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2 de jun de 2015

65 Anos Bem Contados: 1971-1980 (Parte 3 de 3)

Uma das maiores decepções para os colecionadores é a historinha que fecha este capítulo. 

Mas, antes... Como nasceu o Tio Patinhas? Tá no GRANDE ALMANAQUE DISNEY!... Esta era a parte mais memorável do jingle de televisão do lançamento dos tais fascículos, numa das poucas vezes em que se viu quadrinhos Disney sendo anunciados na TV. 

Outra vez foi no final da década de 1970, na finada TV Tupi: "Clube do Mickey: um oferecimento de Brinquedos Estrela e Editora Abril", anunciava o locutor a cada entrada comercial do programa. E seguiam-se comerciais simplesinhos dos gibis da Abril (nunca vistos em outras emissoras). 

Fechamos aqui os vigorosos anos 1970, desde set/1977, passando pela entrada da Marvel na Abril e a adoção do formatinho, pela primeira vez que se tenha registro, nos gibis de linha — e, claro, a estreia não poderia deixar de ser em outro, senão no pioneiro gibi do PATO DONALD!





O GRANDE ALMANAQUE DISNEY foi composto por 25 fascículos em tamanho gigante, totalizando 416 páginas recheadas de HQs, todas remontadas, e curiosidades sobre os personagens. A capa dura foi vendida junto com a edição #16. Tanto o volume encadernado (por seus colecionadores, claro) como os fascículos avulsos são dos itens disneyanos mais raros, senão impossíveis, de serem encontrados. Além do comercial de TV já citado, seu lançamento foi assim anunciado em O PATO DONALD #1350 (23/set/1977). Muito tempo depois, a obra já encadernada (mas com capa inédita) foi vendida por reembolso postal renomeada para O GRANDE LIVRO DISNEY, muito menos difícil de ser adquirida, ainda hoje, em sebos


ZÉ CARIOCA #1361 (9/dez/1977) anunciou assim essa publicação, seguramente das mais difíceis de serem encontradas hoje pelos colecionadores. Na época em que a Turma da Mônica ainda era a Turma do Mauricio, esse pôster trazia em seu verso uma história em quadrinhos. Sempre vale chamar a atenção para o fato de Magali, então, ser tão coadjuvante que nem merecia figurar ali






Convenhamos: MICKEY ESPECIAL teve propaganda mais bonitinha do que as dos dois DISNEY CAPA BRANCA que o antecederam. Depois daqui, veja só, a Editora Abril só voltaria a publicar um especial Disney com capa dura 36 (trinta e seis!) anos depois, com DRAGONLORDS. A coleção, desde então, tende a crescer significativamente. (Acima, página de PD #1364, 30/dez/1977)






Quando Star Wars ainda era Guerra nas Estrelas (e Tinker Bell era Sininho, e Kermit era Caco, e Ió era Bisonho etc.), O PATO DONALD #1378 (7/abr/1978) anunciou assim a revista especial da Abril. O filme havia estreado por aqui em 18 de novembro






AUDAX é bangue-bangue! AUDAX é ficção científica! AUDAX é terror! AUDAX é... um fracasso! Anunciada em ZÉ CARIOCA #1383 (12/mai/1978), durou apenas 11 edições




Essa EDIÇÃO ESPECIAL DE LULU E BOLINHA A FESTA DAS BRUXAS é um primor. E ainda repetiu a estrutura do especial anterior, VIAJANDO PELO MUNDO, com histórias de tramas interligadas. Depois, A FESTA DAS BRUXAS seria considerada pela Abril o ALMANAQUE LULU E BOLINHA #2 (que durou 28 edições, até 1991). A propaganda acima é uma página de ZC #1403 (29/set/1978)



Brindes, prêmios, concursos, cupons (para serem recortados na beirada da capa, grrr!)... expediente comum na época. O tal "Envelope da Sorte" foi anunciado em PD #1406 (20/out/1978)

E por falar em brindes, e já que não existe propaganda nos gibis em questão, vale registrar que entre as edições #1325 e 1337 (de 1/abr a 24/jun/1977) de ZÉ CARIOCA e O PATO DONALD, a Abril pôs nas capas o selo "Grátis! Bingola Disney". Dentro, avulsa, uma cartela impressa em frente e verso para jogar com as tampinhas de Coca-Cola e Fanta. Essas cartelas foram distribuídas também nos gibis de outras licenças, inclusive MÔNICA e CEBOLINHA (mas aí, o selo só dizia "Grátis 1 Cartela Bingola", e sem a imagem da tampinha com Huguinho, Zezinho e Luisinho). A Bingola Disney, que tinha propaganda massiva na televisão, foi uma febre não só por causa das cartelas (que eram numeradas e, portanto, colecionáveis), mas sobretudo por conta das tampinhas. Na primeira fase houve 36 diferentes estampas. Depois de algumas semanas, essas desapareceram e foi iniciada a segunda e última fase, com outros 36 personagens. O (mega) sucesso encorajaria a Pepsi a lançar coleção similar, ainda que mais modesta, com os personagens de Hanna-Barbera e cartelas distribuídas nos gibis HB, que tinham acabado de se mudar da Abril para a RGE. Houve uma reedição da Bingola tempos depois, mas o frisson de 1977 não se repetiu



