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2 de nov de 2011

PATETA FAZ HISTÓRIA #14 — nov/11

Por E. Rodrigues & Rivaldo Ribeiro

O poeta, astrônomo, matemático, filósofo, músico etc. persa Omar Khayyám viveu entre os séculos XI e XII. Certo. Mas o que teria ele a ver com a história Pateta Ali Babá? Bem, isso iremos explicar logo abaixo. Esta edição de PATETA FAZ HISTÓRIA traz ainda uma das mais engraçadas HQs já produzidas pela Disney, Pateta Rei Artur. Alguém queria ver nosso amigo se vingando (inocente e atabalhoadamente, claro) de todos os apuros que já passou até hoje, junto com Mickey, nas mãos de João Bafo-de-Onça?


PATETA FAZ HISTÓRIA como Rei Artur
Por Planeta Gibi. Há muitas lendas sobre Rei Artur, seus cavaleiros da Távola Redonda, a espada mágica Excalibur e o mago Merlin. Mais tarde, seriam acrescentados aos contos arturianos mais elementos, incluindo o Santo Graal.

Os relatos se diferenciam conforme a fonte e a época em que foram escritos. Nas versões mais populares, o último ato do rei Uther, ferido de morte, é cravar Excalibur numa pedra e decretar que dali ela só seria arrancada por aquele que fosse digno de empunhá-la. Por consequência, tal pessoa iria se tornar rei da Grã-Bretanha.

Pois a façanha seria realizada, muitos anos depois, por um jovem escudeiro chamado Artur. Justamente o filho de Uther, tomado ainda bebê por Merlin e entregue aos cuidados de uma família de cavaleiros. Sem conhecer sua origem, Artur atua como escudeiro até o dia em que casualmente extrai da pedra o objeto mágico tão cobiçado por muitos.

Assim como em Pateta Rei Artur, não é incomum Excalibur aparecer fincada numa bigorna, ao invés de numa rocha. A própria Disney já a mostrara assim no clássico A Espada Era a Lei (1963). A HQ pega emprestada desse longa metragem de animação, a propósito, a ideia do torneio para se determinar um novo rei (já que ninguém consegue extrair a espada mágica e a Grã-Bretanha necessita com urgência de um comandante). Também o motivo e a maneira como Pateta chega à espada é semelhante aos do desenho.

Diferentemente do que ocorre nas narrativas mais conhecidas, em Pateta Rei Artur é Merlin quem coloca Excalibur na pedra, e não o rei Uther. Vivido por Mickey, o mago pouco aparece na história, já que a maior parte da trama se desenrola no castelo de Dom Báfio, papel de João Bafo-de-Onça. Lá, o escudeiro Pateta submete seu senhor, inocentemente, a toda sorte de pancadas, tombos e cabeçadas, antes de lançá-lo literalmente aos jacarés e esmagá-lo sob a ponte levadiça (tudo em querer, é claro).

Tal sequência, antológica, inscreve-se com folga entre as mais inspiradas e bem resolvidas dos quadrinhos de humor. O desespero de Pateta para avisar seu senhor da proximidade dos jacarés (ou seriam crocodilos, Pateta?) é exemplo de tirada magistral, novamente valorizada pela tradução afiada e com toques de ironia de José Fioroni Rodrigues.

Pateta Rei Artur é repleta de exageros e piadinhas discretamente (ou não muito) espalhadas aqui e ali. Logo no primeiro quadro vemos um cavaleiro lendo um jornal enquanto suas botas de ferros são... lubrificadas! Duas páginas adiante, temos a inusitada aparição do Pato Donald (em forma de silhueta) na insígnia da esmolambada capa de outro cavaleiro. Ao seu lado, mais nonsense: um camarada surge montado numa vaca que usa um elmo Viking (ou, melhor explicando, um capacete com chifres que as óperas do século XIX inventaram para caracterizar aqueles nórdicos). Em seguida, entre os candidatos a remover a espada da pedra, há desde um jogador de beisebol (com um prego na ponta do bastão, para conferir um ar mais primitivo, digamos, àquele esporte) até um cãozinho que é um misto de Totó com o Homem de Lata de O Mágico de Oz!

