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24 de ago de 2012

HQs raras e brasileiras inéditas em ZÉ CARIOCA 70 ANOS

EXCLUSIVO: a Editora Abril publicará, pela primeira vez no mundo em volume único e na sequência original, as 104 raríssimas páginas dominicais de Zé Carioca distribuídas pela King Features Syndicate entre 1942 e 1944. Parte dessa obra foi desenhada por Paul Murry, em seu primeiro trabalho para a Disney (o artista depois se consagraria com o Mickey detetive, nos anos 1960). Assim como em outros países, por aqui só se conhece partes desse material, publicadas esparsamente em revistas diversas em remontagens questionáveis. 

Houve um longo processo de restauração do material, iniciado em maio, onde buscou-se respeitar ao máximo os detalhes da obra original, inclusive suas cores, num trabalho coordenado por Fernando Ventura, O resultado, em 147 páginas, poderá ser conferido em outubro, no primeiro dos dois volumes de 308 páginas dedicados à comemoração dos 70 anos do papagaio, completados exatamente hoje (vide post anterior). O lançamento do segundo volume ocorrerá em novembro.

O volume 1 abrirá com as páginas dominicais e continuará com um apanhado de histórias significativas do personagem, apresentado em ordem cronológica, por décadas.

Pela primeira vez, também, será republicada a primeiríssima HQ Disney produzida no Brasil, A Volta de Zé Carioca, desenhada pelo argentino Luis Destuet e publicada somente em jan/55, em O PATO DONALD #165.

O conjunto terá desfecho há muito aguardado pelos fãs dos quadrinhos Disney: duas HQs brasileiras e inéditas, produzidas especialmente para o momento, num total de 22 páginas. Uma delas ficou a cargo do próprio Ventura; para a outra, a editora faz suspense (nomes consagrados nas páginas do Zé, imagina-se, incluem-se aí). A produção nacional, a propósito, parece mesmo ter sua volta reservada para a sequência desses especiais, mensalmente na revista do papagaio.

Por fim, alinhavando tudo, textos de Marcelo Alencar e Celbi Pegoraro.


Por E. Rodrigues

47 comentários:

  1. Aí eu levanto uma bola... com uma material dessa magnitude, não é meio "pobre" restaurar e publicar isso num encadernado nos moldes dos Especiais que vem saindo?

    Um material assim, tão raro, tão histórico, tão digno de ser chamado de republicação, não merece uma publicação mais "de luxo"?

    Capa dura, aquele papel lisinho e brilhante (que sempre esqueço o nome... off-set?), formato um pouco maior que o formatinho (americano acho um tanto quanto desnecessário, mas não acharia ruim).

    São 70 anos, um marco aparentemente (ainda que estejamos 10 anos com o Zé no limbo), e estes especiais não mereciam algo mais luxuoso? Porque até onde a gente percebe, parece que irá se manter o formato que estamos vendo nos especiais ao longo do ano.

    Claro que se eu estiver errado, vem o PG e dá aquela cortada na bola...

    No mais, não espero muito do especial. Gostei de ser algo digno mesmo de coleção, vai ser o esperado retorno do zé carioca do mundo das reprises (ainda que tenho meu pé atrás com a qualidade que vai ser).. vai ser legal. PENA que pra isso vão ter que parar com os especiais de inéditos que vem saindo nestes ultimos 2 meses. Por mim esses especiais não pausariam nunca mais.

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  2. Isso é uma bomba! Ótima notícia. Muito bem-vinda! Também acho que as tiras deveriam sair de jeito mais luxuoso, mas isso já está bom. Se for em americano melhor ainda.

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  3. Cumprimentos ao Maffia pela edição.

    Material clássico é sempre bem-vindo. Se for inédito, melhor ainda. E com traço do Murry é sensacional!!!

    Estou aguardando com ansiedade a edição.

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  4. Fantástica notícia... Quando anunciaram os especiais do Zé eu não esperava tão boa notícia...

    e espero também ansioso pela produção nacional... quebrar um pouco a hegemonia dessa italianada...hehehe

    Acho bacana a Abril se preocupar em dar qualidade pras HQs de banca também... formato luxuoso é ótimo, mas só eles também não sustentam o mercado... é bom ter qualidade em ambos os lados...

    Parabéns Maffia... e que venham mais bombas dessas... a gente agradece.

