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21 de fev de 2011

Boom Kids vira "kaboom" e promete Peanuts. E mais...

Por E. Rodrigues

Em outubro passado, a americana Boom divulgou teaser do que parecia ser uma mudança significativa, para 2011, em seu selo Kids. De lá para cá, mudanças de fato ocorreram (acompanhe um resumo mais adiante), culminando hoje com mais dois teasers: o primeiro, indicando que a divisão infantojuvenil passa a se chamar "kaboom" (provavelmente, com o intuito de frisar a diferença para sua linha adulta); já o segundo, mostra que vem aí Peanuts, pelo selo já renomeado.


Desde então, tivemos:

— o fim de todos os títulos Disney-Pixar (cuja volta seria anunciada, há pouco, via Marvel estranhamente estreando com material originalmente produzido e lançado pela própria Boom!).

— o fim de toda a produção da linha Disney-Muppet (porém, os encadernados dos materiais já publicados continuam prometidos — Pixar, inclusive).

— a estreia de mais quadrinhos (inéditos, produzidos pela própria Boom!) baseados em desenhos animados do Disney Afternoon: depois da bensucedida empreitada com Darkwing Duck, a editora apostou em Rescue Rangers (Tico e Teco & Conexão Salva-Ação, cuja publicação se iniciou em dezembro) e já promete DuckTales para maio.

— a substituição das longas sagas italianas contemporâneas (Mágicos de Mickey, Ultraheroes e DonaldDuplo, por exemplo) por medalhões infalíveis, como Carl Barks, Don Rosa e Floyd Gottfredson. A iniciativa até deu oportunidade para que uma edição de Donald Duck (#363) abrisse com uma história (muitíssimo bem) desenhada por um brasileiro: Carlos Mota e sua A Saga do Capitão Patópolis, roteirizada por Geoffrey Blum (e publicada no Brasil em Pato Donald do mês passado).

a volta dos especiais de clássicos, como a reedição de Walt Disney's Comics and Stories desde seu #1 e compilações de HQs de Don Rosa, por exemplo. A editora, assim, parece ter desistido da linha mais luxuosa que havia adotado inicialmente para compilações, com capa dura e sobrecapa em couché — uma delas, Valentine's Classics, trouxera a brasileira e controvertida O Casamento do Pato Donald, a propósito.

— a publicação de edições especiais únicas, em formato Prestige (americano, aproximadamente 60 páginas, lombada quadrada). Sobre a de Mickey, tratamos há pouco. Hoje, a editora divulgou outro one-shot, dessa vez estrelando Tio Patinhas numa dobradinha Barks/Rosa (ideia similar à da Gemstone, na precocemente abortada The Barks/Rosa Collection).

— agora, seu próprio rebatismo e a promessa da publicação de Peanuts (inédito?!).



Para maio: edição especial com The Mysterious Stone Ray (O Ouro e o Repolho, O Melhor da Disney #6), de Barks, que levou Don Rosa a produzir Cash Flow (Fortuna Flutuante — curiosamente a primeira HQ de Rosa publicada no Brasil, em Tio Patinhas #291, 1989)


2 comentários:

  1. OLá, pessoal do Planeta Gibi.

    Eu não conheço o "Peanuts". Já vi nas livrarias alguns livros e tal com as tirinhas, mas não conheço a fundo. Nunca li. O que eu conheço é a turma do charlie brown - série animada para TV que ganhou alguns especiais de longa metragem.
    Aí vocês vão dizer: mas é a mesma coisa!
    E eu digo: depende! Se diz isso em relação aos personagens, sim. Mas o universo que é retratado nas tirinhas é bastante maior do que o que vi na TV, muito diferente até.
    Então, fica a dúvida: o que eles vão lançar de Peanuts? Revista mensal ou mais um book com tirinhas?
    Aguardo resposta.
    Um abração. FabianoCaldeira.

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  2. Fabiano, o anúncio da Boom, ou kaboom!, resume-se à ilustração mostrada neste post. Imagina-se que seja material inédito porque a Fantagraphics é quem tem reeditado as tiras com os personagens (livros reproduzidos, aqui, pela L&PM).
    Abraço.

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