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14 de jun de 2012

ESSENCIAL DISNEY #16 — Pateta e seus Antepassados

Por E. Rodrigues & Rivaldo Ribeiro

Pateta ganha mais um volume de ESSENCIAL DISNEY. Desta vez, o versátil personagem aparece numa produção italiana seriada que pretende remontar a história da humanidade desde, nada menos, que o Big Bang! Quem acompanhou PATETA FAZ HISTÓRIA, cuja série completa foi publicada na coleção Disney anterior a essa, habituou-se a ver Pateta nas mais inusitadas situações e épocas. Aqui, de certa forma, temos uma variação italiana do tema. Confira a seguir tudo sobre esta edição.                



Pateta e seus Antepassados

Por Marcelo Alencar. Tudo começa com a detonação do Big Bang, bilhões de anos atrás. Desde então, uma certa molécula da patetice se espalha pelo universo com a mesma intensidade de ingredientes primais como os átomos mais básicos e a poeira estelar. Está entre nós, terráqueos, há incontáveis eras. E tem evoluído (bem devagar, é verdade) sem provocar estragos de grande vulto. Os seres que a carregam em seu DNA costumam apresentar características como ingenuidade, inépcia e baixo quociente intelectual, além de se expressar por meio de sons pouco convencionais, como “poooxa” e “iac, iac”.


Foi no início da década de 1940 que os Estúdios Disney passaram a explorar a veia histórica do Pateta, ambientando- o em diferentes períodos da trajetória humana. A princípio, isso se deu nos desenhos animados de temática esportiva: em gags rápidas, o personagem (ou algum de seus ancestrais) apresentava as origens de determinada modalidade, como a natação e o iatismo. Em 1945, porém, o curta Californy‘er Bust, dirigido por Jack Kinney, escancarou esse lado da versatilidade de nosso amigo ao emprestar suas feições a um grupo de pioneiros que, numa caravana de carroções, tenta ocupar um Velho Oeste já habitado por peles-vermelhas igualmente apatetados. A fórmula se repetiu no ano seguinte em Cavaleiro por um Dia, de Jack Hanna – em que o humilde escudeiro Cedric participa de um torneio medieval a fim de conquistar a mão de uma princesa assanhada. Novamente, sósias do Pateta interpretam todos os papéis, incluindo o da donzela. 


Os quadrinhos tardaram, mas incorporaram a tradição iniciada no cinema. Em 1965 e 1966, o roteirista Vic Lockman escreveu quatorze HQs baseadas em clássicos da literatura que, ilustradas por Tony Strobl e Paul Murry, circularam nos gibis americanos Mickey Mouse e Walt Disney’s Comics and Stories. Nessa série, hoje conhecida como Teatro Disney, Pateta aparece em lugares e épocas tão diversos quanto a Inglaterra Vitoriana e as Arábias das Mil e Uma Noites. O material inspirou a criação, na década seguinte, da série Pateta Faz História, que exibe o personagem na pele de figuras importantes como o faraó Tutancâmon, o inventor Arquimedes e o sedutor Casanova. No entanto, esses não são exatamente antepassados do Pateta e, sim, ele próprio interpretando papéis. Já nas aventuras de História e Glória da Dinastia Pato, o escritor italiano Guido Martina sugere que ao menos dois ascendentes do Pateta ocuparam posições de destaque ao longo dos séculos: o imperador romano César Pateticus e um soldado da Guerra da Secessão americana. 


Neste volume, o roteirista Alessandro Sisti, na companhia de um numeroso grupo de talentosos desenhistas – todos dignos representantes do “país da bota” –, revisita o tema e convida você a conhecer outras figuras caninas de orelhas longas e inteligência curta que têm ajudado a tornar nosso mundo mais leve e divertido. A viagem começa no Big Bang e termina no descobrimento da América, com paradas na Mesopotâmia, na China e na Europa medieval, sempre com muitas patetices pelo caminho..







