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24 de dez de 2011

Weihnachts-Geschichten


O Planeta Gibi deseja a todos um Feliz Natal e um 2012 cheio de alegrias e conquistas 

Por E. Rodrigues & Rivaldo Ribeiro

A edição alemã de Natal deste ano não é majestosa como foi a de 2010, com HQs de Carl Barks ocupando dois volumes enluvados numa bela caixa (veja aqui). Ainda assim, seria o sonho de consumo de todo colecionador brasileiro, a começar pela capa de Don Rosa. WEIHNACHTSKLASSIKER abre com o clássico dos clássicos de Natal, O Trenzinho da Alegria (Barks) e segue com Jack Hannah, Carl Fallberg, Paul Murry, Al Taliaferro, Bob Karp, Tony Strobl, Vicar, Romano Scarpa e outros, além do próprio Rosa (Um Natal Fatal).




INTÉGRALE CARL BARKS é a versão francesa da Carl Barks Library italiana (de 2008). A encadernação impecável (capa flexível com miolo costurado) prova que nem só de capa dura vivem as edições luxuosas. Uma substancial e ricamente ilustrada quantidade de informações (por Lucca Boschi) abre cada volume, e uma folha de comentários precede cada HQ. Iniciada no final de 2010, a coleção teve quatro volumes lançados até agora, cada um com quase 400 páginas (juntando dois volumes da versão italiana — que teve 48).




A coleção italiana TESORI DISNEY, com grandes sagas compiladas de forma integral em edição de luxo, capa dura e papel de qualidade, já chama a atenção pelas belas capas. A edição #9 (jan/11), com O Mistério dos Signos, ganhou um post no Planeta Gibi que acabou em 8º lugar entre os mais acessados do ano (excluindo-se os checklists, sempre campeões de visita). O volume acabou seduzindo a Abril a repensar a reedição da saga, que acabou prometida para 2012 — em capa dura, também?!. (E por falar nisso, quais terão sido os sete primeiros lugares dessa lista de mais acessados do Planeta Gibi em 2011? Veremos isso no dia 31, no próximo post dessa nova série.)





Nos estertores da licença para publicação dos quadrinhos Disney, a BOOM! seguiu sua programação divulgada no final do ano passado e lançou FOUR COLOR ADVENTURES, reproduzindo integralmente, de capa a capa, incluindo propagandas, as duas primeiras edições do título americano: DONALD DUCK, numa revista que antecede as 28 que o personagem teria na segunda série de FOUR COLOR (e que foram depois considerados os primeiros números de seu título independente — entenda melhor aqui), e RELUCTANT DRAGON, desenhada por Irving Tripp (que se dedicaria por anos, depois, a Luluzinha e sua turma). Além dessas preciosidades, datadas de 1940-41, o volume inclui textos de David Gerstein (do excepcional MICKEY AND THE GANG, da Gemstone) e de Thomas Andrae (sobre Al Taliaferro, ilustrado). Mais um volume liquidaria a fatura (Fantagraphics? Marvel?).  Também na linha "fac-simile de capa a capa", WALT DISNEY'S COMICS AND STORIES ARCHIVES teve a oportunidade de ter seu primeiro volume publicado pela BOOM!.




Se MESTRES DISNEY foi inspirada numa publicação italiana, será que podemos sonhar com uma versão nacional de DISNEY D'AUTORE? Lançada em outubro pela Disney Itália, a coleção estreia com Silvia Ziche em mais de 500 páginas de papel couché fosco, salpicadas de rascunhos e textos explicativos da própria autora. Dentre as HQs, a minissérie Paperina di Rivondosa, com seus treze capítulos, é republicada integralmente (160 páginas). Há também as gags típicas da artista, onde as personagens femininas se destacam.





Seria apenas mais uma versão de Carl Barks Library, esta coleção da Fantagraphics iniciada agora por DONALD DUCK "LOST IN THE ANDES" não fosse por um valioso detalhe: tanto as HQs como as reproduções das capas dos gibis restauram as cores originais. Assim como feito com a coleção dedicada a Gottfredson, a editora contextualiza aqui cada HQ, com ensaios de especialistas na área. Na edição inaugural, destaque também para Donald na África, além de HQs curtas e gags de uma página.