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  5. A certo ponto Thiago, acho que não deveria ser uma edição "mais de luxo", não.
    Senão vira um MSP 50 Anos da vida: que raios é um aniversário desses onde só quem é rico pode entrar? (ou seja: edição de luxo a 50 contos? Logo para um estúdio que sempre se sustentou pela popularidade como a MSP...)
    Por isso prefiro que seja assim mesmo: edição sem muitas firulas e que aumente a chance de que mais pessoas possam comprar, por uns prováveis R$ 16,95 à 19 ou 20,95!

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  6. Uma edição destas só pode ser no formato magazine, para valorizar as tiras de jornal republicadas.

    E para bom entendedor, meia palavra basta: uma das histórias inéditas vai ser desenhada pelo Canini.

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  7. Canini inédito? Hmm... não, né?

    Historicamente a Abril lançou suas edições comemorativas em formato (e preço, portanto) acessíveis. Houve exceções, como os 4 especiais capa dura branca. Os dois volumes aqui citados seguirão o padrão de DISNEY VELHO OESTE e DISNEY HORROR, até onde eu sei. Mas este caso do Zé... é tão especial que... bem, temos que esperar o anúncio oficial da editora.

    Abs.

    E.Rodrigues

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  8. Nada de luxos, por favor. Uma edição honesta e com preço justo já está de bom tamanho! Parabéns a Abril pelo projeto!

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  9. Ótima iniciativa da Abril. Sempre tive curiosidade de ver a visão de artistas estrangeiros sobre o Zé Carioca (fiquei feliz com aquela história holandesa publicada na revista do Donald há alguns meses).

    Sobre as histórias inéditas, espero que usem o visual clássico do Zé. Aquela roupa dos anos 90 deve ir para o limbo, juntamente com a maior parte das histórias daquela horrível fase.

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  10. Fiquei muito feliz com esta notícia,é compra na certa.

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  11. Luxo, por favor. Muito luxo a um preço correto.

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  12. Se esse material for em formato americano ou magazine, já está de bom tamanho, pois ficam muito bonitos. Vide Saga do Tio Patinhas, Mestres Disney ou mesmo Disney Gigante, com preços acessíveis e populares. Se for capa dura também ficam bonitos, porém caros, e nem todo pai tem condi´cões de comprar um gibi destes para seu filho. É algo pra ser bem estudado. Só espero que não seja formatinho como a Disney Jumbo e Mega Disney, que mereciam ser em formato maior.

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  13. "nem todo pai tem condi´cões de comprar um gibi destes para seu filho"

    - aí eu levanto outra bola. Um material desse naipe, dessa qualidade e dessa raridade não é um produto que é mais condicionado ao "pai" do que ao "filho"?

    Não é um especial que uma criança de 10 ou 12 vai apreciar da mesma forma que um leitor de 20 a 30 anos? (levando em consideração que pode existir um leitor de 12 com cabeça de 20 e um de 20 com mentalidade de 12. Ter que levar em consideração o mental nesse caso).

    Qual é o publico que vai apreciar o verdadeiro valor de uma revista com esse capricho?

    Eu acho que o luxo é sim necessário. E em nenhum momento disse que luxo = preços exorbitantes.

    O Josival acima deu bons exemplos de publicações mais caprichadas e acessíveis.

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  14. Não compro os gibis do Zé, o personagem não me agrada, mas esses especiais com tais raridades, tiras antiquíssimas desenhadas por Paul Murry (ou seja lá quem fosse o desenhista), com certeza não vai faltar no meu armário!!! Quanto ao Zé de produção inédita, bem, acredito que vai continuar não me agradando!!!

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  15. Excelente notícia. Mas é claro q seria preferível uma edição de luxo. O material merece. Até pq quem vai comprar são os fãs de longa data. Tomara que pelo menos seja em formato americano.

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  16. Aqui no Brasil é difícil pedir isso: ter luxo a um "preço correto"! O único lado bom é que a Abril é a que sempre mais aponta pela racionalidade nesses casos!

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  17. Teria que ser um formato parecido com o lançado pela Panini para as tiras do Homem-Aranha.

    Acho que o aproveitamento do espaço fica bem melhor e é mais fácil de ler.

    Lá fora a Dark Horse lançou um livrão com as tiras do Conan. Segue este padrão de leitura da coleção do Aranha mas é muito maior e com capa dura, ou seja, todo o luxo que uma publicação rara como essa necessita.

