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29 de ago de 2010

O Relatório Ota do Sexo

Por E. Rodrigues

"Devido ao forte teor explícito de algumas imagens deste livro, substituímos todos os  CENSURADO  masculinos por inocentes cenouras! Da mesma forma, todas as  CENSURADO  femininas foram substituídas por singelas alfaces! Esta medida foi tomada para que este livro possa ser adotado nas escolas públicas nesses programas de governo... Também queremos entrar nessa bocada!" Após essa severa advertência, começa o desfile de abobrinhas que nem sabemos como conseguimos ficar tanto tempo sem!


Prometido pelo autor como o primeiro de uma série


Tão bom quanto um relatório Ota é a prosa de seu autor. Boa parte dos leitores costuma desprezar (ou, no mínimo, relegar a último plano) pré e posfácios de livros. Pois é justamente pelo saboroso posfácio que recomendamos que o leitor comece seu desfrute de O Relatório Ota do Sexo (Leya Cult / Barbanegra).

É ali que Ota explica como e porque começaram seus famosos relatórios (não foi em Mad, como muitos pensam), e dá pinceladas (opa!) de suas passagens por Vecchi, Três, Record, Mythos e Panini — não poupando palavrão ao justificar sua saída da multinacional italiana. Tudo com extremo bom humor, como lhe é característico. Até quando conta como quebrou a mão do (excepcional) desenhista Carlos Chagas: "Sim, uma vez eu quebrei a mão do Chagas, mas juro que foi sem querer. Eu havia pegado uma carona com ele e na hora de me despedir fechei a porta do carro por engano na mão dele".



No posfácio, Ota não se limita a contar a origem do Relatório Ota (então 'Hota', em referência ao livro da sexóloga Shere Hite, que bombava na época): ele reproduz as páginas da revista de estreia...



...Assim como as páginas de Mad #27 (Editora Record, fev/87), com o primeiro relatório sobre sexo



O Relatório Ota do Sexo — ago/10
Leya / Barbanegra — 128 páginas — formato pocket 12 x 16 cm — R$ 12,90


4 comentários:

  1. Talvez eu seja chato, mas quando a MAD começou a dar espaço para os humoristas nacionais a revista começou a ficar muito fraca. Bons tempos da editora Vecchi. está certo que a última edição que li foi os primeiros números da Mithus, mas não conseguia encontrar nada.

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  2. Acho que publicações/programas de humor perdem naturalmente seu público inicial. A repetição de esquemas é inevitável. Então tenta-se atrativos (novos cartunistas, linguagem — ou o uso de cores, no caso da Mad) para atrair novos leitores.
    E.Rodrigues

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  3. cofre certo nesse...

    eu gostava mto dos relatórios OTA na mad dos anos 80, e espero q republiquem os relatórios sobre drogas tbm (q foram seu maior sucesso na mad)!!!

    sobre a mad...

    ficou uma porcaria mesmo essa nova versão colorida... porisso eu compro apenas a Especial, q é trimestral e p&b - e traz apenas republicação das melhores fases da revista!!!

    o OTA fez bem em pular fora dessa canoa furada q é a mad atual...

    a única coisa q se salva é a mad especial mesmo (pena q essa só sai de 3 em 3 meses)!!!

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  4. Pensei que era só eu. Também prefiro Mad em preto e branco.

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