Uma similaridade com o tema deste episódio é encontrada no curta Cavaleiro por um Dia, de 1946, passado igualmente na Idade Média. Nele, Pateta é o escudeiro Cedric, obrigado a tomar parte em um torneio quando seu cavaleiro é acidentado.

Por fim, vale registrar que foi em A Espada Era a Lei que surgiu a adorável bruxa Madame Min. Numa das sequências mais memoráveis dos clássicos Disney, ela trava uma batalha de metamorfoses animalescas com o mago Merlin — e, por ser desonesta, leva a pior no final.

PATETA FAZ HISTÓRIA como Rei Artur
Roteiro: Cal Howard
Desenhos: Hector Adolfo de Urtiága
Arte-Final: A. Rubén Torreiro
Tradução: José Fioroni Rodrigues
Publicada primeiro em 1978


PATETA FAZ HISTÓRIA como Ali Babá
Por Planeta Gibi. Esclarecimento: o comportamento do protagonista e o título original em inglês deste episódio (Goofy Khayyám) permite-nos concluir que Pateta seria Khayyám e Mickey, Ali Babá. Porém, tanto na França como na Alemanha, únicos lugares antes do Brasil onde há registro de publicação desta HQ, ambos os personagens foram fundidos em Pateta. Como a Editora Abril dispõe somente dos arquivos alemães, a tradução manteve essa suposta alteração (não se dispõe dos originais em inglês para comprovação dessa fusão). Veja imagens abaixo.

Nosso próximo episódio traz Pateta como um personagem que mistura Omar Khayyám com Ali Babá. O persa Khayyám viveu entre os séculos XI e XII. E assim como nos informa Pateta logo no começo da HQ, ele se dedicou à astronomia e à poesia, entre muitas outras coisas (como a matemática, geografia, filosofia, música etc.).

Já Ali Babá ganhou enorme fama ao ter seu conto integrado ao livro As Mil e Uma Noites quando este foi adaptado pela primeira vez para o mundo ocidental, no século XVIII, pelo francês Antoine Galland.

É característico das sátiras de Pateta Faz História a mistura de elementos presentes nas biografias ou obras originais com outros saídos inteiramente da cabeça dos quadrinistas. Aqui não é diferente. O leitor, portanto, não deve esperar uma história fiel ao conto de Ali Babá, mas logo irá identificar alguns de seus aspectos mais populares, como a máxima "Abre-te Sésamo" e a famigerada quadrilha de ladrões — devidamente liderada por João Bafo-de-Onça.

Também é recorrente em várias passagens da HQ a ameaça de ferver os oponentes em óleo de azeite. Pois tais citações não são gratuitas, já que esse foi exatamente o terrível e fatal destino de 37 dos quarenta ladrões do conto original (os demais foram eliminados de modo mais, digamos, prosaico).

Já no terreno da imaginação solta dos quadrinistas, Pateta tem em Mickey Mousef um amigo para acompanhá-lo no encalço aos ladrões. No lugar de riquezas, o que se busca é a usurpação do poder e a instalação de Bafo Del Once no lugar no sultão — cuja esposa é Clarabela, novamente irascível e dominadora.

Bem diferente do conto tradicional é a função da caverna que se abre com as palavras mágicas. Ao invés de abrigo para os cobiçados tesouros, aqui ela serve mesmo é de esconderijo para Bafo e seu bando. E no lugar de tapetes mágicos, outra novidade: uma tenda voadora.

Por fim, em dado momento o leitor irá se deparar com ursos dançarinos como parte das atrações de uma festa no palácio. Há relatos de que esses animais eram de fato treinados para esse fim desde, pelo menos, a Idade Média (época de Omar Kayyám e dos primeiros registros de As Mil e Uma Noites). Atualmente, contudo, vários países proíbem a prática, seja pelo banimento da crueldade com os animais ou mesmo, no caso do Oriente Médio, por contrariedade dos preceitos islâmicos.