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  18. Nao sou fa do ze e nem compro mais pois acho as historias horriveis desse novo, falta criatividade, mas esse especial com as tiras antigas dai sim vou comprar pelas raridades antigas

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  19. Pessoal, não são tiras: são páginas dominicais. Reproduzimos uma delas no post abaixo, dos 70 anos.

    Esse material, no entanto, é (ou foi, um dia) encontrado em dois formatos, vertical e horizontal.

    A Abril adquiriu o material em formato horizontal (não há registro de que o formato vertical esteja disponível na íntegra).

    Para a publicação NESTE PRIMEIRO ESPECIAL (em formatinho, semelhante aos especiais de 308 páginas que estão saindo agora) a Abril remontou os quadros para o formato vertical, de forma a tornar a leitura mais confortável.

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  20. A Abril teve bom senso! Ainda bem! Vai publicar no formato tradicional sem luxos ou frescurites. Já me tirou um peso da cabeça (e do bolso).

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  21. A minha humilde opinião é que se poderia fazer um esforço editorial e lançar duas versões. Uma normal e uma para colecionadores. Todos podem ter as histórias, compra a de luxo quem quer. Claro que o custo a mais seria repassado para as edições de luxo, mas acredito que faria sucesso.
    Fico feliz por não passar em branco. E aguardo que sejam desvendadas as dicas sutis do PG ao longo do texto.
    Abraço

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  22. Tinha que ser magazine ou formato americano, sim! Para fazer jus ao material diferenciado.

    O pessoal compra edições semanais que custam R$ 10,00 por semana, com coleções que totalizam de R$ 400,00 a R$ 200,00 e ficam choramingando um (suposto) preço mais alto para o especial do Zé. Capa dura, eu nunca me iludi. Mas formato maior daria destaque da mesma forma como foi feito com A Saga do Tio Patinhas e
    História e Glória da Dinastia Pato. Até Epic Mickey saiu em formato americano...

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  23. Achei ótima a ideia do Cesar. Por que não publicar em duas edições, uma em formatinho comum, com maior tiragem, e a outra com luxo total (capa dura e com alto relevo ou brilhante, papel branco, tamanho americano), com menor tiragem, para colecionadores? Acho que seria algo para se implementar em todas as edições especiais da Abril. Quem quiser compra o formatinho, mais em conta, ou a de luxo, para guardar para a posteridade. Aliás, não duvido que os colecionadores comprassem as duas.
    Excelente ideia. Seria bom se chegasse à análise pela Abril.

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  24. A Abril irá publicar especiais em capa dura. Isso já foi divulgado há tempos.

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  25. "A Abril irá publicar especiais em capa dura. Isso já foi divulgado há tempos."

    Então, ficarei esperando. Esses formatinhos para mim realmente não dá.

    Um abraço

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  26. bom pelo jeito so em 2013 algo em capa dura e olhe la, enquanto isso o Mauricio de Souza lanca todo dia algo em capa dura as livrarias estao recheadas de coisas dele, quem sabe um dia a abril se toca.

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  27. A Abril põe nas bancas (quando chega nas bancas de todas as regiões do País, o que é raríssimo!) gibis em formatinho, papel péssimo e impressão borrada por um preço "justo, honesto"??? De forma alguma!!!

    A péssima qualidade dos quadrinhos Disney pedem preços menores. Por isso uma edição como essa merece toda a FRESCURA necessária: capa dura, papel bom, encadernação de verdade (costura) etc. Se sair por uns R$ 50,00 não será caro, mas, sim, justo. Nem um pouco justo são os preços dos "formatinhos" atuais.

    É bom recordar que "MSP 150" esgotou em muito lugar, tanto a versão brochura quanto capa dura! Ali, sim, preço justo. Além de remunerar decentemente todos os 150 artistas envolvidos, teve tratamento gráfico e acabamento excelentes.

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  28. A qualidade das HQs da Disney publicadas no Brasil é muito boa sim. Papel jornal, mas é papel branquinho e não transparente, como costuma ser com outras editoras.

    Quem gosta de muitas frescuras nos gibis, tem algo de errado na cabeça. Gibis tem que ser baratinhos com preços populares, e o que tem que valer é o conteúdo, e não frescuras com qualidade do papel ou capa dura.

