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17 de out de 2010

Júlia Kendall ganha sobrevida

Por José Rivaldo Ribeiro & E. Rodrigues

Vencedora neste ano do troféu HQMix de Melhor Publicação de Terror/Aventura/Ficção, Júlia Kendall — Aventuras de uma Criminóloga tem pelo menos mais duas edições garantidas, as de novembro e dezembro, confirmou a Mythos Editora para o Planeta Gibi. Há alguns meses, a editora havia anunciado o cancelamento do título, um dos melhores em circulação no Brasil. A notícia causou certa comoção nos leitores de Júlia e repercutiu pela net. Desde então, esta é a segunda sobrevida conquistada pela revista.



O Planeta Gibi Comic Shop vende as edições sempre com descontos, inclusive os lançamentos — assim como os demais títulos da Bonelli Comics (clique aqui e confira). Em agosto, o Planeta Gibi realizou duas promoções envolvendo o título, num esforço de torná-lo conhecido dos leitores de outros quadrinhos. Agora, portanto, há nova oportunidade para quem ainda não conhece as aventuras da criminóloga.

Quem é Júlia Kendall?

Júlia é uma professora de criminologia da universidade de Garden City, situada a cerca de uma hora de Nova York. Também ajuda a polícia a solucionar crimes na cidade e arredores. Júlia vive em companhia de sua gata Toni e de sua empregada Emily Jones. Pesadelos frequentes atormentam a criminóloga, derivados de misterioso trauma (de origem não conhecida pelos leitores).



Seu universo

As tramas que envolvem Júlia são de qualidade bem acima da média da que se costuma encontrar nas bancas. Assassinatos que parecem simplesmente inexplicáveis, cenários macabros e assustadores, noites geladas e tempestuosas, sequestradores, ladrões de órgãos, serial killers... Esses são os elementos constantes de suas aventuras. Para fugir do superficialismo, o criador e roteirista da série, Giancarlo Berardi, chegou a fazer um curso de criminologia no Instituto de Medicina Legal de Gênova, na qualidade de observador.

O início

Criada por Giancarlo Berardi (pai também de Ken Parker), a personagem ganhou seu título na Itália em out/98 pela Sergio Bonelli Editore, estando hoje no #142. Júlia foi criada à semelhança de Audrey Hepburn. Berardi explica: a atriz foi meu primeiro amor de cinema, quando eu tinha 5 ou 6 anos. E você nunca se esquece de seu primeiro amor! Quanto aos personagens coadjuvantes, o autor frisa sua importância, da mesma forma que pessoas comuns têm frequente interação com outras. A construção da trama, assim, busca aproximar-se ao máximo da vida real, através da representação verossímel da realidade. A quantidade de páginas (132) de cada revista possibilita tanto a construção do clima exigido por uma trama de suspense como também permite seu desenrolar sem atropelos.

No Brasil

Júlia Aventuras de uma Criminóloga estreou no Brasil em nov/04 seguindo a mesma cronologia italiana.  Em mar/05, a revista não foi às bancas. No mês seguinte, sua edição #5 chegaria renomeada para o título que carrega até hoje. A razão da mudança: desde a década de 1970 já circulava um título Júlia no Brasil (no caso, os romances açucarados publicados primeiro pela Abril, depois continuados pela Nova Cultural).


3 comentários:

  1. Que bom. Ganhei um exemplar numa promoção do Planeta Gibi e gostei do que vi. Só acho que as HQs tivessem cores seriam mais atrativas. Afinal, a concorrência é grande...

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  2. Britto, acredito que Júlia seja em preto e branco também na Itália. Mas as HQs são boas mesmo, não? Leio com prazer.
    E. Rodrigues

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  3. Também ganhei um exemplar de brinde. Já conhecia o gibi e gosto muito. Mas prefiro que continue preto e branco.

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