A reedição integral da obra de Floyd Gottfredson pela Itália, ano passado, foi algo de deslumbrante, com cores vivas e acabamento luxuoso. Pois a Fantagraphics seguiu linha diferente. Num formato já conhecido aqui pela republicação de PEANUTS (versão brasileira pela L&PM), WALT DISNEY'S MICKEY MOUSE reimprime a obra do mesmo autor, porém restaurando cuidadosamente as tiras originais (em preto e branco, portanto). Editada por David Gerstein (de novo!) e Gary Groth, a obra é uma enciclopédia, numa profusão de textos, ilustrações, reproduções... Não há paralelo.








9 comentários:

  1. Nossa que maravilha,que lindos sonhos de consumo,belíssimo poster,fotos...Feliz Natal,amigos do PG Blog e a todos os amigos Disneyanos!são os meus sinceros votos do amigo XANDRO!;)

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  2. Coleções sensacionais. Eu tenho as americanas, e confesso que não acho a reedição de Four Color essa coisa toda... A obra de gottfredson pela Fantagraphics é realmente maravilhosa.

    Enquanto isso, no Brasil a evolução dos quadrinhos tb é notável, e quem sabe mais para a frente tenhamos coleções em capa dura tb. As coleções em formatinho estão cada vez melhores e mais presentes, como CLD e PFH.

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  3. É sergio,ainda mais a coleção do PFH que esse ano ficou perfeita(principalmente na seleção gráfica)!!:D

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  4. "O Mistério dos Signos,O volume acabou seduzindo a Abril a repensar a reedição da saga, que acabou prometida para 2012 — em capa dura, também?!."

    ^em capa dura tipo um livro que saiu agora da Recreio: Corpo Humano( http://www.lojaabril.com.br/detalhes/livro-especial-recreio-corpo-humano_edicao-1-479317 )...ficaria realmente SHOW(sonhando aqui),mais se sair igual a edição especial do EPIC MICKEY ou também nas versões CLD e PFH já ficaria legal!:)

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  5. Muito legal..procurei essa edição de tesouro Disney com Mistério dos Signos como um condenado e não encontrei na época.Imagino quanto vcs cobraram pelas suas almas pra poder ter tudo isso XDD

    Feliz Natal o/

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  6. Cara, seria massa ter estas edições na coleção. Mas ando meio sem tempo (R$) ultimamente heheh Espero que ano que vem melhore =D

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  7. [Se MESTRES DISNEY foi inspirada numa publicação italiana, será que podemos sonhar com uma versão nacional de DISNEY D'AUTORE? Lançada em outubro pela Disney Itália, a coleção estreia com Silvia Ziche em mais de 500 páginas de papel couché fosco, salpicadas de rascunhos e textos explicativos da própria autora. Dentre as HQs, a minissérie Paperina di Rivondosa, com seus treze capítulos, é republicada integralmente (160 páginas). Há também as gags típicas da artista, onde as personagens femininas se destacam.]

    Já estou sonhando com uma versão nacional desta coleção. Legal ver vocês falando na Silvia Ziche e em sua talvez mais aclamada obra, 'Paperina di Rivondosa'. Aliás, eu já mencionei esta sátira de novelão italiano umas cinco vezes aqui neste blog, em diferentes posts. E essa foi a sexta.

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  8. Quando surgem edições caprichadas dessas por aqui, o povo chia, dizendo que bom mesmo é papel ruim numa encadernação porca. Que pena. A acham caro. Caro nada! Material desse dura mais do que nossa vida!

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  9. Já comprei minhas edições pela amazon.com do Donald Lost in andes, do Floyd Gotfredsson vol 1 e 2 com a capa dura protetora, e a saga Wizards of Mickey da boom, todos excelentes, maravilhosa encadernação, fiquei maravilhado com a qualidade do papel e das encadernações, coisa jamais vista aqui, vale a pena mesmo ter.

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