento em geral (cinema, teatro, revistas etc), que foi de 8%.

    Torço para que dê certo e eles consigam se estabelecer. Mas. assim como nos EUA, o hábito de ler quadrinhos Disney dos "standards" desvaneceu com o passar dos anos fora do mercado, e é difícil demais que subsista.

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  33. publico feminino consome mais e curiosamente Minnie Pocket não vingou. morreu na terceira edição...


    pra mim o que está errado é a forma como se vende. indepente do publico algo ou do tipo de produto.

    para tudo há uma solução. o que precisa é de boa vontade e esforços de profissionais com capacidade para ir além, ao inves de deixar o mercado estagnado no passado.

    e a comparação entre uma editora e outra é totalmente normal. estamos falando de um mercado em comum para ambas. é claro que vai rolar comparação no modelo de negócios entre um e outra.

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  34. Cenr rod...

    'Torna-se muito chato ter que ler estas resenhas interminaveis toda vez que entro neste site.'

    Resposta pra VC...
    saia da internet e vai procurar algo de produtivo para fazer VC não? kkk

    Assim como no seu direito..vc não pode querer tirar os direitos dos outros...deixa o povo falar e se entenderem....eu praticamente gosto deste 'barraco' não pela audiência mais por movimentação/motivação do blog/povo,os fãs estão VIVOS e que sejam felizes,afinal fã é fãs!!! :D

    Ah e concordo com os comentários do Júlio! ;)

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  35. Julio, você que parece entender bem do assunto, qual sua opnião sobre o sistema de assinatura da linha disney atualmente?

    Porque não colocar melhores divisões? Dar opção ao leitor de assinar um pacote hoje e depois que terminar de pgar, um outro pacote com outra revistas.

    Eu acho ridículo o pacote atual. O classico sem Minnie e Pateta. E o BIG é caríssimo, sem opção de se assinar por 3 anos.

    Não dá pra assinar os almanaques.

    Eu assino o pacote classico. Acho um porre ter que ir na banca todo mês buscar Minnie e Pateta.

    Assinei por 3 anos recentemente. Lá pra setembro terminam as parcelas. Aí fico todo 2014 e 2015 sem pagar, e sem opção de aproveitar essa janela de tempo pra catar um outro pacote disney, proque o que existe, engloba revistas que fazem parte do pacote que já sou assinante.

    Você que já trabalhou por lá. Porque é tão escroto esse sistema? Porque não melhor dividi-lo, dar mais opções?

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  36. Coo eu disse, Thiago, as meninas não curtem quadrinhos apenas, muito menos dos personagens standards, e o que vende são as Princesas, e Tinker Bell.

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  37. "Xandro, meu comentário acima foi para o Thiago."

    ^Hehe...eu sei,vlw e por incrível que pareça...apesar de vocês dois se pegarem nos debates eu tou sempre em favor dos dois lados!:O !!:D

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  38. Ah e por falar nisso...

    E. Rodrigues, cadê a postagem/matéria sobre os gibis Disney em inglês!?! ;)

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  39. Sobre o pacote de assinaturas: não sei como são as coisas hoje, mas normalmente é muito difícil se vender assinaturas. O investimento que se coloca é altíssimo e custa muito em suas 3 fases: a da venda (para angariar o assinante); a da "segunda venda", vamos dizer assim, que é para renovar a assinatura; e a manutenção, que seria a "terceira venda" e a menos cara, que é fidelizar esse assinante. Isso tudo no Mkt e em logística.

    Isso quer dizer que o lucro desse negócio só vem depois da "terceira venda".Se vc consegue isso, e com uma boa base de assinantes, vc viabiliza sua revista só com assinaturas e o faturamento do que vender em bancas passa a ser economicamente menos crucial. A Veja, por ex., vende cerca de 1 milhão e 200 mil exs por semana, dos quais cerca de 1 milhão são assinantes e o resto é bancas.