    Elitizar os quadrinhos é burrice, pois quem tem dinheiro pra comprar uma HQ de capa dura, tem perfeitas condições de comprar esse material importado.

    Graças aos céus que a Abril não dá ouvido a esses poucos manifestos, ou ela entraria bem com um belo de um fracasso de vendas. E a Abril sabe disso, pois já tentou antes formatos mais luxuosos, e sempre se lascou. Enquanto que formatos mais baratos vendem muito bem obrigado!

    Podem anotar, qualquer coisa que a Abril vier a investir em capa dura e papel afrescalhado, vai vender bem menos do que as revistas em formatinho com preço bacana e popular.

    É de fazer rir quando aparecem pessoas defendendo a elitização das HQs. Não sabem o quanto que isso é ridículo! Até porque, quadrinhos Disney são voltados pra crianças, e não pra marmanjos que gostam de gastar verdadeiras fortunas com quadrinhos.

    Mas ainda bem que a maior parte de tudo que sai pela Abril, sai focando o público certo e fiel, que é o leitor que vai até as bancas comprar seus gibizinhos. Aquele leitor que AMA os quadrinhos Disney pelo conteúdo, e não pela capa dura ou o papel LWC.

    E viva a Abril, pela ousadia e iniciativa histórica de não esquecer os 70 anos do Zé Carioca, nos presenteando com essas edições especiais, que todo leitor poderá comprar, e não apenas uma pequena minoria mais abastarda! A esses, esperem suas revistas com capa dura sentados! Pois se deus quiser, a Abril vai perceber o quanto que isso é furada, e nunca mais vai publicar quadrinhos elitistas. Já basta o fracasso de Mestres Disney pra mostrar que idéias assim nunca vão dar certo!

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  29. De elitização a Abril entende. Recordo bem quando ela colocava, nas bancas, formato americano DC e Marvel com o slogan: "Edição de luxo para colecionador", a preço abusivo. E não havia nada de luxo. A Ed. Globo também fazia isso!

    Papel branquinho? Onde? Cadê? O pisa britte das edições MSP é bem superior do que o utilizado pela Abril. "Branquinho" na Abril só quando usam offset.

    Não entendo porque tentam negar isso. Na boa, parece que o cara é pago pela Abril para defender isso aqui! Não há outra explicação.

    Falando em elitização, é bom destacar que apenas POUCOS podem comprar vários títulos Disney da Abril, devido à setorização. E o pior: só vem com frete pela internet, em regra. Como comics shops on line quase nunca comercializam essas publicações, não rolam facilidades, bônus etc.

    Gibi tem que ser em formatinho e barato? Sim. Mensais como Disney, TM etc. Mas quem gosta de quadrinhos quer ler e ter Sandman em edição caprichada. E, mesmo assim, ainda sai mais barato do que um final de semana num shopping, após lanche e cinema. E dura para sempre.

    Quem defende que TODAS as HQs devem ser editadas em "formatinho vagabundo", na certa, não gosta de quadrinhos, e lê apenas linha Disney, mesmo, sem dar chance a outros títulos. Ou seja: gosta apenas de Disney, nada mais.

    Fiquei agora imaginando comprar Watchmen em formatinho da Abril e me deu um arrepio!

    Falaram em fracasso? Edições como Supremos, Terra X etc., da Panini, esgotaram rapidamente. E estamos falando de encadernado vendidos a quase R$ 100,00. Mestres Disney não foi para frente por outras razões. Em sebos, as edições custam caro, aliás. A Abril precisa aprender a trabalhar com edições para livraria.

    A Cia das Letras já encontrou o caminho. E Editoras como Conrad, Devir etc. estão investindo cada vez mais nisso. É um "mau negócio"? Se fosse, tais empresas teriam fechado suas portas, e não ampliando suas publicações.

    Quando a Abril amadurecer, encontrará esse caminho. Torço para isso. Gosto de quadrinhos. Eles merecem um bom tratamento, em determinados títulos.

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  30. E, finalizando, como falei que, em ALGUMAS edições, valem a pena certas "frescuras" (capa dura, papel bom etc.), mas foi dito, acima, pela(o) LIZA que quem gosta disso tem problema na cabeça etc., é bom ressaltar que ruim da cabeça são mal educados ignorantes que apenas sabem ofender os outros gratuitamente.