Vale lembrar que uma das mais prósperas produções dos Estúdios Disney foi igualmente inspirada pelas Mil e Uma Noites. Em 1992, o longa-metragem animado Aladdin combinou a história da lâmpada maravilhosa com a aventura de Ali Babá e foi aclamado por público e crítica ao mostrar ótimas canções, personagens memoráveis e uma atuação vigorosa de Robin Williams, dando voz ao imprevisível gênio da lâmpada.

Nos quadrinhos Disney, inúmeras vezes tais lendas foram citadas. A propósito, iremos nos encontrar novamente com Ali Babá nos últimos dois volumes desta coleção. Em Mickey Aladim (volume 19), Bafo será Ali Babá (e Pateta, o gênio). E na última edição de PATETA FAZ HISTÓRIA haverá uma HQ da série Teatro Disney onde Tio Patinhas, Pateta e os Irmãos Metralha referenciam o famoso conto.

PATETA FAZ HISTÓRIA como Ali Babá
Roteiro: Carl Fallberg
Desenhos: Anibal Uzál
Arte-Final: A. Rubén Torreiro
Tradução: Raoni Naraoka
Publicada primeiro em 1989



Editora Abril, coleção em 20 volumes semanais, 100 páginas cor, formato 14,7 x 20,7 cm, R$ 9,95
Editor: Paulo Maffia
Biografias: Júlio de Andrade, Filho
Introduções das HQs: Rivaldo Ribeiro






Na França: Ali Pateta Baba


Na Alemanha: Pateta Ali Baba







11 comentários:

  1. Na capa vai sair ArtHur com "H"?

    Só tenho a lamentar.

    E a reclamar, também!

    Há algumas décadas, o antropônimo "Artur", em português, deve ser escrito dessa maneira, sem "h". Porém, aqui no Brasil, o que mais vemos são pessoas chamadas Arthur, com "h". E também Felipe (em vez de Filipe), Thiago (quando deveria ser Tiago) etc.

    Isso, reconheçamos, deve-se, em primeiro lugar, ao desconhecimento quanto à grafia correta (acham que nomes de pessoas não se submetem à Gramática), e, em segundo, à mania de querer enfeitar os nomes dos filhos com letras inúteis, produzindo nomes às vezes grotescos, cheios de "hh", "ff" "rr", e por aí vai.

    Os Quadrinhos da Abril sempre primaram em dar nomes adaptados ao vernáculo aos personagens, criando, às vezes, verdadeiras pérolas.

    Graças a essa política, tivemos personagens como os índios "Nanicós", "Corongo", "Matumbo" etc.

    Hoje, infelizmente, tem havido um descuido nesse ponto, uma inversão, sendo desprezados os nomes nacionalizados pelos originais, que as crianças muitas vezes sequer conseguem pronunciar. "Foola Zoola", para mim, é o cúmulo do ridículo. Outras vezes, criam saladas, a meu ver indigestas, como, por exemplo, "Howard Patacôncio". Paciência!

    Acho que hoje falta criatividade e humor na hora de substituir os nomes originais e, por causa disso, deixam como estava, no inglês mesmo.

    Uns dizem que é para valorizar o original. Bobagem! Valoriza-se a obra pelo prazer que ela nos proporciona ao lermos.

    Entre um nome em inglês, que quando lido nada desperta (salvo, às vezes, a dificuldade para lê-lo), e um em português que causa riso ou pelo menos soa familiar, fico com a segunda opção. Escolher a primeira é, para mim, uma tolice. Se fóssemos levar ao pé da letra essa história de valorizar o original, para que colocar em português, então? Deixassem tudo originalíssimo, do título ao "The End". Pelo menos eu, nesse caso, não mais compraria gibis brasileiros (se é que se poderia adjetivá-los assim).