Esta foi a primeira vez que o gibi EDIÇÃO EXTRA trouxe número na capa (anunciado em ZC #1413, de 8/dez/1978). Explicamos aqui, no primeiro capítulo sobre os anos 1970, de onde veio esse número 90 inventado



Em mar/1979 (e não fevereiro, como consta do expediente da revista) chegou às bancas o ALMANAQUE DO CASCÃO #1 (de verdade). Estava ali inaugurada a complicadíssima SÉRIE ALMANAQUE (anúncio em PD #1426, de 9/mar/79). E esse ALMANAQUE DO CASCÃO foi um evento: era a primeira vez que um personagem sem revista ganhava um especial similar na Abril (veja a lista completa dos especiais Abril no estilo almanaque aqui, no capítulo anterior desta série). Ah, sim... e "No mês que vem é o PICA-PAU"...



O CLUBE DO MICKEY não seguia o padrão gráfico dos demais gibis Disney, já que era impresso num papel grosso, offset. O anúncio acima é uma página de O PATO DONALD #1426 (9/mar/1979)


RECRUTA BIRUTA foi o único personagem da Harvey a ter título periódico publicado pela Abril. Suas histórias já haviam saído três anos antes pela Vecchi, com o título SOLDADO VALDEMAR. Hoje, Gasparzinho, Brasinha, Riquinho, Bolota, Brotoeja e demais personagens da Harvey, além de Luluzinha e Bolinha, pertencem a uma divisão da DreamWorks, empresa fundada por Steven Spielberg, Jeffrey Katzenberg e David Geffen e que atualmente tem seus produtos distribuídos pela Disney. Acima, calhau em PD #1440 (15/jun/1979)


Super-heróis nada tinham a ver com o que a Abril publicava. Mas a ela cabe o mérito de os ter tornado populares, vendáveis e escancarado uma porta para toda sorte de publicações similares e também dedicadas a um público mais adulto, inclusive para outras editoras. Já abordamos isso num texto de 2009, quando dos 30 anos de Marvel na Abril (veja aqui). A estreia de CAPITÃO AMÉRICA, o primeiro gibi de super-herói da Abril, à parte os pré-históricos RAIO VERMELHO e MISTERIX, foi também anunciada em O PATO DONALD #1440 (15/jun/1979)


Há coisas que não melhoram com o tempo. A propaganda acima já era sem graça em 19/out/1979, quando saiu em PD #1458. E parece pior hoje! Só serve para contextualizar alguns títulos da época


Olhe ele aí! Falamos rapidamente do Manual da Mônica no penúltimo capítulo desta série. Quando lançado, chamou a atenção ele não ter capa dura (mas esse luxo nem a terceira edição do Manual do Escoteiro Mirim, de dez/1978, teve) e não trazer aquelas ilustrações caprichadas e multicoloridas dos manuais Disney. A página acima é de ZC #1459, de 26/out/1979


ZÉ CARIOCA #1467 (21/dez/1979) ajudou a divulgar o 4º volume da SÉRIE OURO DISNEY (por sinal, o primeiro NATAL DE OURO). Leia aqui nosso artigo sobre todos os volumes da série. A capa é um remake de CHRISTMAS PARADE #9, da Dell (dez/1958), com o Prof. Pardal no lugar de Tico e Teco e Peninha no lugar de Chiquinho e Francisquinho


Acima e abaixo, propagandas que saíram em ZÉ CARIOCACAPITÃO AMÉRICA (de novo essa ilustração?!), na edição #1472 (25/jan/1980), e...


...HERÓIS DA TV, na edição seguinte. Essa série institucional teve outros personagens da casa, incluindo um impagável Zé Carioca fantasiado de Pato Donald e fazendo propaganda de ambos (mas que não saiu nem em PD, nem em ZC). Veja-a nesse post

A mancha que se vê no anúncio de CAPITÃO AMÉRICA foi causada pela estampa transferível para tecido impressa na capa do gibi. Claro, não haverá nenhuma propaganda disso nas páginas de ZÉ CARIOCA nem de PATO DONALD (a partir daqui, sem o artigo): foi ali que começou uma nova fase para todos os gibis. 