    Infelizmente, a internet está cheia de vagabundos(as) que apenas atacam os outros sem qualquer razão. Esse pessoal precisa ocupar o tempo, estudando ou trabalhando.

    Quem ofendeu, à toa, sabe que essas palavras são para si.

    Fui.

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  31. Só para pontuar... Quem começou a lançar quadrinhos em larga escala em LWC ou couché no Brasil foi justamente a Abril. As bancas foram inundadas por minisséries semanais e quinzenais, especiais com a série Graphic Novel e por aí vai. Mas o mundo era outro, né? De qualquer forma, houve canibalização. Batman tinha tantos especiais e minisséries interessantes que sua revista mensal simplesmente não vingava. Quantas vezes teve que ser reiniciada pela Abril?

    Já essa história de que um Sandman de 150 reais se esgota etc. Hmm. Qual é a tiragem disso? 300 exemplares? 500? Que seja o estonteante (mesmo) número de 3 mil. Isso não é nada num país de 200 milhões. Então não atinge virtualmente ninguém. Eu não pago isso numa edição que li lá atrás, pela Globo, em edições baratinhas, de papel vagabundo, onde o que me prendia mesmo era a história. Watchmen é outro: li na época que a Abril encadernou a 1ª edição (formato ameericano e papel LWC ou couché, não me lembro). Caí em tentação e comprei a edição luxuosa da Panini. Quase me sufoquei em tanta pretensão. Nem consegui terminar de (re) ler. Deveria ter ficado com aquela impressão inicial.

    Aplaudo a iniciativa da Abril de lançar especiais Disney em capa dura. Alguns volumes aguardo ansiosamente. Mas penso isso apenas como colecionador, porque se trata do nicho do nicho do nicho.

    E.Rodrigues

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  32. "Quem começou a lançar quadrinhos em larga escala em LWC ou couché no Brasil foi justamente a Abril"

    - Sim, foi. Tenho quase toda a coleção Graphic Novel e os seis números da Graphic Album. Elektra Vive, para mim, é um dos melhores trabalhos de uma editora nacional, por exemplo. Trabalho excelente! E ela fazia isso paralelamente ao formatinho. As mensais baratas Disney são necessárias? Sim! Bem como os almanaques. Não há bolso que suporte o contrário. Ninguém aqui, certamente, pirou para defender 100% luxo!

    "Então não atinge virtualmente ninguém."

    - Atinge um público consumidor regular e fiel. Está valendo a pena para esse nicho e para as editoras. Então, vamos fundo nesse setor, ora. E mais: 300 exemplares? Não! Errado. Terra X esgotou em pouco tempo, a quase cem reais. Não divulgam número, mas falam em 15.000 volumes. O problema desse assunto de tiragem é que tratam-se apenas de boatos.

    "Aplaudo a iniciativa da Abril de lançar especiais Disney em capa dura."

    - Acho que a grande maioria de leitores ADULTOS que gostam de quadrinhos Disney topam comprar ALGUMAS edições especiais Disney. É um público menor? Sim, ora. Mas é um público que existe, e não imaginário.

    Tudo muito simples, hein? Só não compreendo o sectarismo em descer a lenha quando se critica algum produto Abril. A crítica é boa. Tomara que a Abril melhore a qualidade dos formatinhos para banca, em termos de papel e impressão. Tomara que atinja o público de livraria. Esperemos produção nacional, melhorando o conteúdo. Evoluir é bom, afinal!

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  33. Não acredito em 15 mil Terra X. Muitíssimo provavelmente nenhum título de banca, exceto Disney e Mauricio, chegue perto desse número no Brasil, que dirá um livro desses.

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  34. Também não acredito. Mas dizem "isso", dizem "aquilo". Não sei. Boatos! Mas apenas 300 edições também não dá para acreditar. É um número que mal daria para expor em livrarias físicas e comics shops.

    Estamos perdidos quanto a estatísticas.

    Mas, em resumo, insisto apenas nisso: quadrinhos para livraria é algo a mais. Há um público (menor, sim). Para este público, está sendo um bom momento. Para as editoras que apostam nesse filão, também.

    Não há sacrifícios. São mercados paralelos com um pedaço em comum. Ambos convivem perfeitamente bem. E, às vezes, a impressão que dá é que o setor de encadernados parece estar mais "saudável".