    Isso posto, se vc vende um pacote (e tem que ser pacote, porque pelo preço de capa não se paga o custo de envio individual, então vc tem que juntar várias revistas), vc tem que cumprir o prometido até o fim. Se vc vendeu uma assinatura de 12 revistas e cancela no meio, tem que enviar a revista para o assinante nem que seja um só - claro que ninguém faria isso, então ou se devolve o dinheiro ou convence o assinante a receber outra coisa.

    Espero que essa parte tenha ficado clara, porque ela explica os pacotes: vc só pode realmente prometer uma assinatura quando a revista está consolidada. E tem que ser periódica, com lançamento regular (semanal, quinzenal, mensal...) e não eventual.

    Porque vc arma uma estrutura que envolve a gráfica, a distribuidora, os entregadores, a logística, etc e isso tem que ser uma estrutura fixa, não pode ficar sendo montada e desmontada.

    Então, eles montaram um pacote simples, e um que chamam de Completo (onde entra a Minnie e o Pateta e o Big de dois em dois meses), porque aparentemente são títulos já consolidados e que poderão justificar as promessas de entrega ao assinante.

    Outro pacote, só se houvesse mais títulos disponíveis já consolidados.

    Subdividir os que existem? Aí não se paga, pq vc não pode vender a assinatura mais caro do que em banca. E com os preços de capa praticados, e sabendo que o custo de envio pelos Correios de impresso simples até 50 gr é de R$ 1,20, sem falar nos demais custos - não sei os custos de envio da Abril e nem se ela usa os Correios - dá pra entender que um pacote mais magro que os atuais seria inviável.

    Eu, pessoalmente, não gosto e nunca gostei dos pacotes, sempre preferi que as revistas fossem vendidas de duas em duas, no máximo - mas isso nunca fechou as contas, então fui sempre voto vencido.

    Se as assinaturas por um lado podem viabilizar uma revista, elas tb são uma "camisa de força" editorial, pq os prazos de processamento dos pacotes apertam todo o processo editorial. Normalmente vc já trabalha com grande antecedência do lançamento, para conseguir espaço na gráfica (em agosto vc já está trabalhando as revistas de dezembro) e, com as assinaturas, esse prazo fica ainda mais apertado - porque eles precisam das revistas antes pra que o assinante as receba pelo menos junto com as bancas (em tese, deveria receber antes).

    Esse prazo menor impossibilita que vc aproveite notícias do momento, ou possa importar uma nova série que está saindo no exterior e tentar lançar junto, etc etc. Sua bola de cristal de editor tem que estar limpa todos os dias... Sempre reclamei que o assinante só existe porque gosta da revista que assina.

    Mas reconheço que é melhor para o leitor e para a empresa.
    Então, para não sufocar o editor e melhorar a qualidade do produto, haveria que se melhorar os processos - mas aí é outra história.

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  40. Aí é que pega. Se a revista já consolidou. Porque colocar Minnie e Pateta somente no pacote mais caro? Porque não criar uma terceira opção de pacote e coloca-los com as outras 4 mensais?

    Tem o problema do tempo também. O pacote básico se vende por 3 anos. O Completo apenas por 2. Não compensa pro assinante (eu fiz as contas e pesei os prós e contras) migrar do classico pro completo, que de uma forma seria mais vantajoso pra editora e ajudaria ainda mais a consolidar os titulos novos (Minnie, Pateta e BIG).

    Quando fui renovar a minha assinatura, a atendente me ofereceu um bom desconto pra continuar (porque eu não queria com o pacote incompleto, sem Minnie e Pateta). Eu aceitei, mas antes perguntei pra ela "e se mudar pro pacote BIG, você não consegue um desconto?" - ela não me ofereceu desconto e disse que teria que pagar o valor que estava no site da assine abril.

    Moral da historia, fiquei com o pacote menor, incompleto, paguei muito menos que o valor de venda da assinatura do site. Só não fui pro completo porque não me ofereceram essa oportunidade de migrar (ia pagar bem mais) e não toparam uma assinatura de 3 anos. Nesse caso a Abril saiu perdendo e não porque fui malandro, mas porque não sabem vender seu proprio produto.