Roteiro: Alessandro Sisti
Desenhos: Alessandro Perina, Andrea Ferraris, Giuseppe Dalla Santa, Luigi Piras e Valerio Held
Todas as histórias, inéditas no Brasil, foram originalmente produzidas entre agosto e outubro de 2006


O Primata
Depois de uma expedição de doze dias ao sótão da casa do Pateta, seu primo, o arqueólogo Indiana Pateta, descobre valiosos fragmentos da história da família, desde o evento cósmico conhecido como Big Bang!


Patetamesh e a Torre de Babel
Na tribo dos patetopotâmicos, na região da Mesopotâmia, um antepassado do Pateta inventa o conceito de sótão complementar e, consequentemente, os primeiros edifícios. Tudo isso com um objetivo muito nobre: arrumar mais espaço para guardar artefatos seus e de sua família. 


O Exército de Pa-Te-Tin
Quem diria que um antepassado do Pateta, além de ser o criador dos guerreiros de terracota da antiga China, seria também o principal responsável por deter a invasão mongol? Conheça Pa-Te-Tin, artesão e comerciante chinês que fabrica brinquedos em um pequeno vilarejo próximo à Grande Muralha. 


O Código Patético
Estamos na Idade Média. No norte da Europa, vivem dois importantes antepassados do Pateta: Patetorn Patetson, chefe e navegador viking, e Leo de Patet, construtor de sótãos – profissão não muito próspera à época. Mas De Patet sabe escrever, o que o permite se envolver com a rica e misteriosa Ordem dos Templários, que lhe encomenda o primeiro código... cruzado! 


Na Rota de Patetón
Tentando chegar ao Japão para visitar um parente distante, Patetón Patetito pega carona em uma das três caravelas de Colombo, o que lhe confere a oportunidade de tomar parte do grande descobrimento da América.



Editora Abril, coleção em 20 volumes semanais, 100 páginas cor, formato 14,7 x 20,7 cm, R$ 10,00
Editor: Paulo Maffia
Introduções das HQs: Júlio de Andrade, Filho / Rivaldo Ribeiro / Marcelo Alencar

Desde que surgiram, nos anos 1930, os quadrinhos Disney foram sendo construídos com personagens e situações marcantes que imprimiram lembranças indeléveis em nossa memória. Formou-se em torno de cada um deles – Mickey, Donald, Patinhas e tantos outros – uma mitologia tão rica e complexa que ela passou a ser automaticamente reconhecida aos olhos do mundo. Com o passar do tempo, tornou-se desnecessário explicar a quem quer que fosse que Mickey namora a Minnie, que seu melhor amigo é o Pateta e que ele tem embates colossais com dois vilões que amamos odiar: Mancha Negra e João Bafo-de-Onça. Igualmente dispensável tornou-se apresentar Donald – sujeito irritado, azarado, que não consegue manter um emprego – ou o Tio Patinhas, sempre acossado pelos terríveis Irmãos Metralha, pelo milionário rival Patacôncio e, principalmente, pela Maga Patalójika, determinada a roubar a primeira moeda do velho muquirana para fazer com ela um amuleto e transformar-se assim na bruxa mais poderosa do mundo. Nesta nova grande coleção da Editora Abril, reunimos os assuntos prediletos que orbitam o universo Disney. Assim, ao se deparar com títulos como Tio Patinhas versus Maga Patalójika, Os Problemas Domésticos do Pateta e Os Infinitos Azares do Pato Donald, você sabe exatamente o que esperar: histórias que mostram a natureza dos personagens, os hábitos, o comportamento recorrente, as brigas, as rixas, os desafios, os laços de família e amizade. A cada volume, um novo tema. Em cada tema, uma formidável compilação de histórias em quadrinhos, clássicas e inéditas, que, acreditamos, serão tão preciosas para você quanto a Número Um é para o Tio Patinhas ou o 313 para o Pato Donald. Mais que preciosas, essenciais. 