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  35. Respeitando o direito de cada um a expressar suas opinioes e vontades,sempre que se advoga em causa propria corre-se o risco da emoçao rifar a razao.
    Toda argumentaçao fica muito focada nos proprios interesses e uma visao mais ampla torna-se prejudicada
    Em qualquer atividade mercantil visa-se atender um publico alvo,este pode ser unico ou segmentado.Existem milhares de exemplos de segmentaçao voltados aos diverso tipos de consumidores,se esta divisao nao e possivel,manda o bom senso que a maioria seja contemplada.
    Nao conheço nada de mercado editorial,mas nao me passa pela cabeça que uma empresa do porte da Abril nao siga esta logica e simplesmente jogue no mercado produtos visando desagradar aos seus leitores,auferindo lucros imediatos com produtos de pessima qualidade e correndo o risco de perder seus clientes.
    Eu tambem adoraria um material em encadernaçao especial,mas como ja foi dito,faço parte da minoria da minoria(colecionadores).
    Sem duvida alguma e legitmo criticar visando uma melhora,mas faz-se necessario o respeito a opinioes contarias,senao corre-se da imposiçao de ideias a forceps,tao comum neste espaço por parte de alguns poucos que nao fazem outra coisa senao reclamar sistematicamente

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  36. Liza querida, vc deve ter uns 12 ou 13 anos ne', pois quando falamos de edicoes luxuosas e bonitas para pessoas de bom gosto e colecionadores, e' o que o Mauricio faz e todos fazem menos a Abril presenteia o leitor com isso, voce pode sim continuar comprando seu formatinho, ninguem vai te impedir disso, e nos aguardamos sim por edicoes bonitas para colecionador, pois quem compra disney nesse pais e' justamente o colecioinador de mais de 30 anos de idade, nao vejo criancas e jovens lendo e nem comprando disney, eles leem marvel, panini, e TMJ, acho que voce nao precisava ser tao grossa "querida", pense mais antes de criticar.

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  37. Um bom exemplo para se imaginar:

    E SE...

    O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks tivesse sido lançado em:

    * formatinho
    * papel escroto
    * impressões borradas

    ??

    Você ficaria feliz com isso? Eu não.

    A Saga do Tio Patinhas é outro bonito exemplo. Saiu primeiramente em formato cagado, porcão como toda a linha formatinho é atualmente e depois a Editora percebeu que marcou bobeira... e lançou aquele belo encadernado, agora completo, em formato americano e papel LWC. Coisa fina. Preço justo, e qualidade digna de um leitor que gosta de colecionar quadrinhos.

    Brasileiro é fogo porque se contenta em pagar pouco por produto merda, achando que tá levando vantagem daquele produto que custa um pouco mais, mas tem uma qualidade infinitamente superior. Cultura escrota é assim mesmo...

    Sou a favor sim de uma linha mais economica, do formatinho e desse papel jornal que usam, mas nem por isso acho que SÓ isso deve existir. Quadrinhos de melhor qualidade tem seu espaço.

    E pra mim imperdoável mesmo são as impressões de bosta que as revistinhas possuem hoje em dia... com paginas borradas. Isso é ridículo. Serviço porcão mesmo.

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  38. Li por cima a discussão, e a minha opinião é a que segue.

    Não prego nem formatinho e nem formato americano: prego formato ORIGINAL. Histórias italianas no formatinho me parece adequado, histórias do Don Rosa em tamanho reduzido são mutilações pavorosas.

    Caso o material do novo Zé (o inédito, por exemplo) tenha sido PENSADO para o formatinho, não vejo mal nenhum em ser lançado assim. Até porque estou curtindo bastante os novos especiais, e se o Zé especial, que é um projeto bastante festejado e divulgado pela Abril (é um projeto DELES, digamos logo), foi desenvolvido para formatinho não vejo por que razão lançá-lo com mais luxo ainda e encarecer o produto.

    Gosto de quadrinhos em edição luxuosa e "definitiva": sou um grande apreciador da Fantagraphics, por exemplo, e tenho muitos volumes importados das reedições integrais de Peanuts, Krazy Kat, Popeye, Mickey, Pogo etc. Mas esses especiais da Abril não são edições definitivas e cronológicas, são? Tem que ver isso, a gente vai ficar no escuro até divulgarem realmente todo o material do especial.

