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9 de nov de 2010

Fiapo e La Peña — Devir


Ébano, o garoto esperto que ajuda o Spirit, de Will Eisner, mais o sombrio Batman concebido pelo animador Bruce Timm, nos anos 90, inspiraram o artista brasileiro Danilo Fonseca a criar as aventuras desses novos personagens que você tem nas mãos. Uma série noir, com ritmo de de-senho animado e ação ambientada no mundo do crime.


Não foi uma obra criada do dia para a noite. Na verdade, muitas noites de insônia sobre a prancheta de desenho – depois de centenas de esboços, muita matutação e maturação – conduziram o autor à definição de sua saga gráfica. Uma obra imaginada como desenho animado. Porém, sabiamente desenvolvida primeiro em curtíssimos episódios em quadrinhos.



Danilo Fonseca é gaúcho de Pelotas. Nasceu em 1948 e cresceu em pequenas (naquela época) cidades-satélites de Porto Alegre. Eram lugares tranquilos, onde fazia coisas de guri, como jogar bolinha de gude, futebol em campinho, tomar banho de arroio, empinar pipas. Mas também fez coisas arriscadas para uma criança, como voar no lugar do contrapeso em avião do tipo Teco-Teco, no aeroclube de São Leopoldo, além de lavar os automóveis dos pilotos e ajudar seu pai, como torneiro mecânico. O próprio Danilo nos responde sobre sua vida de artista:


“Quando a cultura pop chegou no Sul, ela me pegou com o rock, o cinema e os quadrinhos. Todos os tipos de quadrinhos. Meu pai comprava semanalmente gibis da Disney, de faroeste e de super-heróis, entre outros. Assim, meu gosto por quadrinhos e desenhos surgiu naturalmente. Comecei fazendo quadrinhos em uma revista underground, criada por mim e outros amigos, durante minha juventude. Se chamava Araruta. Também publiquei um personagem de quadrinhos, “O Jacaré”, em jornais universitários e no Zero Hora, de Porto Alegre, onde ilustrei algumas capas de um suplemento.”


“Fui fisgado pelo desenho animado. Comecei junto com Otto Guerra no estúdio de Felix Folonier, onde trabalhei com animadores argentinos. Depois, vim para São Paulo, para a Start Desenhos Animados, do Walberci Camargo (realizador do longa Grilo Falante). Aqui, novamente, trabalhei com mais animadores argentinos e novos artistas paulistas. Foi onde aprendi muito. Só havia estudado desenho básico nas escolas, como geometria, perspectiva etc. Depois, trabalhei com Clovis Vieira (do longa Cassiopeia), e em outros estúdios de desenho animado já extintos, como free-lancer. Fiz a abertura do programa da Xuxa, dos filmes dos Trapalhões, curtas do Chico Bento e muita publicidade. Também fiz As Cobras, do Luiz Fernando Veríssimo, para o Otto Guerra. Fiz Gummy Bear e Bonkers para a Disney, via HGN, do Haroldo Guimarães.”


“Paralelamente à animação, ilustrei livros para editoras como Moderna, Scipione, Saraiva, Editora do Brasil e Melhoramentos, além de fazer muito storyboard de publicidade. Ilustrações de tirinhas do Alegria para Abril, quadrinhos da Angélica para Globo. Cavaleiros do Zodíaco para colorir, um montão de cartuns para revistas de piadas. E até quadrinhos eróticos.”


“Eu diria que Fiapo & La Peña foi consequência da minha paixão por quadrinhos. Eu considero essa forma de arte a que mais exige, artisticamente, do profissional de desenho. E algunsdstjntejmwrehrhew dos artistas de quadrinhos não ficam nada a dever aos mestres da pintura. Gosto do trabalho de muitos desenhistas, mas citaria Wil Eisner e Jack Kirby entre os maiores. Os que mais me influenciaram. Assim como o ‘estilo’ Disney de uma maneira geral.”




Fiapo e La Peña
Formato: 20,5 cm × 27,5 cm
Miolo: 56 páginas PB em papel off-set 90g/m²
Acabamento: Brochura com laminação brilhante
História & Arte: Danilo Fonseca






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