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9 de mar de 2012

ESSENCIAL DISNEY #1 e 2 — mar/12

Por E. Rodrigues

ESSENCIAL DISNEY é a nova coleção da Editora Abril, começando hoje. Serão vinte volumes semanais, cada um com tema bastante familiar aos leitores de quadrinhos Disney. A maioria absoluta das HQs (todas produzidas na Itália) é inédita no Brasil. O formato é semelhante ao das bem sucedidas CLÁSSICOS DA LITERATURA DISNEY e PATETA FAZ HISTÓRIA. Cada volume tem 100 páginas em papel de qualidade, capa cartonada e lombada quadrada, por R$ 10,00. Com o volume 1 vem grátis o #2. A seguir, apresentação de ambos, com uma palhinha das histórias do primeiro. ESSENCIAL DISNEY será distribuído primeiro na região Sudeste. Os volumes também estarão à venda em nossa loja virtual.


Tio Patinhas versus Maga Patalójika

Por Júlio de Andrade, Filho. Quando desfruta os quadrinhos Disney, além de mergulhar num mundo de magia e diversão, você se depara com algumas situações características: o Donald brigando com seu primo Gastão, os Metralhas tentando limpar a caixa-forte do Tio Patinhas, o Mickey às voltas com mistérios a desvendar... Ora, se esses momentos deliciosos são recorrentes, como seria elaborar e oferecer uma obra na qual estariam reunidas histórias representativas dos principais personagens em circunstâncias tão particulares quanto fundamentais?

A resposta a essa proposição está aqui nesta coleção cujo nome não poderia ser outro: Essencial Disney. Nossa escolha para abrir a série é o duelo entre o pato mais rico do mundo e a feiticeira mais obstinada do planeta. 

Criada por Carl Barks há mais de 50 anos, Maga Patalójika tem infernizado a vida do Tio Patinhas desde que apareceu pela primeira vez no escritório dele na HQ O Toque de Midas, de 1961.

Seu objetivo sempre foi o de roubar a Número Um, uma moeda de 10 centavos que é o talismã do Patinhas, já que foi a primeira moeda que ele ganhou na vida. A bruxa de cabelos negros e olhar provocante acredita que, se a moeda for derretida no calor do vulcão Vesúvio, onde ela mora, vai se converter em um amuleto mágico que irá lhe conferir o dom de transformar qualquer coisa em ouro. 

Essa motivação, por sinal, foi levemente alterada por autores que sucederam Barks. Com o passar dos anos, a Maga passou a desejar a moedinha para se tornar a bruxa mais poderosa da História, já que dinheiro não é tão importante assim para ela.

Em suas tentativas iniciais para atingir seu objetivo, a Maga usava bombas bestificantes – flashes de luz e fumaça que atordoam a vítima –, mas logo começou a ampliar seu arsenal de sortilégios, usando, entre outros feitiços, cartas magicamente perfumadas para seduzir o destinatário, fazendo com que se comportasse de forma irracional.

A certa altura, depois de fracassos sucessivos, ela até lançou mão de tecnologia, como volta a fazer neste volume.

Maga, é importante dizer, não corresponde em nada ao arquétipo das bruxas dos contos de fada. Ela não tem verruga no nariz, não é gorda nem idosa – ainda que não abra mão da velha vassoura voadora como meio de transporte.

Pata elegante e charmosa, ela faz uso de truques hipnóticos, constante perigo não só para o Patinhas, mas também para os parentes que o cercam. Herdeira dos poderes de Circe (bruxa da mitologia grega citada em A Odisseia de Homero), ela pode transformar os outros e a si mesma em qualquer tipo de animal.

Feiticeira determinada, ela não teme fazer pactos com outros inimigos do Patinhas, como os Irmãos Metralha, por exemplo. Por isso, talvez o velho muquirana tivesse paz e até conseguisse uma soberba aliada se abrisse mão de seu precioso talismã. Por outro lado, se fizesse mesmo isso, ele não seria o Patinhas que conhecemos e nós seríamos privados de embates espetaculares como os que vamos testemunhar agora.


A Dupla Personalidade
Roteiro: Rodolfo Cimino
Desenhos: Giorgio Cavazzano
Produzida em junho de 1971

Publicada uma única vez no Brasil em Tio Patinhas de Ouro 2, de 1979, e com menos
páginas, esta sensacional aventura retorna agora na íntegra e com excelente tratamento
de cores. Na trama, o Tio Patinhas instala no telhado da Caixa-Forte um robô
gigante, seu mais novo dispositivo contra os avanços da Maga. Buscando uma forma
de se apossar da Número Um sem passar pelo robô, a feiticeira resgata a personalidade
oculta do muquirana, fazendo dele um tranquilo e generoso velhote.