    Tomara que, em breve, não queiram fazer o que fizeram com o Super-Homem e passem a chamar nossos queridos personagens pelos nomes originais. Refiro-me, obviamente, àqueles que tiveram seus nomes adaptados para o português, como Pateta, Clarabela, Patinhas, Metralhas, e todos os outros.

    Para encerrar, se alguém contra-argumentar dizendo que o Rei Artur foi inglês e que o nome dele é com "h", quero lembrar que os mortos podem ter seus nomes grafados no vernáculo atual. Aliás, o costume nos países latinos sempre foi grafar os nomes dos monarcas, mesmo os vivos, no vernáculo.

    Acessem a Wikipédia e façam a comprovação nos verbetes "Rei Artur" e "Isabel II". Consultem também em outras línguas, mesmo as não-latinas.

    Pois é, essa história de deixar como no original, pelo menos para mim, não tem a menor graça.

    Só para manter essa edição de Pateta Faz História a meu gosto, vou digitalizar a capa e desaparecer com esse "H". Valorizarei não só minha relação com os Quadrinhos Disney, que não é nova, mas também os legítimos costumes latinos. Pelo menos contuarei lembrando com alegria dos tempos em que aprendi português primeiro nos gibis e depois nas gramáticas (e aqui me refiro às falas dos balões). Hoje, quando entrego um exemplar a meus filhos, aviso logo que o português ali escrito não é dos melhores. É realmente, uma pena. Bons tempos, os meus!

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  2. Tu é professor de português ou algo assim?

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  3. independente da grafia estar certa ou errada...

    eu prefiro q se mantenha com "H": pois já ficou estabelecido aqui dessa forma: agora acho q o melhor é manter do jeito q ficou conhecido (esteja certo ou errado)!!!

    no encadernadão capa-dura da panini "CAMELOT 3000" e no DVD de Excalibur... tá grafado "Arthur": assim, prefiro (particularmente falando) q se mantenha assim!!!

    é (quase) a mesma coisa q aconteceu com o Puf e a Sininho... de uma hora pra outra resolveram alterar pro original o nome de 2 personagens q toda a minha geração conhecia por outro nome.

    sou da política de q "ajoelhou, tem q rezar"... começou d eum jeito... tem q ir assim até o fim!!!

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  4. quer dizer...

    em alguns casos EXTREMOS eu sou a favor de mudandça sim.

    Qdo Batman começou a ser publicado no Brasil... a editora chamava a cidade dele de "Riacho Doce"!!!

    é claro, q numa situação absurda dessas... renomear algo já estabelecido faz-se necessário!!!

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  5. Cheguei ao blog via link para o post "Editora Abril lança novos gibis de autores nacionais", mas ele simplesmente sumiu quando fui reler. E o tema é de interesse geral. Poderiam nos dar alguma explicação plausível para o misterioso sumiço?

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  6. Tudo bem, Celbi? Não há mistério nenhum. O post não estava finalizado e entrou no ar por acaso (como outras vezes já ocorreu, a propósito). Haverá imagens das HQs e contatamos Lucas Lima para uma breve entrevista. Mais alguns dias e o serviço estará completo.
    Abraço.
    E.Rodrigues

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  7. Nós que acompanhamos as publicações de quadrinhos nas últimas décadas já vimos muitas coisas absurdas. Nomes de personagens são trocados, adaptados e muitas vezes as traduções se perdem. Por exemplo: se vc lê uma hq Disney na lingua do país de origem, dá pra ter uma impressão correta do roteiro e tal. Mas, se lê uma tradução... aí já corre o risco de que se perca parte do que o autor pretendia passar... e muitas vezes, pode ocorrer uma descaracterização total da história. Tenho percebido isso ao ler e comparar hqs Disney dos E.U.A/Dinamarca, e também das hqs italianas... As falas nos balões (já traduzidos) muitas vezes, não tem nada a ver com as expressões originais... É preciso cautela, ao traduzir e procurar ser fiel ao intuito dos artistas criadores da hq. Sei que é uma tarefa difícil e inglória, às vezes, pois numa hq pode haver muitas gags ou situações/expressões que só são engraçadas para os leitores do país que produziu a hq, e para nós, no Brasil, é necessário adaptar... Enfim, são elementos que enriquecem e desafiam o imaginário dos leitores e dos editores também. Abs. Paulo.