    Os almanaques estão completando o que? 2 anos? Os bimestrais estão em 11 edições, dos bimestrais nenhum foi cancelado até o momento.

    Essa linha de almanaques tem 36 edições por ano. Daria perfeitamente num pacote de assinatura. (e seria enviado junto... 4 edições num mês e 2 em outro). Não vejo motivos pra não existir essa opção.

    Se eles ainda não consolidaram despois de tanto tempo, chega a ser piada isso. E um pacote de assinatura iria ajudar eles a se firmar na linha de revistas da Disney. Assim como os almanaques da Monica existem desde sempre...


    Tem lógica tudo que você disse, mas infelizmente isso não explica certas burradas que o sistema de assinatura atual possui.

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  41. detalhe. na panini é possível assinar um pacote próprio, só com os almanaques da turma da mônica.

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  42. Thiago, aí vc entra em detalhes operacionais e comerciais que realmente não sei como responder: qualquer coisa que eu disser (pq não colocam um terceiro pacote sem BIG), ou pq não criam um pacote com os Almanaques, ou pq não oferecem desconto em um pacote e no outro sim - seria mera especulação de minha parte.

    Mas, olhando de longe, suas questões fazem sentido, e imagino que haja boas respostas para elas lá dentro...

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  43. outro detalhe, ao menos aqui em jacareí, o envio é feito por moto-boy, então não é via correios (não tem selo de correios no pacote).

    acredito que seja a mesma empresa que faz a distribuição das revistas dentro da cidade. é o mesmo moto-boy que entrega a veja aqui na cidade.

    não sei dizer se o processo é igual pra todas as cidades nacionais.

    e pra ser sincero, eu preferia muito mais que o envio fosse por correios. sempre que a revista atrasa é culpa da distribuição da minha cidade que não se preocupa em cumprir os prazos (e eu já denunciei várias vezes a editora e nada foi feito)

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  44. A Panini tem suas mancadas também.
    Minha namorada queria assinar Turma da Monica Jovem e eles só oferecem o pacote combinado com os clássicos da Turma da Monica, que deixa a assinatura com o dobro do preço.
    Que venda casada sem vergonha.

    Agora que a Abril podia dar uma reformulada nas assinaturas, isso podia.

    Quem sabe remanejar a BIG para o pacote de almanaques já seria um chamariz pra muitas assinaturas.

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  45. Sobre esse trecho da notícia: "como raramente se vê em gibi brasileiro...", eu corrigiria para "como nunca se vê nos gibis da Abril".

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  46. Não se vê em gibi nenhum do Brasil. Gibi normal, de banca, nenhum.
    E. Rodrigues

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  47. Se revistas em quadrinhos são algo tão descartável e desmerecedor de elucubrações como as que aparecem nos comentários do Planeta Gibi, o que o Cenoura Rod vem fazer aqui?

    As pessoas debatem aqui (às vezes à exaustão, é verdade) porque gostam dessa arte. Reparem que eu disse arte. É daí que eu considero o valor dos quadrinhos. Característica que não desmerecem tal arte frente às leituras ditas sérias. Até porque são leituras para propósitos diferentes. Não é porque a pessoa gosta de Pato Donald que também não pode gostar de Lacan, Marcuse ou Habermas, certo?
    Mas aqui é lugar pra falar de Pato Donald (e muito mais). Acredito que para a maioria de nós essas "discussões" são parte de um momento de entretenimento. Pelo menos o é para este que vos escreve.

    O Cenoura Rod não é obrigado a gostar do Thiago ou de qualquer outro (porque os comentários dele sempre fazem jus ao Thiago. Daqui a pouco o Thiago vai ser o Mártir Disney do Brasil). Mas chegar em um blog sobre quadrinhos e menosprezar a arte pela qual nos dedicamos é tão ridículo quanto às discussões acaloradas que o mesmo se refere.

    Tenho certeza que ninguém aqui acha que HQ é a coisa mais importante da vida, apesar de ser algo muito legal.

    A coisa mais importante da vida é buceta, claro.