    Só sei que esse Zé 70 anos já está fazendo barulho, e isso é bom. Havia gente que, como eu, há 10 anos já não nutria muito interesse pelo personagem...

    Vamos aguardar e ver que bicho dá.

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  39. Edições especiais, com acabamento caprichado, valorizam a mídia quadrinhos. Em um país onde HQ é vista pela maioria como algo supérfluo e descartável (infelizmente até por pessoas que dizem gostar de quadrinhos) edições dessa natureza são importantes para despertar o público que tem um poder aquisitivo maior e um maior grau de exigência. Se o pessoal chama de "elite" esse público, me parece que ler histórias em quadrinhos no Brasil é coisa mesmo de "elite", de um segmento bem específico da população.

    Quando o E. Rodrigues cita que três mil edições de Sandman não é nada em um país de 200 milhões, isso é verdade, mas pensem no contexto das HQs no Brasil. Pensem nos brasileiros leitores de livros (que lêem além da Bíblia ou Paulo Coelho). Depois pensem nos que são leitores de quadrinhos. Já faz tempo que é puro nicho. Claro que nem sempre foi assim, por isso é importante ter material no nível que um leitor eventual possa comprar. Daí ele pode ler dobrando a revista pra trás, molhando o dedo pra virar as páginas ou usando as mesmas para posterior capa de caderno, que nem eu já vi por aí. Problema dele, oras. É o dinheiro dele, certo?

    Mas também existe o público fiel de colecionadores que ajuda a sustentar esse mercado há anos, seja Dinsey, Marvel, DC ou a linha mais adulta/alternativa das editoras que publicam material voltado ao público de livrarias. Por isso, lançar edições especiais, que façam jus à arte dos quadrinhos não significa simplesmente "elitizar".

    Aliás, aproveitando que o E. Rodrigues citou que não trocaria as versões originais - mais simples - de Sandman e Watchmen, pelas atuais versões de luxo, me faz lembrar que também evito comprar obras repetidas. Ficar trocando (ou acumulando) a mesma história cada vez que uma edição melhor é lançada, é angustiante.
    Mas essas são HQs que necessitam de reedições de luxo, por serem obras-primas do gênero. Elas devem estar sempre disponíveis em catálogo e numa versão respeitosa.

    Mas quando eu falo do mercado de quadrinhos enquanto nicho, por favor não me venham citando fenômenos de marketing como Turma da Mõnica Jovem. O pessoal compra. Só que o prometida inovação no universo TM não se cumpriu. É tão infantil quanto as revistas da série regular, só que economizando os gastos com tinta colorida!

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  40. Edição de luxo, edição barata...As editoras de quadrinhos estão oferecendo produtos para todos os bolsos, mas sem dúvida o foco deve ser na criança e no jovem. Se os leitores de HQ não se renovarem, o risco de o mercado encolher é grande.

    Além dos concorrentes naturais (TV, games, internet etc) os quadrinhos no Brasil agora passaram a ter um concorrente de peso: os livros. Desde o fenômeno Harry Potter, o mercado de livros infantis e infantojuvenis só tem crescido. Para que se tenham uma ideia, só entre 2008 e 2009 foram vendidos nesse segmento 55 milhões de livros. Isso dá 2.3 milhões de livros por mês. (note, não são didáticos.

    São livros comprados pelo governo para as bibliotecas públicas, são livros adotados nas escolas, e são livros comprados pelos pais nas livrarias e feiras de livros, que pululam pelo país.

    Como as crianças e jovens não são fiéis, isso abre caminho para sempre termos novidades: Diário da Princesa, Diário do Otário, Crepúsculo, Vampiros, Ladrão de Raios, etc. Há salas de leituras nas maiores livrarias, há programas de incentivo à leitura nas escolas, enfim, é inegável, as crianças e jovens estão lendo mais, o mercado como um todo cresceu muito, mas o infantil e infantojuvenil está bombando.

    E, na livraria, esses livros custam entre R$20,00 e R$35,00.

    Fica difícil conseguir que o pai que gastou essa grana em um livro para o filho ainda vá comprar quadrinhos.

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  41. Acompanhei esse post essa semana mas como tava viajando e sem um pc (odeio digitar no cel) n pude dar minhas opiniões, então vamos lá.