A COLEÇÃO:
#1 — 9/mar: Tio Patinhas Versus Maga Patalójika
#2 — 9/mar: Donald e seus Sobrinhos
#3 — 16/mar: Os Problemas Domésticos do Pateta
#4 — 23/mar: Tio Patinhas e a Moeda Número Um 
#5 — 30/mar: Mickey e Minnie
#6 — 6/abr: Donald e seus Primos
#7 — 13/abr: Mickey Versus Mancha Negra
#8 — 20/abr: As Grandes Aventuras do Superpateta
#9 — 27/abr: Tio Patinhas Versus Irmãos Metralha
#10 — 4/mai: Mickey Versus João Bafo-de-Onça
#11 — 11/mai: Donald e Margarida
#12 — 18/mai: Os Passatempos Malucos do Pateta
#13 — 25/mai: As Grandes Viagens do Tio Patinhas
#14 — 1/jun: Mickey e Pluto
#15 — 8/jun: Os Infinitos Azares do Pato Donald
#16 — 15/jun: Pateta e seus Antepassados
#17 — 22/jun: Tio Patinhas Versus Patacôncio
#18 — 29/jun: Donald e seu Carro 313
#19 — 6/jul: O Detetive Mickey
#20 — 13/jul: Donald e seus Empregos que Não Duram








10 comentários:

  1. Essencial Disney é uma coleção que merecia ser um título permanente. Tem o formato certo, periodicidade dinâmica, papel de qualidade, hqs inéditas muito bem selecionadas, preço coerente, boa vendagem e é temática. Pelo menos deveria ser estendida até os 40 volumes... E ainda mais, tem verdadeiras pérolas em forma dos belos textos de introdução. Cativante demais para sumir das bancas tão prematuramente...

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  2. Uma pena é essa saga do Pateta sair de forma incompleta e com episódios saltados dentro da mesma.

    Alguma info sobre a possibilidade dos capítulos restantes e saltados sairem mais para a frente na mensal do personagem?

    Mas concordo com o Paulo Gibi, agora que finalmente Essencial engrenou vai acabar... triste.

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  3. Engrenou para SP, RJ, BH... no NE/CO ainda nem chegou.

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  4. Pô Sergio, sacanagem da Abril, aki em SP acabando e nada por aí... sinceramente, eu não estou comprando todas as edições, mas essa é uma coleção que superou minhas expectativas; gostei de todas que comprei, seria legal se estendessem, como fizeram com CLD!!!

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  5. Aqui na BA nada tb,esperando sentado,claro e pq não 40 volumes?:p

    Se a CLD foi sucesso total para 40 vol. teve em parte de não ser setorizado tb!:/

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  6. Em Curitiba não vi um único volume até hoje! E olha que procurei em várias bancas...

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  7. Curitiba... sul... "fase 1" da setorização... afinal, o que melhorou com a setorização, alguém da dinap/abril poderia explicar?

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  8. Setorização só piorou tudo! Foi a partir de fevereiro desse ano que a Abril só fez burrada em cima de burrada, a começar pela setorização.

    Editora jurássica é assim mesmo. Por sinal vocês viram o que aconteceu com a JBC nessa virada de mês? As coisas estavam ruins, péssimas lá. Com leitores reclamando da qualidade das revistas (no caso mangás) e já é algo que estava sendo massacrado na web há anos... finalmente a JBC resolveu melhorar as coisas. O Editor cabeça da casa saiu do cargo, um novo foi contratado e numa coletiva realizada nesta terça, dia 19, a JBC firmou o compromisso de melhorar o papel de suas revistas, de melhorar graficamente seus produtos (tal qual a Panini fez há anos) e certos títulos terão tratamento especial, sem aquela porcaria que vinha sendo feito até o momento. A torcida também é que até as traduções porconas do antigo editor acabam melhorando nessa nova fase.

    Isso só comprova o que eu venho dizendo já um tempinho... o leitor brasileiro que qualidade, quer melhorias, chega de produtos mal feitos, gráficas de fundo de quintal e revistas porconas.

    A Abril ainda não chegou na qualidade que a JBC andava tendo ultimamente, mas não fica muito atrás em certos pensamentos jurassicos e formatos ultrapassados e datados, sem mencionar o modelo de mercado, com uma loja online porcona e distribuição setorizada complicando tudo.

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  9. Aqui em Brasília nada: Mega, Jumbo, Essencial...

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  10. Existe a possibilidade de encomendar,mas eu gosto de olhar o exemplar antes para certificar-me de que não há defeitos. Uma pena... Parei minha coleção nos clássicos da literatura que chegavam por aqui...

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