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  8. Caro, Caio,

    Não sou professor de português, não.

    Mas, se vc me confundiu com um, agradeço.

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  9. Isso que o Paulo falou fica EVIDENTE quando lemos a história "o mistério da cafeteira" que saiu em Minnie 4 ou 5. Simplesmente DISTORCERAM TODA A HISTÓRIA na tradução, inventando um tal de dia para patópolis parar que NÃO EXISTE na versão dos EUA, conforme o blog do nosso amigo Ludy mostrou.

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  10. O sergiokid lembrou bem, essa hq "O Mistério da Cafeteira" teve mesmo esse deslize na tradução, e é um exemplo do que eu disse. Soma-se isso ao fato de que o tamanho e formato dos balões devem permanecer inalterados quando se traduz (fazem parte do layout da tabela, e mexer neles implicaria em mexer também no background do quadrinho), então somente o texto é substitído (seria impossível adaptar os balões, e um preciosismo exagerado até) mas o que acontece é que muitas vezes temos balões enormes (necessários para o idioma original) para pouco texto quando traduzido, e fica um pouco estranho a sobra de espaço vazio e em branco nos baloes, e textos "nadando" dentro dos balóes... Outro fator é a própria caracterísitica do idioma, por exemplo, as hqs originais em inglês utilizam menos palavras por expressões ou frases. E no idioma italiano, os balões são repletos de palavras, as páginas tendem a ter mais textos, etc... Enfim, são peculiaridades de cada idioma, e que devem ser levadas em conta na hora da tradução, uns são mais concisos, outros são prolixos, enfim... A magia acontece quando temos o encontro e a sincronicidade dos vários elementos que formam a hq. Aí o leitor entra na história e não vê, nem percebe, nada disso... Abs.

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  11. Vocês viram? Até o nome do Sapo Caco, dos Muppets, agora tem de ser chamado de Kermit.

    O vídeo explicando o porquê da mudança é ridículo. Senti-me tratado como um idiota, que não sabe nem chamar o nome de um singelo personagem.

    A Disney, por meio sabe-se lá de quem, adotou, há pouco tempo, uma política (a que eu qualificaria, no mínimo, de tola) de impor os nomes “originais” de seus personagens mundo afora. Uma espécie de síntoma da globalização, porém apenas com eles, os americanos (ou melhor, estadunidenses, porque eu e todos os brasileiros somos americanos, e não apenas eles) dando as regras, impondo a todas as nações servis os nomes dos personagens que eles criaram ou adaptaram para o cinema.

    Nem acreditei quando, assistindo a “Os Incríveis”, vi que todos os personagens tinham nomes portugueses, brasileiros. Parecia que o filme estava mais próximo de nós, dada a familiaridade que a audição daqueles nomes “comuns” despertava.

    Eis que, então, surgiu a antítese dessa nova era, que nem durou. Fomos do 8 ao 80. Adeus, Sininho. Agora, temos de chamar de Tinker Bell. Caco? Kermit é como deve ser chamado.

    Creio que o inteligente, perspicaz e singular autor dessa ideia de impor o “nome original” deve ter um lugar-tenente aqui no Brasil, país cujos nacionais adooooooooram uma palavra em inglês, ainda que tenham de desaparecer com o terno equivalente em português. Aliás, nem duvido que o próprio autor original dessa “sacada” seja um brasileiro (quem diria!), um traíra, na linguagem popular.

    Num país onde até teatro tem, agora, de se chamar tHeatro, nada mais me surpreende. A propósito, para algum estrangeiro que não saiba, nós somos loucos por hh’s (talvez por uma pena inconsciente de saber que é uma letra muda, coitada!).

    Ai, ai, sinal dos tempos. Ou será do fim dos tempos?

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