PATO DONALD #1470 chegou às bancas em 11 de janeiro de 1980, uma sexta-feira, e causou impacto: depois de quase 30 anos, seu letreiro mudara. A revista ganhava uma capa em papel couché (e, consequentemente, passava de 32 para 36 páginas). A capa, dobrável, trazia uma estampa para camiseta, a Quacmania. As histórias tinham um colorido especial, nunca antes visto nos gibis Disney (e ficaria sem ser visto de novo por muito tempo, pois só seria usado naquela edição e na do  seguinte). E o gibi perdera 2 cm de altura. Pode parecer pouco, mas o fazia parecer um pocket quando perfilado aos demais na banca. Era inaugurado ali o formatinho, em seguida adotado por quase todas as demais publicações, inclusive as das outras editoras



Repare no texto: alguém pode nos dizer o que Clarabela e Urtigão estão fazendo naquela "relação completa do bando"? O "Bronzeador do Mancha Negra", por algum motivo, não aparece na foto. Propaganda da Phebo em PD #1478 (7/mar/1980)


Para descabelar os colecionadores contumazes: Destaque e Brinque, não raro, incluía HQs. Como ocorreu na edição acima. Mas também em edições com personagens Disney, Hanna-Barbera, de Mauricio... Anúncio publicado em ZC #1479 (14/mar/1980)


Depois de menos de dois anos na RGE, os personagens de Hanna-Barbera voltaram para a Abril. E em altíssimo estilo: a chamada "HB 80 Nova Série" tinha inclusive propagandas na televisão (com desenho animado e tudo, onde os personagens percorriam uma montanha russa). Não há registro da reestreia da HB nas páginas de PD ou ZC. Então vale a acima, mesmo (publicada em ZÉ CARIOCA #1489, 23/mai/1980)


Acima, a versão simples do anúncio do álbum Jogos Olímpicos (PD #1490, 30/mai/1980)


Difícil era saber o que fazer com as gordurosas tampas de margarina com personagens —acima, a versão com a turma da DC, anunciada em PD #1504 (29/ago/1980)



Quando DISNEY ESPECIAL ganhou reedição desde o #1 (como anunciado em PD #1506, de 12/set/1980), uma nova esperança surgiu: nem importava muito que ele não tinha a mesma quantidade de páginas do original. Difícil foi segurar a expectativa de um ano até que chegasse o impossível #6, Os Inesquecíveis! Finalmente a mítica edição estaria ao alcance de todos! E, então, finalmente, depois de meses de espera, de angústia, de expectativa... Bem... provavelmente todo mundo sabe: a Abril pulou a raridade. Até hoje, isso serve de exemplo para contrapor o desejo do colecionador com a vontade (ou seja lá o que for) do editor. Será que esses profissionais nutrem uma espécie de sadismo em relação aos seus mais fiéis clientes? Algo como: ah, você quer? Mas... o quanto você quer? Muito? Demais? Hm... E você sabe que não me custaria nada fazer isso, né? E provavelmente se esgotaria em dois tempos, não? Pois então: eu não vou fazer e ponto!


Na continuação desta série, os excitantes anos 1980!


Por E. Rodrigues & Rivaldo Ribeiro
Publicado originalmente em 10/jan/2011





29 comentários:

  1. Tenho o mickey especial 50 anos, esta edição tem a melhor seleção de histórias que já li na vida...

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  2. Mais uma vez vocês estão de parabéns pela publicação desta matéria que ficou espetacular.

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  3. Sempre que eu via os anúncios da "Linha de Vilões Disney" eu me questionava por que a Clarabela estava lá (o Urtigão, menos, porque em uma ou outra história ele tem um papel no mínimo ambíguo). Mas meus questionamentos não paravam por aí. Eu pensava por que alguém lança uma linha de vilões. Vilões? Especialmente quando se para para pensar que a pasta de dentes levava o nome de João Bafo de Onça. No mínimo faz lembrar aquela história italiana do Tio Patinhas que sairia poucos anos mais tarde, em que ele faz anúncios desancando seus próprios produtos para vender mais.

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  4. Puxa deve ter dado um trabalhão compilar todas essas informações. Algumas eu nem sabia. Valeu muito a pena rever tantas coisas legais. Deveria ter uma publicação impressa com a história das publicações de quadrinhos no Brasil, assim, com imagens e textos, como foi feito aqui. É uma boa sugestão para a editora Abril. Valeu. Abs.