O Celular Enfeitiçado
Roteiro: Carlo Gentina
Desenhos: Stefano Intini
Produzida em abril de 2006

O telefone celular mudou a maneira como nos comunicamos. Com ele, você pode ser
encontrado a qualquer hora do dia. Com smartphones, você acessa seus e-mails, posta
mensagens nas redes sociais e dispara feitiços contra seu inimigo. Como assim, dispara
feitiços? Bem, é exatamente esse o recurso que a Maga vai utilizar agora. Com um
misto de feitiçaria e moderna tecnologia, ela tenta, de novo, colocar as mãos em seu
objeto de desejo. HQ inédita!

Uhuuu, Animal!
Roteiro: Terry LaBan
Desenhos: Jordi Alfonso
Produzida em dezembro de 2010

A Maga, que se diz descendente da feiticeira Circe, consegue por meio de fantásticas
poções se metamorfosear em animais (reais ou mitológicos, como o pássaro Roc). Nesta
história inédita no Brasil, ela usa um desses elixires mágicos para se transformar em
um pequeno roedor e invadir a Caixa-Forte sem ser vista.

A Camélia Contumélia
Roteiro: Stefania Lepera
Desenhos: Alessio Coppola
Produzida em abril de 2006

A Maga fazendo um acordo com o Patinhas?! Este acontecimento inimaginável obriga
o velho pão-duro a viajar o mundo em busca de uma flor rara e absurdamente cara. Em
retribuição, Maga se compromete a poupar o dono da Número Um de novos ataques.
Nesta trama inédita no Brasil, vamos descobrir qual dos dois protagonistas é menos
confiável. Afinal, trata-se de uma trégua entre um multimilionário desconfiado e uma
bruxa obcecada...




Donald e Seus Sobrinhos

Por Júlio de Andrade, Filho. Os trigêmeos Huguinho, Zezinho e Luisinho (em inglês, Huey, Dewey e Louie) sempre livram o atrapalhado tio Donald de enrascadas nas quais ele se mete por causa de seu temperamento explosivo ou devido às atividades variadas de que toma parte. 

De início, os meninos eram moleques terríveis que infernizavam a vida do pato vestido de marinheiro, como vemos na estreia deles no cinema em Os Sobrinhos do Donald, de 1938, curta-metragem no qual, entre outras coisas, as pestes jogam um tipo de polo... dentro de casa.

Os três patinhos já haviam aparecido na página dominical estrelada pelo Donald um ano antes, em outubro de 1937, em história desenhada por Al Taliaferro. Numa situação do cotidiano, que inspirou o roteiro do desenho animado, os patinhos ficam na casa do Donald, a pedido da irmã Dumbela, por um tempo, só enquanto o pai deles se recupera no hospital dos traumas causados pelas três figuras. Depois eles voltariam a morar em definitivo com o Donald, mas o que aconteceu aos pais jamais seria claramente explicado.

Foi Carl Barks quem deu a eles, a partir de 1943, a reputação de garotos sérios e responsáveis, assim que começou a escrever e desenhar histórias em quadrinhos Disney. Paulatinamente, ele foi suavizando as traquinagens dos meninos, parando de recorrer aos conflitos, que eram a base dos roteiros dos curtas de cinema, os quais Barks considerava excessivamente violentos. 

O autor começou a introduzir tramas mais complexas, com humor e inteligência e, em 1951, deu um passo além, fazendo com que os meninos ingressassem nos Escoteiros Mirins, organização na qual logo galgaram o alto posto de “generais de dez estrelas”. 

A partir daí, os sobrinhos saem da condição de moleques para a de jovens adultos, sendo, em muitos casos, a referência moral para o leitor. Além disso, a própria personalidade do Donald muda nessa fase: ele deixa de ser rival dos meninos para se tornar a grande figura paterna, sempre preocupado com o bem estar deles. 

As tramas começam a girar em torno do Donald buscando um emprego melhor ou uma forma de ganhar dinheiro para proporcionar uma vida mais confortável para sua família – um exemplo essencial disto é a história em quadrinhos que abre este volume. 