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  48. Quadrinhos são a nona arte (todo mundo fala que o cinema é a sétima mas não sabe das outras). Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Numera%C3%A7%C3%A3o_das_artes

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  49. Sou português e fiquei muito feliz com o regresso das revistas Disney a Portugal.

    Tivemos uns cinco anos sem revistas, não foram 30 como alguém escreveu.

    Só que assim que comprei a primeira "Comix" foi uma enorme desilusão.
    Que eu já esperava.

    As histórias são copiadas da italiana "Topolino", não há uma única história que não seja italiana.

    Detestei a encadernação que não deixa virar as páginas como deve ser, tal como detesto os traços exagerados dos mais recentes desenhistas.
    Mesmo no Brasil, não acho piada ao Zé Carioca do Ventura, por exemplo.

    Resumindo, o que fica de bom é o regresso das revistas Disney às bancas, mas, com esta qualidade e preço, adivinho que não durará muito esta aventura da Goody.

    Preferia ter a escolha que existe no Brasil, com vários títulos ao dispôr, todos os meses.

    Um abraço deste lado do Atlântico.

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  50. O Brasil é o paraíso dos gibis Disney. Você pode comprar gibi baratinho, gibi mais caro, ler histórias inéditas, clássicos, HQs brasileiras, americanas, europeias... uma democracia de produções como não se vê num lugar que tem tantos títulos, como a Itália.

    Era assim nos anos 1970 e 1980. E um pouco nos 1990, onde começou um declínio que reduziu tudo quase a zero, em meados da década passada.

    Há alguns anos os lançamentos vêm aumentando e esperamos que as vendas sigam essa tendência, para que continue assim.

    E que melhore. Poderia sim melhorar o papel, a distribuição e a impressão. Seria uma maravilha. Mas, comparado à alternativa, ao que vemos no resto no mundo, dá para dizer que reclamamos de barriga cheia.

    Abs.

    E. Rodrigues

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  51. Realmente seria terrível ter que engolir 100% de produção italiana recente, recheadas de histórias em que o tio patinhas (que parece uma criança) obriga o pardal a fabricar alguma máquina para o Donald usar e salvar algo. Tudo isso num traço irreconhecível.

    Aqui temos variedade, mas o pessoal acha que a grama do vizinho é que é mais verde...

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  52. Sobre: "Não se vê em gibi nenhum do Brasil. Gibi normal, de banca, nenhum. E. Rodrigues"

    Sim, vemos. Muitos títulos de banca da Panini têm ótima qualidade, incluindo até mesmo papel LWC etc. E excelente impressão.

    Até mesmo nos formatinhos da Turma da Mônica o pisa brite é superior ao da Abril, algo decente, e com boa impressão.

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  53. O gibi português Disney Comix é impresso em papel jornal. Alvo, liso e com excelente impressão.

    É isso que comparo com qualquer gibi brasileiro (obviamente, apenas os que são impressos em papel jornal; teria sentido eu comparar papel jornal com LWC ou couché?).

    Nem turma da Mônica tem a qualidade apresentada pelas primeiras edições de Disney Comix (qualidade que já começa a declinar, segundo os portugueses do nãopercas).

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  54. Bem, como você não restringiu seu comentário à "publicação de banca em papel jornal", fiz aquela colocação. Mas, como você falou apenas gibi de banca, então o LWC entra na comparação, já que muitos gibis de banca utilizam esse papel.

    Sobre a qualidade do papel para formatinho, acho uma pena começarem a investir em algo muito bom para, depois, cair o nível. A Pixel chegou a fazer uma experiência com Bolinha (ou Luluzinha?) utilizando offset. Mas desistiu logo. Não vale a pena aumentar o preço da HQ por isso.

    Ainda acho o pisa brite do MSP/Panini muito bom! É um meio termo que, parece, proporciona manter o valor do formatinho acessível. E, com um bom papel, temos mais chances de ter uma boa impressão.

    O problema da Disney no Brasil é que o papel é muito, mas muito ruim! Ainda acho (posso apenas achar) que a impressão é mais prejudica por ele, e não é um problema "em si".