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  5. Cara, viajei no tempo. Como a maioria das revistas que tenho é dos anos 70 e 80, vi e conheço e quase todas essas propagandas. Sensacional.

    Um dos poucos DE que tenho é o "Os Inesquecíveis". Às vezes nem acredito que o comprei por uma pechincha há uns anos atrás.

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  6. Mais um excelente poster,parabéns amigos deste blog!;)

    Que continuem com essa série nota DEZ!:D

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  7. Gostaria de saber por que que antigamente, a Maurício de Sousa Produções incluiam mais a turma da Tina nas propagandas e nas histórias.

    Achei ótima essa série, vocês estão de parabéns.

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  8. Nossa... me recuso a acreditar que botaram a Clarabela como um vilã disney,em que mundo os caras da Phebo vivem?Acho q até quem mora em plutão,sabe q a Clarabela NÃO é uma vilã.E além disso,de quem será que foi a brilhante idéia de colocar o João-BAFO-DE-ONÇA(PRESTE ATENÇÃO:BAFO-DE-ONÇA)na embalagem de pasta de dente? Só rindo pra não chorar...
    E parabéns ao Planeta Gibi pelo ótimo trabalho!

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  9. Convenhamos que "Pasta do João Bafo de Onça" soa melhor que "Pasta do Bafo". Aí iria ser um tiro no pé de proporções cósmicas.

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  10. Gostei mesmo foi do bronzeador do Mancha Negra! ( E quem foi que disse que vilão não é chamado para fazer propaganda?)
    E.Rodrigues

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  11. E.Rodrigues & Rivaldo, essas figurinhas do Achou, Ganhou! possuem alguma informação no verso? Abraço!

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  12. resiak74, tudo bem?

    Possuem sim, frases muito engraçadas por sinal.
    Do tipo, "Quem pena! A premiada você deixou na banca!".
    Não eram figurinhas para álbuns, nem numeradas, mas absolutamente colecionáveis, por conterem 'imagens' de capas de gibis, esta por exemplo, é de uma capa de Barks.
    Quem achasse o vale brinde ganharia os prêmios indicados.

    Achar nos dias de hoje um gibi do Pato ou do Zé com a figurinha no envelope ainda lacrado... é muita sorte!

    Grande abraço
    Rivaldo

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  13. Parabéns! Oh! Mas, essas matérias estão trazendo de volta algumas lembranças do que tempo em que ler quadrinhos era apenas um passatempo de criança inocente. Não que hoje não seja, mas é que hoje em dia os adultos leem mais quadrinhos do que as crianças (quer apostar?) e seu colecionismo já não é apenas pela inocente questão de ler alguma coisa.
    Um abração a vocês do PLaneta Gibi. Estão de parabéns!

    FabianoCaldeira.

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  14. A continuação (1981-1990) sai hoje ou amanhã?

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  15. Adler, aguarde um pouquinho! Os anos 1981-1990 renderam posts muito bacanas.

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  16. Eu gostaria de aplaudir de pé o Planeta Gibi por essas excelentes matérias. Ainda tenho guardados minha carteirinha e meu diploma do Clube do Mickey. Meu álbum dos jogos olímpicos Disney também está completinho.

    Eu tinha uma coleção completinha das tampas de margarina com super-herois, mas minha mãe me obrigou a jogar fora! Arrrggghhh! (Não tenho certeza, mas acho que teve também uma coleção com personagens da Marvel por uma marca concorrente de margarinas.) Minha coleção de latas de Farinha Láctea com personagens Disney também fui obrigado a jogar fora. Estou com vontade de chorar!

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  17. Xii, pelo visto, os anos 1981-1990 vão ter que ser divididos em 3 partes também, estou certo?

    Mas não há problema, vale a pena esperar por posts tão maravilhosos que vocês fazem.

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  18. Está na hora do Planeta Gibi ser lembrado no "Prêmio HQ MIX".

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  19. O Planeta Gibi só aborda quadrinhos de livraria quando há contato estreito com o que se publica (ou publicou) em gibis —apesar de buscarmos divulgar/listar todo lançamento de publicação de HQs, quando assim solicitado pelas editoras (via press releases). No passado, sites também com abordagem segmentada até foram indicados ao prêmio, mas não levaram. Consigo conviver com o fechamento de qualquer site de notícias (que pena, mas outro tomará seu lugar). Mas Guia dos Quadrinhos, Nostalgia do Terror, Inducks e Vila Xurupita, por exemplo, não têm similar minimamente comparável na rede. Se desaparecessem, além de fazer uma falta danada, não seriam substituídos nem facilmente, muito menos rapidamente (se é que seriam). Como Nostalgia e Guia, pelo menos, já foram indicados e (assombrosamente) não levaram, entendo que a categoria do troféu HQMix para mídia não comporte especialidades (e, a bem da verdade, estes sites então nem sequer deveriam ter sido indicados). Abraço. E.Rodrigues.