Outra linha narrativa recorrente é aquela em que os trigêmeos tentam demover o tio de alguma ideia maluca ou afastá-lo do perigo iminente – como podemos testemunhar na aventura que fecha esta edição.

Alçados à posição de “meninos de ouro”, Huguinho, Zezinho e Luisinho também se tornaram componentes fundamentais nas aventuras do Tio Patinhas, a ponto de ser difícil conceber uma caça ao tesouro capitaneada pelo velho muquirana sem a presença dos patinhos. 

Na verdade, é impossível hoje pensar na própria existência da família Pato sem essas crianças, que despontaram na vida do Donald como pequenos demônios para logo se transformarem nos melhores amigos dele.


Editora Abril, coleção em 20 volumes semanais, 100 páginas cor, formato 14,7 x 20,7 cm, R$ 10,00
Editor: Paulo Maffia
Introduções das HQs: Júlio de Andrade, Filho / Rivaldo Ribeiro

Desde que surgiram, nos anos 1930, os quadrinhos Disney foram sendo construídos com personagens e situações marcantes que imprimiram lembranças indeléveis em nossa memória. Formou-se em torno de cada um deles – Mickey, Donald, Patinhas e tantos outros – uma mitologia tão rica e complexa que ela passou a ser automaticamente reconhecida aos olhos do mundo. Com o passar do tempo, tornou-se desnecessário explicar a quem quer que fosse que Mickey namora a Minnie, que seu melhor amigo é o Pateta e que ele tem embates colossais com dois vilões que amamos odiar: Mancha Negra e João Bafo-de-Onça. Igualmente dispensável tornou-se apresentar Donald – sujeito irritado, azarado, que não consegue manter um emprego – ou o Tio Patinhas, sempre acossado pelos terríveis Irmãos Metralha, pelo milionário rival Patacôncio e, principalmente, pela Maga Patalójika, determinada a roubar a primeira moeda do velho muquirana para fazer com ela um amuleto e transformar-se assim na bruxa mais poderosa do mundo. Nesta nova grande coleção da Editora Abril, reunimos os assuntos prediletos que orbitam o universo Disney. Assim, ao se deparar com títulos como Tio Patinhas versus Maga Patalójika, Os Problemas Domésticos do Pateta e Os Infinitos Azares do Pato Donald, você sabe exatamente o que esperar: histórias que mostram a natureza dos personagens, os hábitos, o comportamento recorrente, as brigas, as rixas, os desafios, os laços de família e amizade. A cada volume, um novo tema. Em cada tema, uma formidável compilação de histórias em quadrinhos, clássicas e inéditas, que, acreditamos, serão tão preciosas para você quanto a Número Um é para o Tio Patinhas ou o 313 para o Pato Donald. Mais que preciosas, essenciais. 

A COLEÇÃO:
#1 — 9/mar: Tio Patinhas Versus Maga Patalójika
#2 — 9/mar: Donald e seus Sobrinhos
#3 — 16/mar: Os Problemas Domésticos do Pateta
#4 — 23/mar: Tio Patinhas e a Moeda Número Um 
#5 — 30/mar: Mickey e Minnie
#6 — 6/abr: Donald e seus Primos
#7 — 13/abr: Mickey Versus Mancha Negra
#8 — 20/abr: As Grandes Aventuras do Superpateta
#9 — 27/abr: Tio Patinhas Versus Irmãos Metralha
#10 — 4/mai: Mickey Versus João Bafo-de-Onça
#11 — 11/mai: Donald e Margarida
#12 — 18/mai: Os Passatempos Malucos do Pateta
#13 — 25/mai: As Grandes Viagens do Tio Patinhas
#14 — 1/jun: Mickey e Pluto
#15 — 8/jun: Os Infinitos Azares do Pato Donald
#16 — 15/jun: Pateta e seus Antepassados
#17 — 22/jun: Tio Patinhas Versus Patacôncio
#18 — 29/jun: Donald e seu Carro 313
#19 — 6/jul: O Detetive Mickey
#20 — 13/jul: Donald e seus Empregos que Não Duram







13 comentários:

  1. Boa coleção para o pessoal não setorizado...buááá!:p

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  2. Vamos ver se a Abril não vai dar mancada com essa coleção como fez com Pateta Faz História que não tem nenhuma edição a venda na Loja Abril, enquanto que a Clássicos da Literatura tem, até hoje, quase todos os números disponíveis. É muito 8 ou 80 em se tratando da maior editora do Brasil.