    Eu acho FANTÁSTICO que essas tiras iniciais do ZC sejam publicadas. Assim como acho fantástico que esses especiais sigam toda uma sequência cronológica, apresentando ao público suas fases, por assim dizer.

    Muita gente comparou com MSP. Po, aqueles especiais MSP 50 e tais são CARÍSSIMOS. 30 reais a mais por uma capa dura??? 55 reais por uma capa mole??? Vcs querem mesmo que a abril siga esse modelo??? Eu hein...

    Eu ADORO formato americano, e acho que edições assim deveriam ser publicada nesse formato, mas é uma opinião bem pessoal, pois por mim todos os gibizões seriam assim. Agora encareceria, n sei dizer quanto...

    Uma sugestão seria que esses especiais fossem publicados em 2 formatos, para agradar todos os tipos de público, mas n sei se seria viável. Essas tiras com certeza n, pois acho que mudaria até a diagramação, no fomato americano e formatinho.

    Enfim, vamos esperar pra ler essas maravilhas e guardá-las para nossos filhos e netos. Parabéns a todos que contribuiram nesse projeto: maffia, ventura, rivaldo, alencar, edenilson e tantos outros

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  42. Outra coisa... já desceram a lenha no ZC 70 anos em formatinho, mas....

    EM NENHUM MOMENTO FOI CONFIRMADO QUE SERIA FORMATINHO

    #ficaadica

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  43. "Muita gente comparou com MSP. Po, aqueles especiais MSP 50 e tais são CARÍSSIMOS. 30 reais a mais por uma capa dura??? 55 reais por uma capa mole??? Vcs querem mesmo que a abril siga esse modelo??? Eu hein..."

    -

    Como foi dito acima, as edições MPS 50 foram caras, em especial para bem remunerar os 150 artistas envolvidos no projeto.

    Cebolinha, Bidu e Chico Bento 50 anos são facilmente comprados, em capa dura, por menos de R$ 50,00 em uma penca de livrarias onde não rareiam políticas de bônus, frete etc.

    E é bom lembrar: foram um GRANDE sucesso de vendas, em especial as edições em capa dura esgotaram mais rapidamente.

    Quem compra encadernados (Panini, Nemo etc.) sabe muito bem que apenas desavisados pagam o preço de capa por eles. Além, claro, de muitos serem até baratos, em razão do zelo. A coleção Sandman Apresenta da Panini é em capa dura e cuchê por algo em torno de R$ 25,00. Imagina isso na Saraiva, com bônus, cupons etc.?

    Falaram muito em Sandman. Me pergunto às vezes se acompanhar todo o Sandman pela Globo, em capítulos, não sai mais caro do que comprar encadernados! O "custo-benefício" é bem maior, no caso de bons encadernados. Aliás, encadernados que esgotam. O Vol. 01 da Panini teve que ser reimpresso há pouco tempo.

    Fala-se muito sobre isso. Mas o mercado está aí para provar o seguinte: esses encadernados vendem.

    Não entendo o porquê "fingir" que não dá certo. Sei não, viu...

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  44. Pois é, os encadernados da panini da coleção histórica, da coleção (esqueci o nome) q traz namor, capitão américa e mais 4 volumes, saem bem em conta, menos de 20 reais, no caso dessa segunda coleção em capa dura, pq são impressos lá na ásia, se n me engano.

    E a abril, conseguiria trazer um bom encadernado a um bom preço??? Pagar 20 reais por um encadernado de 160, 200 pgs com uma boa série, eu pagaria, mas 80...

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  45. Muito bom esse debate sobre os 70 anos do Zé Carioca, eu, particularmente sou fã dele desde que tinha 7 anos e hoje tenho uma coleção com 1080 revistas fora os especiais. Tenho certeza (mesmo arrebentando meu orçamento) que comprarei esses especias custe o que custar, porque o verdadeiro fã não fica muito preocupado com os preços e sim numa qualidade superior, mas que agrade a todos.

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  46. Excelente notícia dos especiais do Zé Carioca e como o trabalho cuidadoso do Fernando Ventura. Lembro do Especial ZC 20 anos de 1981, uma das minhas primeiras revistas Disney, muitos anos depois ainda lembrava das HQs do feijão preto, da insônia e da clássica com o Zé viajando de avião para Santarém. Curioso como algumas coisas marcam nossa infância. resiak@zipmail.com.br

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