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  20. Simplesmente maravilhoso esse estudo de vcs... eu sou de 74 e me lembro de pouca coisa porque não tinhamos dinheiro pra comprar Gibis... mas me lembro de todas essas tampas de margarina ( eu e meus irmão catávamos no lixo, era uma festa!!!!)...

    Vcs lembram de uns gibis que eram ofertados em caixas de sabão em pó?

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  21. Jackson, além do Presente de Rinso, do início dos anos 1970, também lembramos do Omo, que se recortava a caixa para trocar na banca por um gibi Disney, Luluzinha ou Bolinha. Na triagem final do que postaríamos aqui, essa foi descartada por causa do espaço. Um abraço.

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  22. Olá
    Segue o link abaixo da foto que mostra a capa e a primeira parte da história da Turma do Maurício em Poster (na realidade o fundo da capa era azul e não branca)

    Capa:
    http://i474.photobucket.com/albums/rr107/willyaoqui/turmaemposter.jpg

    História (1ª parte):
    http://i474.photobucket.com/albums/rr107/willyaoqui/digitalizar0027.jpg

    Abraços

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  23. Willy, essas imagens são muito raras. Obrigado por contribuir. Quando formos atualizar o Guia de Colecionador da Turma, Editora Abril, iremos colocá-las lá.
    Abração.

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  24. Putz!! Que matéria maravilhosa!! Vi tudo isso acontecer e me diverti bastante!! Colocionei e brinquei muito de Bingola Disney!! Nem me lembrava do Grande Alamanque Disney, que comprei alguns exemplares!! A revista Pôster da Turma da Mónica... Clube do Michey... o surgimento da Marvel na Editora Abril... quantas recordações maravilhosas!! Parabéns pela matéria!! Adorei rever uma parte muito boa de minha vida!! Abraços!

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  25. Em 80, quando houve o triunfal retorno dos personagens da Hanna-Barbera nos quadrinhos da Abril, quatro coisas estavam muito ligadas entre si: Disney->Hanna-Barbera->Abril->Globo.
    É que a Globo, naquela ocasião, estava exibindo muita coisa da Hanna-Barbera. Principalmente: Os Flintstones (e seus respectivos spin-offs), Zé Colméia (e seus respectivos spin-offs), Manda-Chuva e Scooby-Doo (e seus respectivos spin-offs).
    Lembro-me que estas campanhas publicitárias deste triunfal retorno dos personagens da Hanna-Barbera na Abril (em formato animado) tiveram uma enorme veiculação na TV, inclusive na Globo!

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  26. Gosto muito deste trabalho detalhado dos "65 Anos Bem Contados", já reli varias vezes, parabéns.
    Mas é verdade que você escreveu no final quanto ao desejo dos fãs colecionadores ir de encontro com os editores, é trágico cômico, um drama. O que um "quarentão" não daria, em dinheiro é claro, por uma coleção de uma cartela Bingola, tampinhas de refrigerantes com personagens, moedas Disney, pôsteres, etc.
    Itens que muitos tínhamos de monte e se perderam com o tempo, poucos conseguiram mantê-las.
    Acredito que isto é um quinhão para as empresas investirem, mas não consigo entender o que se passa na cabeça destes empresários, além do dinheiro é claro. Me perdoe a repetição da frase.

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  27. Valeu, Wesley.

    De fato, constatamos que esta série tem audiência contínua.

    Então, tratamos aqui de dar uma melhorada na qualidade dos scans (sem, contudo, deixá-los lavados) e uma atualizada nos textos.

    Abs.

    E. Rodrigues

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  28. Procuro desesperadamente por tampinhas fanta bingola, caso alguém tenha alguma informação de quem possa tê-las fico agradecido pela informação. Meu Whatsapp +55 14 9-81191817,Obrigado, e desculpe-me a direção do blog...é desespero mesmo.

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  29. Vendo esta capa do nº 2 da 2ª série dos Flintstones na Abril (com o Fred se esbaldando no esqui aquático), duas coisas me vieram na mente: a represa de Guarapiranga (aqui em São Paulo) e a abertura de outro clássico da Hanna-Barbera: Wally Gator (parte do show Wally, Lippy & Touché [Hanna-Barbera/Columbia Pictures, 1962-63]), com o jacaré metido a playboy circulando pelos Everglades (região pantanosa do estado norte-americano da Flórida), a bordo de um barco equipado com motor de popa.

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