    Quem tem saco para ir toda a semana na banca? As pessoas querem comprar vários números de uma vez e parcelar, que é bem mais prático.

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  3. como nao vai vir pra ca so tenho a lamentar esta decisao estupida da editora...

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  4. Pode ser que chegue aqui no Piauí antes de Julho e vou torcer para que tenha algum exemplar que não esteja amaçado e amarrotado... o refugo dai do sul e sudeste...

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  5. Que saudades de poder ir a banca e comprar as edições semanais sem estarem amassadas... agora só em 2014, pelo jeito, e todas amassadas, rsrs

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  6. "ESSENCIAL DISNEY é a nova coleção da Editora Abril, começando hoje... ESSENCIAL DISNEY será distribuído primeiro na região Sudeste."

    Acho que o interior de SP não fica mais na região sudeste... aqui também não chegou...

    Onde mais será que não chegou???

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  7. Respeito a opinião, mas discordo do colega.
    Ir às bancas toda semana é uma delícia, ver o que chega, as novidades etc...
    É claro, eu devo ser um em um milhão, tipo bicho-do-mato, no bom sentido, mas no que se refere a grandes centros, aqui onde moro tem banca de jornal em qualquer esquina como em qualquer grande cidade.
    Outro dia eu brinquei por aqui que o Planeta ‘estraga’ tudo nos informando tudo antes, eu sou do tipo que curte ver a novidade na banca.
    Mas foi só uma brincadeira, afinal, ninguém me obriga a entrar, é que eu não aguento e entro.
    PEÇO LICENÇA AOS AMIGOS PRA FALAR DE OUTRA LOJA
    Eu já comprei na loja Abril e recebi números errados e danificados, claro, em uma das compras, e claro, só comprei porque pequei uma promoção tão baixa que acho até que erraram o preço.
    Discordo quando o colega diz que as pessoas preferem pagar parcelado.
    Eu odeio parcelar coisas, compro tudo a vista.

    Abraço a todos

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  8. A loja abril eu particularmente n gosto, embora tenha comprado algumas vezes lá, qdo precisei de edições que já n tinham mais no PG.

    - O frete é mais caro e nunca é gratuito para as regiões que a setorização inclui.

    - É uma loja de "lua": um dia tem tudo no outro dia a revista mais nova é do meio de 2011. Claro que não é fim de estoque, sei lá que diacho é.

    - Os produtos vêm, na maioria das vezes, danificado.

    - O sistema tem um bug (pelo menos já notei 1 vez), que eu como assinante teria desconto, mas qdo clico no link do assinante, embora apareça o desconto, o FRETE aumenta. Na última compra q fiz constatei isso: o frete era maior para aqueles q acessavam o link de desconto pra assinante.

    Enfim, só compro lá em ÚLTIMA opção, se n tiver aqui ou em bancas.

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  9. Eu frequentemente compro na loja Abril e não pago caro o frete. Muitas vezes o frete sai de graça. E as revistas chegam em ótimo estado e até vem lacradas.

    Eu também gosto muito do PLaneta Gibi, embora tenha comprado aqui pouquíssimas vezes e gastado muito pouco.

    Critico muito aqui, é verdade, mas não faço por mal. Em matéria de vendas e envio do produto, e sua qualidade, o Planeta Gibi é a melhor!

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  10. Chegou aqui hoje (11/03) e a coleção é uma beleza. Pena mesmo que não entrou em distribuição nacional. Tomara que não demore muito para o pessoal das outras regiões receber...

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  11. Eu também adoro visitar as bancas e garimpar os novos lançamentos mas como os gibi são relegados às partes mais inferiores das basncas, la no cantinho, no chão as vezes... eu prefiro ja saber o que estou procurando por que se não perco o lançamentos... aqui as bancas só querem vender apostilas pra concursos e as revistas semanais, de signos e monte de futilidades... os quadrinos ficam em muita desvantagem... escondidos... e os que mais aparecem são os da Turma da Mônica ( nada contra rsrssrsrsr) tem sempre 10 (ou seriam 20?) exemplares de edições diferentes...

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  12. Ninguém precisa "pedir licença para falar de outra loja". Estamos falando da Editora Abril em geral. Dos serviços que ela presta. Se a setorização vai voltar, as revistas têm que estar disponíveis on line. É o cúmulo PFH que veio depois de CLD estar fora de catálogo.

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  13. Quando Vai sair aqui no Rio Grande do Sul

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