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  55. Fiz a comparação para o leitor saber qual é a qualidade da publicação portuguesa (e não para criticar a brasileira, seja ela qual for).

    Como a publicação é impressa em papel jornal, eu só poderia estar me referindo à mesma categoria. Se fosse misturar tipos de papéis, a comparação não se prestaria ao entendimento que eu queria que o leitor tivesse.

    Meu paragrafo também comporta o entendimento: "é possível ter excelente resultado mesmo se usando papel jornal, coisa que não se vê em publicação brasileira, onde o resultado mais semelhante, porém inferior, é o da turma da Mônica".

    Quanto ao Bolinha, engano seu. Foi um erro da gráfica, e não um teste.

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  56. Sobre: "Quanto ao Bolinha, engano seu. Foi um erro da gráfica, e não um teste." - Olhaí. Bom saber disso. Pensei tratar-se de uma experiência.

    De qualquer forma, você se expressou de maneira que abria margem para observação, na postagem, quando falou, de forma genérica, "como raramente se vê em gibi brasileiro". Mas isso é bobagem. Pra quê gastar caracteres com isso, né?

    Sobre: "o resultado mais semelhante, porém inferior, é o da turma da Mônica"... Ah, como seria bom se a Abril chegasse a esse resultado inferior...

    Enfim...

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  57. Kleiton, repito que apenas pretendi dar ao leitor a ideia da qualidade do gibi português, porque a qualidade dos gibis brasileiros, todos conhecemos bem.

    Agora, voltando a 1859, lembro-me de que quando a imprensa anunciou a mudança de editora que faria a MSP, da Abril para a RGE, a primeira coisa que veio à minha cabeça foi: mas como o Mauricio vai aceitar publicar seus gibis naquele lixo de papel que a RGE oferece?

    E a resposta veio em janeiro de 1987, quando, numa banca do Pque. D. Pedro II, folheei o primeiro gibi da Mônica via (então devidamente renomeada) Editora Globo: o papel era branco e de certa qualidade (não tão bom quanto o da Abril da época, mas uma maravilha, comparado aos outros da então RGE).

    Para mim, já naquela éopoca, não restou dúvida: qual era a tiragem daquilo? Dava para bancar uma qualidade maior? É assim que as coisas acontecem. Não tem mágica.

    Um gibi do Recruta Zero tem 64 páginas e custa R$ 4,50. Um Cebolinha tem papel e impressão muitíssimo melhores, produção inédita, mesma quantidade de páginas e custa 22% menos.

    Há tantos fatores, aí, desde páginas de propaganda, custo de licenciamento (quem aqui sabe quanto a Abril tem que pagar à Disney para publicar seus quadrinhos? E não estou me referindo à da compra das HQs, não, mas aos milhões que tem-se que pagar apenas para ter o direito de publicar), compra do papel (em geral, em leilões)...

    Ora, quando a Abril era a editora dominante de quadrinhos, a qualidade de seu papel era invejável. Quanto que ela tem que comprar de papel jornal, agora, em comparação a uma Panini, que tem um zilhão de títulos e milhões de exemplares garantidos, por ano, só por conta da MSP?

    Não sei quantas pessoas que entram aqui entendem e sabem realmente de todos esses detalhes, que determinam desde qualidade de produto até preço de capa, mas noto que parece ser tudo muito superficial.

    O que acabei de escrever aqui é conhecimento acumulado de conversas que tive ao longo do tempo com gente de editoras. E não sei muito mais do que isso. Mas sei das dificuldades de muita gente nesse ramo, ingrato, aparentemente sazonal e cada vez mais destinado a nichos.

    PS: também quero gibis Disney em papel melhor, impressão melhor e com distribuição melhor. Quero muito.

    E. Rodrigues

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  58. "O que acabei de escrever aqui é conhecimento acumulado de conversas que tive ao longo do tempo com gente de editoras."

    E frequento espaços como este justamente em busca de informações como essas.

    Abç!!

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